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El polvorín

La Misión de los hermanos Villas Bôas con nativos y la primera gran reserva amazónica

27 Febrero 2011 , Escrito por El polvorín Etiquetado en #Politica

In 1961 the Villas Bôas brothers succeeded in getting the entire upper Xingu legally protected – the first huge indigenous area in all South America, and the prototype for dozens of similar reserves all over the continent.

HISTORIA DOS ÍNDIOS
Xingu – Um paraíso sob ameaça
Na década de 1940, os irmãos Villas Bôas se disfarçaram de sertanejos e viajaram ao Mato Grosso para estudar a população indígena local. Anos mais tarde, eles tiveram a iniciativa de fundar o Parque Indígena do Xingu, ajudaram a preservar parte das etnias e, por isso, foram indicados duas vezes ao Prêmio Nobel da Paz. Hoje, apesar de o Xingu continuar sendo um oásis quase intocado, a região tem si.

Los hermanos Villas Bôas establecieron contacto con 18 tribus indígenas amazónicas que hasta 1943 apenas habían visto gente del mundo exterior. Los hermanos Villas Bôas quedaron fascinados, pero también se dieron cuenta de que los indios eran muy vulnerables; con la invasión de sus tierras por el hombre blanco, seguramente desaparecerían, diezmados por las enfermedades y la destrucción de su cultura.

 

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El legado de los hermanos Villas Bôas: reconocer en los nativos amazónicos acervos culturales valiosísimos.

 

La única solución, pensaron los hermanos, era presionar al Gobierno de Brasil para que creara una gran reserva en los bosques amazónicos, aislada del resto del mundo, donde los indefensos indígenas podrían ser trasladados.

Lanzaron una campaña en todo el país que condujo a la creación del Parque Nacional Xingu en 1961

 

http://en.wikipedia.org/wiki/Villas-B%C3%B4as_brothers

Villas Boas
De Wikipedia, la enciclopedia libre
 
  • Orlando Villas Bôas nació en 1914 en Santa Cruz do Rio Pardo (Brasil) y falleció en 2002 en Sao Paulo;
  • Leonardo Villas Bôas nació en 1918 en Botucatu (Brasil) y falleció en 1961 en Sao Paulo.

Los hermanos establecieron contacto con 18 tribus indígenas que hasta 1943 apenas habían visto gente del mundo exterior. Quedaron fascinados, pero también se dieron cuenta de que los indios eran muy vulnerables; con la invasión de sus tierras por el hombre blanco, seguramente desaparecerían, diezmados por las enfermedades y la destrucción de su cultura.

La única solución, pensaron los hermanos, era presionar al Gobierno de Brasil para que creara una gran reserva en los bosques amazónicos, aislada del resto del mundo, donde los indefensos indígenas podrían ser trasladados. Lanzaron una campaña en todo el país que condujo a la creación del Parque Nacional Xingu en 1961, una reserva de 25.000 kilómetros cuadrados situada en el Estado de Mato Grosso. Trasladaron a varios grupos indígenas a este territorio relativamente seguro.

Obras principales

VILLAS BÔAS, Orlando. Interview. In: Amazind bulletin 1. Geneva, Switzerland, aut. 1973, p. 25-29. ______. “Os índios na estrada”. In: Cadernos da Comissão Pró-Índio: a questão da emancipação. São Paulo, n.1, 1979, p. 87-88. ______. “O índio – ontem, hoje… e amanhã?”. In: Tassara, Eda; Bisilliat, Maureen. O índio: ontem, hoje, amanhã. São Paulo: Memorial da América Latina/EDUSP, 1991, pp. 48-56. ______. A arte dos pajés: impressões sobre o universo espiritual do índio xinguano. São Paulo: Editora Globo, 2000. ______. Senhor. In: JACCHIERI, Carlos. Carta Brasil 2000: 1º Fórum Nacional da Identidade Brasileira. São Paulo: Imprensa Oficial, 2000a, p. 15-20. ______. Entrevista. In: CARUSO, Mariléia M. Leal; CARUSO, Raimundo C. Amazônia, a valsa da galáxia: o abc da grande planície. Florianópolis: Editora da UFSC, 2000b, p. 25-44. ______. Um povo na ignorância de seu passado. In: Aguiar, L. A.; SOBRAL, M. (Orgs.) Para entender o Brasil. São Paulo: Alegro, 2001, p. 265-271. ______.“Discurso proferido na Universidade Federal de Minas Gerais, em 21 de dezembro de 1972”. In: MÜLLER, Cristina; LIMA, Luiz Octávio; RABINOVICI, Moisés (Orgs.). O Xingu dos Villas Bôas. São Paulo: Metalivros, 2002, p.28-29. ______. Rompendo fronteiras. In: MÜLLER, Cristina; LIMA, Luiz Octávio; RABINOVICI, Moisés (Orgs.). O Xingu dos Villas Bôas. São Paulo: Metalivros, 2002a, p. 146-164. ______. Discurso proferido em 1974, na Universidade Federal do Mato Grosso. In: FIGUEIREDO, C. 100 discursos históricos brasileiros. Belo Horizonte: Editora Leitura, 2003. p. 413-420. ______. História e causos. São Paulo: FTD, 2005. ______. Trinta e cinco anos de assistência e pesquisa: a Escola Paulista de Medicina e o Parque Indígena do Xingu. In: BARUZZI, R. G.; JUNQUEIRA, C. (Orgs.). Parque Indígena do Xingu: saúde, cultura e história. São Paulo: Terra Virgem, 2005a, p. 49-57. ______.; VILLAS BÔAS, Cláudio. Saving Brazil’s stone age tribes from extinction. In: National Geographic Magazine. Vol. 134. n.o. 3. set. 1968, p. 424-444. ______. Xingu: Os índios, seus mitos. Rio de Janeiro: Zahar, 1970. ______. Xingu: the Indians, their myths. New York: Farrar, Straus and Giroux, 1973. ______. “Os Juruna no Alto-Xingu”. In: Reflexão. Instituto de Ciências Humanas e Letras da Universidade Federal de Goiás, 1970a. p. 61-87. ______. Território Tribal. In: BISILLIAT, Maureen; VILLAS BÔAS, Orlando; VILLAS BÔAS, Cláudio. Xingu: território tribal. Sao Paulo: Cultura Editores Associados, 1990, p. 13-33. ______. Memórias de Orlando e Cláudio Villas Bôas. In: RIBEIRO, Darcy. Carta: falas, reflexões, memórias – informe de distribuição restrita do Senador Darcy Ribeiro. Brasília: Gabinete do Senador Darcy Ribeiro, 1993, vol. 9., p. 187-203. ______. A marcha para o oeste: a epopéia da Expedição Roncador-Xingu. São Paulo: Editora Globo, 1994. ______. Almanaque do sertão: histórias de visitantes, sertanejos e índios. São Paulo: Editora Globo, 1997. ______.; VILLAS BÔAS, Cláudio; VILLAS BÔAS, Álvaro. “Antigamente o índio nos comía. Agora somos nós que estamos comendo o índio”. In: Revista de Cultura Vozes – Política Indigenista no Brasil. Petrópolis: Vozes: 1976. n. 3, ano 70, p. 209-219.

Bibliografía en castellano

VILLAS BÔAS, Orlando; VILLAS BÔAS, Cláudio. Xingu: pueblos indios en sus mitos. Quito: Abya-yala, 2000.

Bibliografía

  • DAVIS, Shelton. Victims of the miracle: development and the indians of Brazil. Cambridge: Cambridge University Press, 1977.
  • COWELL, adrian. The decade of destruction. London: Headway, 1990.
  • COWELL, adrian. The tribe that hides from man. London: Pimlinco, 1995.
  • COWELL, adrian. The heart of the forest. London: Headway, 1970.
  • HEMMING, John. Die if you must. London: Macmillan, 2003.
  • HEMMING, John; HUXLEY, Francis; FUERST, René; BROOKS, Edwin. Tribes of the Amazon Basin in Brazil 1972. London: Charles Knight & CO. Ltd. 1973.
  • LEOPOLD III de Belgique. La fête indienne: souvenirs d’un voyage chez les Indiens du Haut-Xingu. Paris: Librairie Hachette, 1967.
  • MENGET, Patrick. Les Indiens du Haut Xingu. In: Hutter, M. Regards sur les Indiens d’Amazonie. Paris: Editions Muséum National d’Histoire Naturelle – Musée de l’Homme, 2000.
  • MENGET, Patrick. Au nom des autres: classification des relations socieles chez les Txicao du Haut-Xingu (Brésil). École Pratique des HAutes Études, Sixième Section, 1977.
  • VILLAS BÔAS FILHO, Orlando. Orlando Villas Bôas: expedições, reflexões e registros. São Paulo: Metalivros, 2006.
  • VILLAS BÔAS FILHO, Orlando. Da práxis à teoría: breves considerações sobre o pensamento dos irmãos Villas Bôas. In: In: MÜLLER, Cristina; LIMA, Luiz Octávio; RABINOVICI, Moisés (Orgs.). O Xingu dos Villas Bôas. São Paulo: Metalivros, 2002, p. 193-205.
  • VILLAS BÔAS FILHO, Orlando. Os direitos indígenas no Brasil contemporâneo. In: BITTAR, Eduardo C. B. História do direito brasileiro: leituras da ordem jurídica nacional. São Paulo: Editora Atlas, 2003, p 279-293.
  • VILLAS BÔAS FILHO, Orlando.Como tudo começou. In: National Geographic Magazine. Ano 4, nº 40, Ago. 2003a, p. 54-61.

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Orlando Villas Boas e um índio Txicão. O sertanista Orlando Villas Boas posa para uma foto ao lado de um índio Txicão.

(Orlando Villas Bôas e um índio Txikao (Ikpeng) 1967 (segundo contato) foto: J.P. arquivo da família Villas Bôas)

 

 

 

 

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 Crianças yanomami habitantes do alto rio Orinoco, entre o estado brasileiro do Amazonas e a Venezuela. No Brasil os Yanomami somam 15 mil pessoas distribuídas em 255 aldeias relacionadas entre si em maior ou menor grau. Etnologia é a área da Antropologia em que são realizados os estudos sobre as questões étnicas.   pt.wikipedia.org/wiki/Ficheiro:Orlando_Villas…

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Kayabi Indians 1967pib.socioambiental.org/en/povo/kaiabi/282

Photo: Jesco – Orlando Villas Boas Archive, 1967

 

Any research on the Kayabi group must start with the writings of Georg Grünberg, primarily his doctoral thesis entitled Beitrage zur Ethnographie der Kayabi Zentralbrasiliens (there is a Portuguese translation by Eugênio Wenzel). This comprises a general ethnography on the group, based on research conducted in the 1960s. It begins with an extensive and valuable survey of the historical sources mentioning the Kayabi, followed by sections on the group’s material culture, social organization and finally cosmology and mythology, adopting a classical ethnographic model. Also of value is the article “Die Materielle Kultur der Kayabi-Indianer,” where Grünberg provides a detailed description of Kayabi material culture. pib.socioambiental.org/en/povo/kaiabi/282

 

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Villas-Bôas brothers

Orlando (1914–2002) and his brothers Cláudio (1916–1998) and Leonardo Villas-Bôas (1918–1961) were Brazilian activists regarding indigenous peoples.

 

 

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The Villas-Bôas brothers

Achievements

In 1961 they succeeded in getting the entire upper Xingu legally protected – the first huge indigenous area in all South America, and the prototype for dozens of similar reserves all over the continent. Two of the Villas-Bôas brothers, Orlando and Cláudio, were jointly awarded the Royal Geographical Society’s gold medal, as much for their geographical explorations as for their humanitarian work. They also received the GEO prize, delivered by the president of Germany, Richard von Weizsäcker, and the Chancellor of West Germany Willy Brandt, in 1984, as a recognition for their humanitarian work.

Pioneers

The British historian, John Hemming, wrote that the Villas-Bôas were pioneers in many ways. They were almost the first non-missionaries to live permanently with the Indians; and they treated them as their equals and friends. They persuaded tribes to end internecine feuds and unite to confront the encroaching settlement frontier. They were the first to empower indigenous people to run their own affairs. The Villas-Bôas were the first to appreciate the value of politics and the media in furthering the indigenous cause. They also devised a policy of “change, but only at the speed the Indians want”.

Robin Hanbury-Tenison, from Survival International, wrote that “The Xingu is the only closed park in Brazil, which means that it is the only area in which Indians are safe from deliberate or accidental contact with undesirable representantives of Western civilization. This is due entirely to the Villas-Bôas brothers and the total dedication of their lives to this work over the last 25 years.” [1] (Since 1971, when this was written, more indigenous parks and reserves have been created, such as the Tumucumaque Indigenous National Park in northern Pará state, but the Xingu park remains the most important of them.)

The anthropologist Shelton Davis wrote that “The Villas-Bôas brothers further argued that it was the responsibility of the federal government to provide a secure protective buffer, in the form of closed Indian parks and reserves, between Indians and the frontiers of national society. In time, the three brothers believed, Indians would integrate into Brazilian national society. This process of integration, however, should be a gradual one and should guarantee the Indians’s survival, ethnic identities and ways of life.” [2]

In the foreword of the book Xingu: the Indians, Their Myths the anthropologist Kenneth S. Brecher wrote that

It is now almost 30 years since the Villas-Bôas brothers (…) led the expedition known as ‘Brazil’s march to the West’ which was intended to open up the heart of the interior for colonization. They were overwhelmed by the beauty and cultural richness of the network of Xingu tribes which they discovered, and when the expedition disbanded they remained in the jungle to protect the Xinguanos from the land speculators, state senators, diamond prospectors, skin hunters, and rubber gatherers who had followed in their wake. (…) That the Xingu tribes continue to exist, in fact to thrive, is due largely to the extreme dedication, intelligence, cunning, and physical strength of these brothers.[3]

Personal lives and deaths

Of the 11 siblings, only the three brothers banded together in their pioneering work.

Orlando died in 2002. When a major chief dies, the Xingu Indians hold a great funerary festival (the Kuarup) in his honour. They did this for Orlando even though he was white. He had two sons, Noel and Orlando.

Claudio was born on December 8, 1916 in Botucatu, São Paulo [4] and died of a stroke in his São Paulo apartment on March 1, 1998. Indians called him “The Father” and by 1994 there were 6000 Indians in 18 settlements from different tribes.

Leonardo died in 1961 at age 43[4].

References

  1. ^ Robin Hanbury-Tenison. Report of a visit to the Indians of Brazil on behalf of the Primitive People Fund/Survival International. London: Quintrell & Co. Ltd., Printers, Wadebridge, 1971, p. 9.
  2. ^ Shelton Davis, Victims of the miracle: development and the Indians of Brazil. Cambridge University Press, UK, 1977, p. 50.
  3. ^ Kenneth S. Brecher. Foreword in Villas-Bôas, Orlando; Villas-Bôas, Cláudio. Xingu: the Indians, Their Myths, Farrar, Straus and Giroux, New York, 1973.
  4. ^ a b http://www.phfawcettsweb.org/claudio.htm

For more information, see:

For information about the Villas-Bôas Indian policy, see:

  • Davis, Shelton. Victims of the Miracle: development and the Indians of Brazil. New York: Cambridge University Press, 1977 ISBN 978-0521292467
  • Vilas-Boas Filho, Orlando. Orlando Villas-Bôas: expedições, reflexões e registros. São Paulo: Metalivros, 2006
  • Cowell, Adrian. The decade of destruction London: Headway, 1990. ISBN 978-0340537909
  • Cowell, Adrian. The tribe that hides from man London: Pimlinco, 1995. ISBN 978-0712659598
  • Cowell, Adrian, The heart of the forest London: Headway, 1970. ASIN B0000CKKX0 OCLC 1724547
  • Hemming, John; Huxley, Francis; Feuerst, René; Brooks, Edwin, Tribes of the Amazon Basin in Brazil 1972, Charles Knight & Co. Ltd, London, 1973.
  • Leopold of Belgium, Indian Enchantment Nancy: Librarie Hachette, 1967. ISBN 091459401X
  • Menget, Patrick, Au nom des autres: classification des relations sociales chez les Txicao du Haut-Xingu (Brésil), École Pratique des Hautes Études, Sixième Section, 1977.
Select Bibliography
  • Villas-Bôas, Orlando. Interview. In: Amazind bulletin 1. Geneva, Switzerland, aut. 1973, p. 25-29.
  • Villas-Bôas, Orlando: Os índios na estrada. In: Cadernos da Comissão Pró-Índio: a questão da emancipação. São Paulo, n.1, 1979, p. 87-88.
  • Villas-Bôas, Orlando: O índio – ontem, hoje… e amanhã? In: Tassara, Eda; Bisilliat, Maureen: O índio: ontem, hoje, amanhã. São Paulo: Memorial da América Latina/EDUSP, 1991, pp. 48–56.
  • Villas-Bôas, Orlando: A arte dos pajés: impressões sobre o universo espiritual do índio xinguano. São Paulo: Editora Globo, 2000.
  • Villas-Bôas, Orlando: Senhor. In: Carlos Jacchieri: Carta Brasil 2000 1°Fórum Nacional da Identidade Brasileira. São Paulo: Imprensa Oficial, 2000a, p. 15-20.
  • Villas-Bôas, Orlando: Entrevista. In: Mariléia M. Leal Caruso; Raimundo Caruso: Amazônia, a valsa da galáxia: o abc da grande planície. Florianópolis: Editora da UFSC, 2000b, p. 25-44.
  • Villas-Bôas, Orlando: Um povo na ignorância de seu passado. In: Aguiar, L. A.; SOBRAL, M. (Orgs.) Para entender o Brasil. São Paulo: Alegro, 2001, p. 265-271.
  • Villas-Bôas, Orlando: Discurso proferido na Universidade Federal de Minas Gerais, em 21 de dezembro de 1972.. In: Cristina Müller; Luiz Octávio Lima; Moisés Rabinovici (Orgs.): O Xingu dos Villas-Bôas. São Paulo: Metalivros, 2002, p. 28-29.
  • Villas-Bôas, Orlando: Rompendo fronteiras. In: Cristina Müller; Luiz Octávio Lima; Moisés Rabinovici (Orgs.): O Xingu dos Villas-Bôas. São Paulo: Metalivros, 2002a, p. 146-164.
  • Villas-Bôas, Orlando: Discurso proferido em 1974, na Universidade Federal do Mato Grosso. In: C. Figueiredo: 100 discursos históricos brasileiros. Belo Horizonte: Editora Leitura, 2003. p. 413-420.
  • Villas-Bôas, Orlando: História e causos. São Paulo: FTD, 2005.
  • Villas-Bôas, Orlando: Trinta e cinco anos de assistência e pesquisa: a Escola Paulista de Medicina e o Parque Indígena do Xingu. In: Roberto Geraldo Baruzzi; Carmen Junqueira (Orgs.). Parque Indígena do Xingu: saúde, cultura e história. São Paulo: Terra Virgem, 2005a, p. 49-57.
  • Villas-Bôas, Cláudio. Saving Brazil’s stone age tribes from extinction. In: National Geographic Magazine. Vol. 134. n.o. 3. set. 1968, p. 424-444.
  • Villas-Bôas, Cláudio; Villas Bôas, Orlando. “Xingu: Os índios, seus mitos” Rio de Janeiro: Zahar, 1970.
  • Villas-Bôas, Cláudio; Villas-Bôas, Orlando. “Xingu: the Indians, their myths” New York: Farrar, Straus and Giroux, 1973. ISBN 978-0285647480
  • Villas-Bôas, Orlando: Os Juruna no Alto-Xingu”. In: Reflexão. Instituto de Ciências Humanas e Letras da Universidade Federal de Goiás, 1970a. p. 61-87.
  • Villas-Bôas, Orlando: Território Tribal. In: Maureen Bisilliat; Orlando Villas Bôas und Claudio Villas Bôas: Xingu: território tribal. São Paulo: Cultura Editores Associados, 1990, p. 13-33.
  • Villas-Bôas, Orlando: Memórias de Orlando e Cláudio Villas Bôas. In: Darcy Ribeiro. Carta: falas, reflexões, memórias – informe de distribuição restrita do Senador Darcy Ribeiro. Brasília: Gabinete do Senador Darcy Ribeiro, 1993, vol. 9., p. 187-203.
  • Villas-Bôas, Orlando: A marcha para o oeste: a epopéia da Expedição Roncador-Xingu. São Paulo: Editora Globo, 1994.
  • Villas-Bôas, Orlando: Almanaque do sertão: histórias de visitantes, sertanejos e índios. São Paulo: Editora Globo, 1997.
  • Villas-Bôas, Orlando, Claudio Villas-Bôas, *Alvaro Villas-Bôas: Antigamente o índio nos comia. Agora somos nós que estamos comendo o índio.. In: Revista de Cultura Vozes – Política Indigenista no Brasil. Petrópolis: Vozes: 1976. n. 3, ano 70, p. 209-219.

 

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  Orlando und Cláudio Villas

 

 

http://blogs.estadao.com.br/luiz-zanin/files/2006/11/orlando.JPG

Ainda não li o livro Orlando Villas Bôas – Expedições, Reflexões e Registros. Não li e já gostei, porque não tem como ser ruim. O grande sertanista foi um dos maiores contadores de histórias que já conheci e um livro que relata suas experiências só pode ser muito saboroso.

Uma vez, muitos anos atrás, fui entrevistá-lo para o jornal. Coisa pouca, imaginei, meia hora de papo dava e sobrava para o espaço a mim destinado. Fiquei em sua casa a tarde inteira. Ele falando, eu ouvindo, fascinado. Pelo relato de Orlando, o universo indígena passava a ter vida própria, como se ele estivesse contando tudo aquilo em volta de uma fogueira, em pleno Xingu.

Enquanto falava, Orlando ilustrava as histórias mostrando objetos indígenas de sua coleção. Pegou uma panela de barro, enorme, decorada com o maior capricho em sua parte de baixo. Desenhos lindos que, adivinhava-se, eram muito difíceis de fazer e deviam ter levado um tempão para serem pintados. Orlando olhou para a panela, olhou para mim e disse: “O universo do índio é diferente”. Indaguei por quê.

Ele então me contou que os índios levavam semanas preparando essas panelas pintadas. Quando estavam prontas, eles as levavam ao fogo para cozinhar os alimentos e os desenhos logo ficavam arruinados. Orlando perguntou a um índio velho por que então tinham tanto trabalho para decorar as panelas se na primeira vez em que eram usadas as pinturas se perdiam. O índio olhou para ele com infinita piedade diante de tanta ignorância e disse:
– Se não pintar, não é panela, ué.

O livro Orlando Villas Bôas – Expedições, Reflexões e Registros será lançado no dia 26, quinta-feira, a partir das 19h, no Memorial da América Latina

 

 

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livro Orlando Villas Bôas – Expedições, Reflexões e Registros

 

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história dos índios

 


Arquivo Família Villas Bôas
 
Cláudio e Orlando Villas Bôas com um índio do alto Xingu, na década de 1960
 
 

                                                                            Arquivo Família Villas Bôas

 
Orlando Villas Bôas com três índios Caiapó, em 1956. À direita de Orlando está Raoni Metuktire, líder dos caiapós, conhecido internacionalmente por sua luta em defesa da floresta amazônica e dos povos indígenas

 

A criação do primeiro parque indígena brasileiro, o Parque Indígena do Xingu, em 1961, no Mato Grosso, foi possível graças à mobilização iniciada praticamente duas décadas antes pelos irmãos Leonardo, Cláudio e Orlando Villas Bôas. Anônimos e disfarçados de sertanejos, esses paulistas de classe média se enveredaram na expedição Roncador-Xingu, organizada em 1943 pelo governo de Getúlio Vargas. A campanha também ficou conhecida como “Marcha para o Oeste” e tinha como objetivo a ocupação do interior do Brasil.

Em um primeiro momento, os três irmãos candidataram-se para participar da missão, mas foram impedidos pelos organizadores, pois se tratavam nitidamente de pesquisadores e não de homens que queriam tentar uma vida nova em terras desocupadas. Por isso, os Villas Bôas deixaram as barbas cresceram, vestiram-se com roupas simples e fingiram ser analfabetos para conseguirem autorização para viajar com a expedição. Foi assim que começou a missão de Leonardo, Cláudio e Orlando que, mais tarde, com a participação do antropólogo Darcy Ribeiro (1922-1997), resultou na demarcação do parque indígena.

 

 

Uma vida dedicada aos índios
Os irmãos Villas Bôas, indicados duas vezes ao Prêmio Nobel da Paz, receberam elogios e críticas negativas pela atuação no Xingu. Marina e Noel, viúva e filho de Orlando, falam sobre as anotações deixadas pelo sertanista e o projeto de criar o Instituto Orlando Villas BôasOrlando (1916-2002) e Cláudio Villas Bôas (1918-1998) estiveram à frente da direção do Parque Indígena do Xingu até 1975. Apesar de os irmãos terem sido reconhecidos mundialmente pelo seu trabalho, que os levou a serem indicados por duas vezes ao Prêmio Nobel da Paz, eles também receberam muitas críticas. Ao mesmo tempo em que os Villas Bôas foram elogiados pela preservação dos povos indígenas e pela iniciativa de organizar um programa de saúde pública, como vacinações e assistência médica para os índios, que morriam de gripe, disenterias e surtos de sarampo na década de 1950, devido ao contato com os brancos, os irmãos foram duramente criticados por terem fornecido ferramentas e bens materiais aos índios e interferirem no poder interno das aldeias. Segundo a Funai (Fundação Nacional do Índio, instituída em 1967, em substituição ao Serviço de Proteção ao Índio – SPI), isso teria contribuído para diminuir a produção artesanal tradicional e a degradação da cultura indígena.

 

Arquivo Família Villas Bôas

A vida dos Villas Bôas era tão atrelada ao Xingu que, nos anos 1960, quando Orlando conheceu sua mulher, a enfermeira Marina Lopes de Lima Villas Bôas, atualmente com 71 anos, logo a levou para trabalhar no parque ao seu lado. Em 1963, Marina seguiu para o Xingu e foi a primeira enfermeira a atuar na saúde local. “O Xingu foi a extensão da minha casa. A sociedade e o governo precisam avaliar o quanto os índios têm a nos ensinar, quanto à estrutura social e visão de mundo”, diz ela.

Noel Villas Boas, de 33 anos, filho de Orlando, conta que o pai guardava seis cadernos de diários (preservados postumamente), que começou a escrever em 1943, ano da primeira expedição ao Xingu. Parte dessas anotações virou livros, inclusive o póstumo Orlando Villas Bôasexpedições, reflexões e registros, organizado por Orlando Villas Bôas Filho, em 2006. 

No acervo preservado pela família são mantidas relíquias, como correspondências entre o sertanista e o marechal Rondon, os antropólogos Darcy Ribeiro e Claude Lévi-Strauss, e centenas de fotos e registros. “Estamos no processo de criação do Instituto Orlando Villas Bôas, para tornar esse material disponível ao público. Sobre a expedição Roncador-Xingu praticamente não há material similar no Brasil, é um hiato de 20 anos na história brasileira”, afirma Noel, que visita anualmente o Parque Indígena do Xingu.

 

Arquivo Família Villas Bôas
Os três irmãos Villas Bôas reunidos em foto da década de 1950. da esquerda para a direita: Leonardo, Orlando e Cláudio

A chegada dos homens brancos

Antes de os irmãos Villas Bôas se aventurarem no interior do País com a expedição da década de 1940, a região do Xingu já havia sofrido intervenções de homens brancos. Um dos primeiros a pisar naquelas terras foi o desenhista e explorador alemão Karl von den Steinen (1855-1929) que, em 1884, acompanhado do geógrafo Otto Claus, partiu de Cuiabá e desceu o rio Xingu, estudou os índios e classificou os Bakairi como originários dos Caraíbas e não dos Tupi-Guaranis, como se acreditava no século XIX.

A expedição Roncador-Xingu, de 1944, serviu como divisor de águas para a adoção de uma política indigenista

De acordo com Orlando Villas Bôas, no livro Orlando Villas Bôas: expedições, reflexões e registros, os povos contatados na época da viagem de Steinen foram os Bakairi, Juruna, Suyá, Waurá e Trumai. Já em 1887, Steinen foi à região acompanhado pelo antropólogo Paul Ehrenreich (1855-1914) e o geógrafo Peter Vogel. Dessa vez, os europeus aproximaram-se dos índios Aweti, Kalapalo, Kamayurá, Mehináku e Yawalapiti.

Arquivo Família Villas Bôas
Rei Leopoldo iii (1901- 1983), da Bélgica, joga xadrez com Cláudio Villas Bôas no Baixo Xingu, em 1967. O rei pretendia passar três dias no parque, mas acabou fi cando quase dois meses

Outras expedições viriam a acontecer somente a partir de 1896, como as organizadas pelos exploradores Hermann Meyer e Henri-Anatole Coudreau (1859-1899), representando o governo do Pará. Em 1920, o general Ramiro Noronha iniciou a exploração do rio Kuluene (afluente do Xingu), após fundar o Posto Indígena Simões Lopes (Bakairi), no rio Paranatinga.

No período entre o final do século XIX e início do século XX, é possível constatar a presença considerável de estrangeiros alemães, franceses, americanos e italianos, sendo que alguns acabaram sendo mortos em confronto com índios. Em 1944, a expedição Roncador-Xingu, da qual participaram os Villas Bôas, tornou-se um divisor de águas para a adoção de uma política indigenista, que surgiria anos mais tarde.

Quando os irmãos Villas Bôas chegaram ao Mato Grosso, os índios que habitavam a região estavam sendo dizimados

Uma visão de dentro
Os índios Awajatu e Winti falam sobre o cotidiano das tribos do Xingu e a luta para preservar as tradições e os idiomas indígenas

 

Sucena Shkrada Resk
Awajatu aweti é cacique e professor bilíngue tupi/português do alto Xingu

Os sertanistas, pesquisadores e antropólogos não são os únicos a se preocupar com o destino dos povos indígenas. A preservação da cultura dos índios é uma luta travada diariamente nas aldeias. O índio Awajatu Aweti, da tribo Aweti (localizada no centro do Alto Xingu, falante da língua tupi) é cacique e professor bilíngue (tupi/português). “Desde 1996, ensinamos nossas crianças no tronco tupi e o português para que saibam entender e lidar com o ‘mundo de fora’. Mas nem por isso deixamos a luta pela preservação de nossa cultura e crença”, diz. Segundo Awajatu, os índios chegaram a fazer uma cartilha tupi, que é direcionada às crianças a partir dos 5 anos de idade.

Os festejos e os cantos indígenas também são mantidos, como a Tawarana (dança do papagaio), além da dança Taquara, que é um meio de celebrar a alegria na aldeia. “Nesses momentos, não são deixados de lado o cocar, a pintura, a utilização de bambu, dentre outros adereços típicos”, diz Awajatu. Ele conta que a cultura branca é presente no Xingu, por meio da TV e uso de roupas. “Para evitar a influência ocidental e da tecnologia, estamos mantendo nossos traços culturais, dialogando em tupi e praticando as nossas danças. A hora de assistir à televisão é controlada. Usamos aparelhos de DVD, por exemplo, mas para mostrar vídeos sobre a nossa tradição. “ 

O cacique afirma que a presença da monocultura da soja e extração de madeira no entorno do Xingu, desde a década de 1980, é um fator que preocupa todos os índios da região. “Se não fosse pela demarcação do Parque Indígena do Xingu, estaríamos enfrentando muito mais dificuldade”, reconhece. “Representantes das 14 etnias que vivem lá dentro promovem reuniões para discutir os problemas, como a proximidade de hidrelétricas, dentre elas a construída no rio Kuluene. Por causa dela, a nossa água está secando aos poucos. Temos medo de que os peixes acabem, pois são nosso alimento”, conta.

Para o cacique, o trabalho dos irmãos Villas Bôas foi importante para a causa indígena. “Mostrou que nós somos seres humanos e não permitiu que os missionários catequizassem o Xingu. Por outro lado, acabou permitindo a introdução de tecnologias e ferramentas que acabaram sendo jogadas nos nossos rios”, afirma.

Winti Suya, da tribo Suya (localizada entre o Baixo e Médio Xingu, pertencente ao tronco linguístico macro-jê), é presidente da Associação Indígena Kisedjê. Ele conta que a preservação do idioma é uma luta constante em sua tribo. “Nossa língua ainda é forte: apenas 20 dos cerca de 480 índios que vivem em nossa aldeia falam português”, diz. Entretanto, de acordo com o índio, outros reflexos dos costumes brancos já foram introduzidos lá, como o uso de roupas.

“Nossa preocupação maior é a respeito do meio ambiente, conscientizar os fazendeiros sobre os problemas da nossa aldeia. A menos de 5 quilômetros de distância já existe cultivo de soja”, relata Winti. Segundo ele, as mudanças na natureza também são reveladas nas espécies de fauna local: “atualmente quase não vemos a queixada ou o porcão do mato, que andava em bando por lá”, diz.

Para defender seus direitos, Winti diz que os índios começaram a recorrer ao apoio de organizações não governamentais, como o Instituto Socioambiental, dentre outras. “A ideia não é só defender os Suya, mas toda a comunidade indígena”, diz.

 

 

A aventura dos três irmãos 

 

A expedição Roncador-Xingu teve início a partir de Uberlândia, em Minas Gerais, e foi instituída pela Fundação Brasil Central (FBC) durante o Estado Novo, que visava consolidar a soberania nacional ao ligar o Brasil Central ao Amazonas. Leonardo, Cláudio e Orlando Villas Bôas embrenharam-se nessa aventura pelas matas para auxiliar na demarcação e formação de núcleos populacionais “brancos” enquanto fingiam-se de sertanejos.

O Parque indígena do Xingu, situado ao nordeste do Mato Grosso, ocupa uma área de mais de 27.000 km2

Na viagem, os irmãos se defrontaram com a realidade de um Brasil “nativo”, que até então era desconhecido para eles. Os Villas Bôas Conheceram primeiramente os índios xavantes e, ao longo dos anos, mais outros 14 povos indígenas que representam uma das mais respeitadas diversidades de troncos linguísticos do mundo, segundo a Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco): Aruak ou Arawak, Jê, Karib e Tupi.

Nesse grupo estão os Kamaiurá e Kaiabi (família Tupi-Guarani); Juruna (tronco Tupi); Aweti (tronco Tupi); Mehinako, Wauja e Yawalapiti (família Aruak); Kalapalo, Ikpeng, Kuikuro, Matipu e Nahukwá (família Karib); Suyá (família Jê); Trumai (língua isolada). Segundo o site Povos Indígenas no Brasil, do Instituto Socioambiental (ISA), existem mais de 4 mil índios na região do Xingu (dados de 2002).

Em 1952, Orlando Villas Bôas e Darcy Ribeiro, entre outros, apresentaram um anteprojeto de lei para a criação do Xingu

Quando os irmãos Villas Bôas chegaram ao norte do Estado do Mato Grosso, os índios que habitavam a porção do Brasil Central estavam sendo dizimados por diversas doenças, como gripes, disenterias e surtos epidêmicos, devido à intervenção branca em suas terras desde o século XIX. Ao se defrontarem com essa situação, os Villas Bôas decidiram iniciar uma campanha para a preservação da população, que continuou por décadas, seguindo um modelo protecionista.

Leonardo, Cláudio e Orlando ultrapassaram o objetivo oficial da expedição federal. No livro A Marcha para o Oeste – A epopeia da expedição Roncador-Xingu, de autoria de Orlando e Cláudio Villas Bôas, os irmãos descrevem que o primeiro contato do grupo de sertanistas com índios xavantes aconteceu em 25 de julho de 1945. Segundo eles, o contexto foi pouco amistoso, pois membros da equipe dispararam tiros para o alto, o que causou um “esboço” de reação de ataque dos índios, mas sem vítimas.

Noel Villas Bôas
Ííndios se apresentam em cerimônia Kuarup, um ritual dos grupos indígenas que vivem no Xingu para homenagear os mortos

Quanto mais adentravam pelas matas, novas etnias iam surgindo, começando pelos índios Kalapalo, na região do rio Kuluene, um dos afluentes do Xingu. Em março de 1948, a expedição Roncador-Xingu foi extinta pelo governo Vargas, mas os irmãos Villas Bôas, que a essa altura já haviam sido nomeados representantes do Serviço de Proteção ao Índio (SPI) do Alto Xingu, pelo Marechal Cândido Rondon, iniciaram uma nova empreitada na expedição Xingu-Tapajós, quando fizeram contato com os índios Juruna.

Nessa época, o cientista ucraniano Noel Nutels (1913-1973) juntou-se ao grupo. Ao mesmo tempo, as primeiras ideias de criação do parque começam a ser idealizadas pelos sertanistas com ajuda do brigadeiro Raymundo Vasconcelos Aboim (1898-1990) e do antropólogo Eduardo Galvão.

E tudo isso pode acabar…
Washington Novaes, jornalista e autor dos documentários Xingu – A terra mágica e Xingu – A terra ameaçada, diz que além de o parque sofrer com o avanço de estradas e da agricultura ao seu redor, os costumes dos índios estão se perdendo devido à influência da cultura branca

 

Arquivo Pessoal
Washington novaes prepara-se para gravar o documentário Xingu – A terra ameaçada, em 2007

Em 1984, o jornalista Washington Novaes, supervisor geral do programa Repórter Eco, da TV Cultura de São Paulo, viajou ao Mato Grosso e fez o documentário Xingu – A terra mágica, sobre os índios e a cultura indígena. A experiência, além do vídeo, resultou no livro XinguUma flecha no coração, pela editora Brasiliense.

No texto, Novaes conta que a sua proximidade com as tribos do Xingu começou em 1980, quando foi ao local produzir um programa para o Globo Repórter, da Rede Globo de Televisão. A ideia era mostrar como era o modo de vida no parque indígena, onde não havia registros de doenças cardiovasculares. “Não havia obesidade, alcoolismo, sedentarismo e uso de sal com cloreto de sódio, por isso os índios eram saudáveis. Hoje a realidade é outra”, compara Novaes.

Depois da década de 1980, o jornalista continuou visitando a região e notou a mudança que ocorreu no parque. “Atualmente, o Xingu está cercado de problemas de fora para dentro, como também em seu interior”, destaca. Segundo Novaes, a área foi cercada pelo avanço da agropecuária. “O parque é uma ilha envolta por pastos e cultura de soja, e isso se traduz em muitos problemas, fora o fato de tentativas periódicas de invasões de madeireiros e garimpeiros”, avalia.

Novaes explica que os rios formadores do Xingu nascem fora do parque e levam para dentro os agrotóxicos dessas propriedades do entorno, além do assoreamento, e isso já tem consequências, como aumento de temperatura e prejuízo à principal base de alimentação local, que é o peixe. “Também estão sendo construídas hidrelétricas nos principais rios que correm para dentro da área do Xingu. Segundo especialistas, os peixes não conseguirão subir o rio e em algumas hidrelétricas, como no rio Kuluene, o reservatório vai alagar uma área importante para a cultura local”, explica o jornalista.

Dentro do próprio Xingu, foram abertas estradas para facilitar a circulação entre as aldeias e as cidades próximas ao parque. “Essa situação intensificou o contato com a cultura branca. Há várias consequências, a primeira delas é que os jovens, ao absorverem essa cultura, querem usar roupas, ter DVDs, aparelhos de gravação, dançar forró. E, para isso, é preciso produzir artesanato, como pulseiras, colares e redes, a fim de adquirir dinheiro para esse consumo”, diz Novaes.  

Mais um problema, segundo o jornalista, é que jovens xinguanos não querem cuidar da agricultura e nem se interessam mais pelas tradições. “Em praticamente todas as aldeias não há quem queira ser pajé, pois é um caminho longo e de sacrifícios, conta. O pajé faz o intermédio dos humanos com o mundo dos espíritos. “Se não houver isso, as culturas vão desaparecer. Tudo na vida deles tem essa relação. Cada árvore tem um espírito, as danças e cantos estão neste universo. A cultura está ameaçada por este ângulo, como também a organização social e política”, afirma Novaes.

Para o jornalista, a sociedade branca vê os índios pelo que eles não têm e não consegue reconhecer o valor dessa cultura. “De uma maneira geral, não há delegação de poder. Quem sabe mais e é mais experiente é respeitado. Todos são livres e têm o seu limite na liberdade da outra pessoa. Isso é um privilégio extraordinário”, diz. “Eles sabem fazer sua própria casa, a lavoura, caçar, artesanato, identificar as espécies da natureza. Se o Brasil tivesse lucidez, transformaria o parque em patrimônio histórico, cultural e ambiental da humanidade. Ambientalmente, o Xingu é uma ilha de biodiversidade”, diz Novaes.

Sobre o trabalho dos irmãos Villas Bôas, o jornalista diz: “há muita gente que critica que os Villas Bôas juntaram etnias diferentes, mas na época deles ninguém fez melhor. Muitos índios poderiam ter sido exterminados, como os Panarás, que foram transferidos para dentro do Xingu [hoje têm reserva própria]“.

Em 2007, Novaes gravou novo documentário no parque, Xingu – A terra ameaçada, que mostra a realidade do Xingu atualmente.

 

Arquivo Família Villas Bôas
O médico e indigenista Nnoel Nnutels, ao lado de Marina Villas Bôas (à direta), atende a um índio Txikão (Iikpeng), em 1968

 

Arquivo Família Villas Bôas
Orlando abraça um índio Txikão (Iikpeng), em 1967

Um parque para os índios

Um marco para a concepção do parque aconteceu em 1952. Nesse ano, Orlando Villas Bôas, o antropólogo Darcy Ribeiro, Heloísa Alberto Torres (1895-1977) e o brigadeiro Raymundo Vasconcellos Aboim apresentaram um anteprojeto de lei ao vice-presidente da época, Café Filho, para que fosse criado o Parque Nacional do Xingu, com apoio do marechal Rondon. A materialização dessa proposta ocorreu em 19 de abril de 1961, com o decreto federal nº 50.455, sancionado pelo presidente Jânio Quadros. Nesse mesmo ano, Leonardo, o mais jovem dos irmãos Villas Bôas, morreu de problemas cardíacos.

Os desafios para o estabelecimento do parque eram muitos, começando pelas dimensões do território e pela diversidade dos troncos linguísticos diferentes que o ocupariam – ficaram definidos o Aruak, o Jê, o Karib e o Tupi. A área foi demarcada abrangendo uma extensão de terras e rios, sendo o principal o Xingu. O parque possui mais de 27 mil quilômetros quadrados e fica localizado na região nordeste do Estado do Mato Grosso. O local exibe uma rica biodiversidade, com vegetações que vão das savanas à floresta amazônica. A demarcação atinge parte dos municípios de Canarana, Paranatinga, São Félix do Araguaia, São José do Xingu, Gaúcha do Norte, Feliz Natal, Querência, União do Sul, Nova Ubiratã e Marcelândia.

Devido às peculiaridades geográficas, o território é dividido em alto, médio e baixo Xingu, em direção do sul ao norte. Com a concepção do parque, algumas etnias acabaram se unindo, criando uma miscigenação que as aproximaram. Mas outros povos, por sua vez, têm pouco contato, devido às distâncias terrestres e diversidade dos troncos linguísticos.

Noel Villas Bôas
Ííndios tocam a flauta uruá na aldeia Kamaiurá, no Aalto Xingu. Aatualmente, os povos indígenas que vivem no parque precisam lutar para preservar suas culturas
 

Orlando e Cláudio foram nomeados os primeiros diretores do parque, que também ficou sob a responsabilidade do Serviço de Proteção ao Índio, do Museu Nacional (RJ), do Instituto Oswaldo Cruz, dentre outros órgãos. Os Villas Bôas promoveram o ingresso de algumas etnias para a área do parque, a fim de que “ficassem protegidos nessa delimitação”. Segundo o site Povos Indígenas no Brasil, isso ocorreu com os Kaiabi, Ikpeng e Tapayuna, que foram transferidos para o lado norte.

Outros dois povos, Tapayuna e Panará (da família linguística Jê), também entraram em contato com os irmãos Villas Bôas e chegaram a ser levados para dentro do parque durante a década de 1960. Entretanto, anos depois decidiram sair. No caso dos Panará, conseguiram a homologação de seu antigo território Panará. Já os Tapayuna se deslocaram a partir de 1987 para as aldeias Metyktire e Kremoro, do povo Metyktire, na terra indígena Capoto/Jarina.

A luta indígena continua

As décadas se passaram e as 14 etnias que ficaram concentradas no Xingu, como meio de proteção à sua sobrevivência, enfrentam atualmente uma batalha contínua pela preservação do patrimônio cultural e ambiental indígena. As novas gerações de muitas tribos já assimilam a cultura branca, com a educação bilíngue e o vestuário adotado nas aldeias. Por isso, os mais velhos temem pela perda das raízes ancestrais.

A luta pela vida e pelo espaço também continua por causa da pressão de fazendeiros com o expansionismo da agricultura – em especial da soja –, a extração de borracha e madeira, que agem no entorno do parque. A construção de hidrelétricas em rios que desembocam no Xingu é mais uma preocupação do ponto de vista ambiental e de sustentabilidade desses povos.

Segundo o site Povos Indígenas no Brasil, a ocupação predatória é preocupante. A cultura de soja é uma das que mais se alastra e avança em direção ao parque. Outro alerta no aspecto de preservação diz respeito a rotas rodoviárias Cuiabá-Santarém (BR-163) e BR-158, que circulam próximas ao parque indígena.

Referências:
 
Irmãos Villas Bôas, FUNAI. Disponível em http://www.funai.gov.br/indios/personagens/vilas_boas.htm. Acessado em 15/12/2008.
 
VILLAS BÔAS, Orlando e Cláudio. A marcha para o Oeste” – A epopeia da expedição Roncador-Xingu. 5ª edição. Globo. 1994.
 
Filho, Orlando Villas Bôas. Org. Orlando Villas Bôas – expedições, reflexões e registros. Metalivros. 2006.
 
NOVAES, Washington. Xingu – uma flecha no coração. Brasiliense. 1985.
 
Povo do Xingu, Site Povos Indígenas no Brasil, Instituto Socioambiental (ISA). Disponível em http://pib.socioambiental.org/pt/povo/xingu. Acessado em 15/12/2008.
 
Site Povos Indígenas no Brasil: http://pib.socioambiental.org/

Sucena Shkrada Resk é jornalista e escreve para esta publicação.

Xingu – Um paraíso sob ameaça – Portal Ciência & Vida – Filosofia  Xingu – Um paraíso sob ameaça. Na década de 1940, os irmãos Villas Bôas se sendo um oásis quase intocado, a região tem si. Por Sucena Shkrada Resk leiturasdahistoria.uol.com.br/…/artigo134622-1.asp -

Escribió  para El Polvorin Blog Malcolm Allison

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Miles de jordanos se manifiestan pidiendo reformas

26 Febrero 2011 , Escrito por El polvorín Etiquetado en #Politica

25 Febrero 2011

jordania

Más de 5.000 jordanos salieron a las calles de Ammán tras los rezos del viernes para exigir reformas políticas, incluyendo la disolución de la Cámara baja del Parlamento, mientras al mismo tiempo se celebraba una manifestación paralela en apoyo del sistema, contaron testigos.

Cientos de policías fueron desplegados en el centro de la capital para proteger la marcha central, que partió de la Gran Mezquita de Husein con la presencia de líderes de la oposición, sindicalistas e independentistas.

Funcionarios jordanos quieren evitar la repetición del ataque de una turba contra activistas prodemocráticos que tuvo lugar el pasado viernes, en el que al menos seis personas resultaron heridas.

El gobierno se ha distanciado del ataque y estableció un panel para investigar el incidente y determinar la identidad de los asaltantes.

Los participantes en la marcha de hoy gritaron eslóganes y levantaron pancartas en apoyo del levantamiento libio, pidiendo además el cierre de la embajada israelí en Ammán y la restitución de la Constitución de 1952, que estipula la formación de gobiernos representativos.

Desde entonces, la Carta Magna ha sido reformada en varias ocasiones reduciendo la democracia en el país, afirman lo scríticos del sistema.

Las manifestaciones en las últimas seis semanas en Jordania han sido inspiradas por los levantamientos en Túnez y Egipto y se centraron en la exigencia de reformas políticas, en su mayoría para cambiar la ley electoral y garantizar un sistema de representación proporcional.

El rey Abdullah II prometió reformas políticas rápidas y reales y asignó la tarea al nuevo gobierno liderado por Maruf Bajit, que el jueves instaló un comité ministerial de ocho miembros para conducir un diálogo con todas las partes del espectro político. Se espera que el panel concluya su trabajo en entre tres y seis meses.

(Con información de DPA tomado de Cubadebate)

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Nueve heridos durante protesta política en el sur de Yemen

26 Febrero 2011 , Escrito por El polvorín Etiquetado en #Politica

25 Febrero 2011

protestas-yemeni1Al menos nueve personas resultaron heridas hoy en Yemen al reprimir la policía una protesta en el sur del país, como parte de las nuevas manifestaciones que hubo en distintas ciudades a favor y en contra del régimen del presidente del país, Ali Abdalá Saleh.

Las víctimas se produjeron en la ciudad de Taiz, a 256 al sur de Saná, donde unos 10.000 opositores se congregaron en la plaza central pidiendo el final del régimen, según testigos.

Las fuentes dijeron telefónicamente a Efe que en esa localidad la policía abrió fuego contra los manifestantes que se desplegaron por dos barrios distintos de Taiz, con un resultado provisional de nueve heridos.

En esta capital, mientras tanto, una protesta contra el régimen de Saleh reunió hoy a unas 20.000 personas frente a la Universidad de Saná, la más importante de Yemen y que es escenario de manifestaciones desde el pasado 27 de enero, según comprobó Efe.

Los manifestantes corearon los lemas habituales de estas concentraciones, entre ellos “El pueblo quiere la renuncia del presidente” y “Que se vaya, que se vaya”.

En cambio, en la plaza Tahrir, en el centro de la capital, se juntaron cerca de 50.000 partidarios del gobernante. Llevaban pancartas con su foto y coreaban lemas a favor de la estabilidad y el diálogo y en contra del caos.

La capital de Yemen viene siendo escenario de una serie de protestas que en un principio buscaban impedir la reelección indefinida de Saleh y con el tiempo han pasado a exigir directamente su renuncia.

Aunque estallaron el 27 de enero, se vienen realizando manifestaciones ininterrumpidamente desde el 12 de febrero, un día después de que, en Egipto, renunciara el presidente Hosni Mubarak tras una revuelta popular que estalló el 25 de enero.

Estas protestas están convocadas por el Comité Conjunto de la oposición, que reúne a seis grupos liderados por el Partido de la Reforma Islámica y en el que también están incluidos varios partidos laicos como el Socialista o el Baaz.

Saleh, presidente de Yemen desde la unificación entre el norte y el sur, en 1990, ha sido reelegido en 1999 y 2006. La Constitución actual, aprobada en 1991, no permite al jefe de Estado buscar una nueva reelección en los comicios del 2013.

El gobernante promovió enmiendas constitucionales para anular esa limitación y perpetuarse en el poder, pero la presión política le forzó el pasado 2 de febrero a echarse atrás en ese intento.

Yemen es el país más pobre del mundo árabe. Además, el régimen de Saleh está expuesto a las acciones continuas de Al Qaeda, que tiene bases en este país, a un intento de secesión del sur y a una rebelión chií en el norte del país que actúa esporádicamente.

(Con información de EFE tomado de Cubadebate)

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Ecuador: Chevron contraataca

26 Febrero 2011 , Escrito por El polvorín Etiquetado en #Politica


Piscina abandonada por Texaco (ahora Chevron) con desechos tóxicos de petróleo. Foto: Luis Ángel Saavedra

Por Luis Ángel Saavedra

Comunicaciones Aliadas, 26 de febrero, 2011.- El “juicio del siglo”, como se conoce a la demanda que enfrenta el consorcio Chevron en Ecuador, parece llegar a su fin tras la sentencia emitida el 14 de febrero por el juez Nicolás Zambrano, de la Corte Superior de Sucumbíos, que condena a la petrolera a pagar alrededor de US$9.5 millardos por los daños ambientales causados en la Amazonia ecuatoriana entre 1964 y 1992, durante la explotación petrolera que la empresa Texaco —adquirida en el 2001 por Chevron— realizara en Ecuador.

Aunque la sentencia establece un pago por $8.6 millardos, la Ley de Gestión Ambiental condena al responsable al pago adicional del 10% del valor de la indemnización a favor de los demandantes.

En temas ambientales, el juicio que enfrenta Chevron en Ecuador es uno de los más significativos de todos los procesos que se han iniciado por daños al medio ambiente a nivel mundial, incluyendo el hundimiento en 1989, en Alaska, del buque tanque Exxon Valdez, perteneciente a la petrolera estadunidense Exxon Mobil, que fue condenada en primera instancia al pago de $4 millardos de indemnización por haber ocasionando la catástrofe medioambiental más grande en la historia de EEUU; o los procesos legales que enfrenta la British Petroleum (BP), por los cuales ha debido pagar unos $3.5 millardos hasta el momento, por los daños ecológicos que provocó el accidente de una de sus plataformas de perforación en el Golfo de México.

“En este juicio no hablamos de daños provocados por accidentes, hablamos de daños a las personas y a la ecología de forma deliberada”, sostiene Luis Yanza, presidente del Frente de Defensa de la Amazonia, que agrupa a las comunidades indígenas y campesinas que demandan a Chevron.

Un largo litigio

Tras 28 años de operaciones, con 339 pozos perforados en 15 campos petroleros, Texaco abandonó el país en 1992 luego de haber vertido unos 18 millardos de barriles de agua tóxica en la selva ecuatoriana y dejado 627 piscinas con desechos tóxicos, lo que afectó a unas 30,000 personas, entre campesinos e indígenas de cinco nacionalidades: siona, secoya, cofán, wuaorani y kichwa.

En 1993, los afectados por Texaco presentaron una demanda en una corte federal de Nueva York, acusando a la empresa de contaminar el ambiente y afectar la salud de la gente al usar tecnología obsoleta. Diez años después, en el 2003, la Corte de Apelaciones de Nueva York ordenó a Chevron —que para entonces ya había adquirido Texaco— someterse a la jurisdicción de una corte ecuatoriana.

Chevron buscó no ser enjuiciada en EEUU porque las leyes son más blandas en Ecuador y los tribunales pueden ser más permeables a la presión de las grandes empresas.

En el 2003 se inició el juicio contra Chevron en la Corte Superior de Nueva Loja, en la provincia oriental de Sucumbíos. Desde entonces se realizaron numerosos peritajes e inspecciones judiciales en los campos en donde operó Texaco, cuyos resultados, incluidos los de peritajes solicitados por la propia compañía, probaban el daño producido.

Al verse acorralada, Chevron empezó a dilatar el juicio con requerimientos de peritajes innecesarios y amenazando a los demandantes con procesos penales por supuestos fraudes, e incluso forjó informes de inteligencia militar para presentar a los demandantes como supuestos terroristas.

“Texaco hizo todo para dilatar el proceso, abusando de los recursos que la justicia ecuatoriana le permite. Hubo ocasiones en que llegó a presentar 40 escritos en media hora”, afirma Yanza.

Las maniobras jurídicas de la petrolera llegaron a su fin cuando, el 16 de diciembre de 2010, el juez Zambrano decidió cerrar la etapa de pruebas y solicitó se le entreguen las más de 215,000 hojas del expediente para analizarlas y dictar sentencia.

Chevron reaccionó en tres frentes: el primero ante la Corte Permanente de Arbitraje de La Haya, Holanda, donde logró a principios de febrero que se prohíba temporalmente la aplicación de cualquier sentencia que se emita contra la empresa en Ecuador. La decisión arbitral ordena a Ecuador que “adopte todas las medidas que estén a su disposición para suspender o hacer que se suspenda la aplicación o reconocimiento de cualquier sentencia contra Chevron que se emita, tanto dentro, como fuera de Ecuador”.

Igual resolución logró en una Corte Federal de Nueva York. El 8 de febrero del 2011, una semana antes de que el juez Zambrano diera a conocer su sentencia, el juez Lewis Kaplan estableció que durante las siguientes dos semanas no podría ejecutarse fallo alguno sobre el caso emitido en Ecuador. Luego de conocerse la sentencia del juez Zambrano, Kaplan decidió prolongar esta prohibición hasta el 8 de marzo. Mientras tanto, analizará el proceso para evaluar si convierte esta orden en una sentencia formal definitiva.

Pero Chevron decidió ir más allá. El 1 de febrero entabló un juicio en Nueva York contra los 47 habitantes de la Amazonia que la procesaron. Además, abrió demandas contra el equipo legal de los demandantes, a sus asesores y consultores científicos, a los técnicos y a todos los que hayan colaborado en el juicio, incluyendo organizaciones no gubernamentales ambientalistas, laboratorios, estudios jurídicos, el productor del documental “Crude”, Joe Berlinger, que mostró al mundo el daño producido por Texaco, y hasta la propia Corte Provincial de Sucumbíos.

La petrolera se ampara en la Ley sobre organizaciones influidas por la extorsión y la corrupción (RICO por sus siglas en inglés), con las que acusa a todos los involucrados en el juicio de conspirar para extorsionar y defraudar a Chevron mediante el juicio de Lago Agrio.

La ley RICO se usa en EEUU para procesar a sindicatos criminales, como la mafia. Según Chevron, todos los actores, abogados y organizaciones que han participado en el juicio y la propia Corte de Sucumbíos son parte de una conspiración criminal que busca deliberadamente extorsionar a la empresa para que pague grandes sumas de dinero, mediante abusos del proceso judicial, falsificación de informes científicos y buscando influir en el valor de sus acciones.

Una lucha que aún no termina

Pablo Fajardo, abogado de los demandantes, no teme a la demanda presentada por Chevron en EEUU y considera que es una más de las acciones fallidas de la transnacional para evitar pagar por los daños causados. Ahora su atención está centrada en cómo ejecutar la sentencia del juez Zambrano, contenida en 188 páginas.

“Si bien la cantidad no es significativa frente a los daños causados por Texaco, esta sentencia recoge jurisprudencia de avanzada respecto a los derechos ambientales y a la responsabilidad de las empresas con la naturaleza, y esto es lo que hace de esta sentencia un paso histórico en la defensa de la vida”, afirma Fajardo.

Además de los $9.5 millardos que debe pagar Chevron, el juez de Sucumbíos dictaminó que la empresa debe pedir disculpas públicas a las víctimas por el crimen cometido. Si Chevron se niega a hacerlo, debe pagar adicionalmente el doble del monto establecido, es decir, la cifra puede superar los $19.2 millardos.

Si bien las dos partes han apelado la sentencia de primera instancia, ésta ya se ha convertido en una referencia para nuevos procesos por daños ambientales en todo el mundo.

“En Nigeria se estaba esperando esta sentencia porque tienen una situación similar”, dice Fajardo.

En tanto, Diocles Zambrano, dirigente de la Red de Líderes Comunitarios Ángel Shingre (RLCAS), afirmó que las transnacionales petroleras europeas “Perenco y Repsol ya deben estar preocupadas”.

La RLCAS —que toma el nombre del dirigente ambiental ecuatoriano Ángel Shingre, asesinado en noviembre del 2003— ha monitoreado los daños producidos por estas dos empresas en la provincia amazónica de Orellana y se apresta a seguir el sendero abierto por el Frente de Defensa de la Amazonia.

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Fuente: Noticias Aliadas: http://www.noticiasaliadas.org/articles.asp?art=6316

Tomado de Servindi

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Uruguay: EN MEMORIA DE GERARDO ALTER, LLEGÓ LA JUSTICIA.

26 Febrero 2011 , Escrito por El polvorín Etiquetado en #Politica

Gerardo Alter, argentino e integrante del PRT-­ E.R.P  decidió en julio de 1973 trasladarse hacia Uruguay, para proseguir su militancia  y coordinación en las filas del MLN­-Tupamaros.

El 19 de agosto de 1973, a dos meses de instaurado en Uruguay el golpe de estado, Gerardo Alter fue detenido por efectivos de las Fuerzas Armadas en el cruce de Camino Carrasco y Veracierto,   Junto a los compañeros, Jorge Selves y Walter Arteche. Los tres compañeros fueron salvajemente torturados. Horas más tarde, Gerardo Alter y Walter Arteche mueren a causa de los castigos recibidos. El joven argentino tenía 27 años.

 

Hoy los militares indagados por la muerte del militante argentino Gerardo Alter, admitieron que murió mientras era interrogado en el Batallón Florida. Esa situación los compromete y permite concluir que el caso está prácticamente aclarado  

 

La prueba los condenó definitivamente.

Resulta significativo porque se trata de la primera vez que los militares indagados admiten la muerte de un militante en los casos que se indagan por violaciones a los derechos humanos. Claro que los militares indagados, niegan el haber torturado al joven argentino.Argumentaron según las fuentes noticiosas, “que estaba mal de salud y murió poco después de ser interrogado”.Entre los indagados por este caso también hay un militar en actividad, que aún no ha podido declarar porque reviste el cargo de agregado militar en el exterior.

 

Para recordar:

El Batallón Florida de Infantería Nº 1 se había destacado en el año 1972, por ser el principal cuartel, en la lucha contra la “subversión”. También allí se habían desarrollado las famosas conversaciones de la llamada “Tregua”, donde había participado la cúpula del MLN-T excepto Raúl Sendic que no confiaba del resultado.

Esos mismos capitanes, militares todos, que habían participado en esas conversaciones;  fueron los mismos que durante y posteriormente torturaron salvajemente a los detenidos.Entre ellos estuvo el coronel retirado Luís Maurente, condenado a 20 años de penitenciaría en la causa “Segundo Vuelo” de Automotores Orletti y preso en la cárcel de Domingo Arena.

 

También declararon otros cuatro militares retirados.

El sexto militar de la lista, Antranin Ohanesian, no pudo declarar porque se encuentra preso en Argentina por la megacausa Automotores Orletti. El séptimo falleció Y el octavo es el que se encuentra en actividad y que aún no trascendió a la prensa su nombre.

 

La verdad de los hechos:

El batallón Florida tiene varios asesinatos en su haber. Allí las torturas recibidas fueron de tal magnitud que los propios vecinos sentían los gritos de horror en aquellos tiempos. Gerardo Alter al igual que Walter Arteche fueron asesinados mediante intensas descargas de electricidad, golpes y submarino. Ambos fueron enterrados en una fosa común en los primeros días hasta que sus familias dieron con su paradero  y lograron darle sepultura digna bajo la persecución y amenazas.En octubre de 2009 el Poder Ejecutivo lo excluyó de la ley y se desarchivó el expediente penal. Una pericia médica forense de una junta médica concluyó que Alter “fue golpeado hasta morir”.

 

MARTHA PASSEGGI    reportera-gráfica. Mi blog    http://capturavidas.blogspot.com/           http://laaldeamundial.blogspot.com/

Por detrás de mi voz, escucha, escucha, otra voz canta. Viene de atrás, de lejos, de sepultadas, bocas y canta. Dicen que no están muertos, escúchalos, escucha, mientras se alza la voz, que los recuerda y canta. Escucha, escucha, otra voz canta.
Dicen que ahora viven en tu mirada, sostenlos con tu vida, que no se pierdan, que no se caigan...
Enviado por Marys Yic
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Chile: Mapuches, libres de cargos de terrorismo

26 Febrero 2011 , Escrito por El polvorín Etiquetado en #Politica

Servindi, 25 de febrero, 2011.-

La decisión de la justicia chilena de desestimar la acusación por terrorismo a 17 indígenas mapuche fue considerada de “paso positivo” por la Federación Internacional de Derechos Humanos (FIDH) aunque consideró que debe reformarse la ley antiterrorista.

Según el fallo del tribunal de Cañete, 13 de ellos fueron  absueltos y dejados en libertad, y cuatro condenados como autores de homicidio frustrado y lesiones en contra del fiscal del Ministerio Público Mario Elgueta y su comitiva, tras el ataque sufrido el 16 de octubre del 2008 en la localidad de Tirúa.

La pena privativa podría ser superior a 15 años de prisión para Héctor Llaitul, Ramón Llenaquiléo, José Huenuche y Jonathan Huillical.

Para la FIDH el fallo corrobora “que no existe fundamento alguno que permita calificar los hechos de protesta social mapuche, en un contexto de desconocimiento y violación de derechos políticos y territoriales existente en el país, como delitos terroristas”.

El abogado defensor, Juan Guzmán, precisó que fue un juicio desigual, que vulneró los derechos humanos en un contexto de represión terrible a los detenidos.

El próximo 22 de marzo se sabrá la condena que deberán cumplir los cuatro indígenas.

De haberse aceptado el pedido del fiscal en el marco de la cuestionada Ley Antiterrorista, Héctor Llaitul (líder de la Coordinadora Arauco Malleco) hubiera sido condenado a 103 años de cárcel.

La FIDH expresó su preocupación pues las condenas “se basan en el testimonio de un testigo protegido, y en una confesión de un acusado que fue denunciada como obtenida bajo tortura” hecho que expone lo frágil de un proceso sustentado en la ley antiterrorista.

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Argentina: Firmas contra la tortura aberrante y el hostigamiento del Servicio Penitenciario Bonaerense

26 Febrero 2011 , Escrito por El polvorín Etiquetado en #Politica

Pedido de adhesión. COMUNICADO DE PRENSA: El SPB toma represalias y persigue a víctima de torturas aberrantes
Los organismos de derechos humanos que adhieren al siguiente comunicado solicitan el cese de la persecución contra Fabián Sampietro y reclaman se le brinde asistencia y la protección inmediata que requiere por toda víctima de torturas.
RLC
25|02|2011
Apoyo de los organismos de DDHH a Fabián Sampietro
Diagonales

Fabián Sampietro se encuentra detenido con sistema de monitoreo electrónico desde hace 10 meses. Ha cumplido con todas las condiciones impuestas por el Tribunal Oral Criminal Nº 4 de La Plata que le permitía salidas laborales. Trabajaba frente a la Facultad de Derecho vendiendo libros.

Durante sus años de detención fue víctima de reiterados actos de torturas. Una de esas causas fue elevada a juicio como apremios ilegales y severidades. En noviembre del año pasado la justicia platense, lo recaratuló como torturas. Al día siguiente los penitenciarios encargados del monitoreo comenzaron una persecución sistemática: se presentaban en su casa de madrugada, lo amenazaban, insultaban, esperando una reacción que justificara su regreso a la cárcel. La reacción de Sampietro nunca llegó pero los informes penitenciarios negativos y completamente falsos elevados al Tribunal, motivaron que los jueces -sin escuchar su descargo-, revocaran la medida.

El día miércoles fue abordado por efectivos de la Dirección Departamental de Investigaciones de La Plata en su lugar de trabajo, quienes pretendieron detenerlo sin explicación alguna. En ese momento Fabián Sampietro fue resguardado en la Facultad de Derecho y Ciencias Jurídicas de la UNLP durante más de un día y actualmente sus abogados han apelado la revocatoria de la morigeración, solicitando la suspensión de la orden de detención.

Por otro lado se ha presentado un habeas corpus ante la justicia provincial a fin de poner freno a esta vulneración de derechos de una víctima de torturas aberrantes. La morigeración de Sampietro no puede ser controlada por sus propios torturadores, quienes al enterarse del juzgamiento de torturas de sus compañeros, quieren lograr su regreso a la cárcel.

Lo que acontece con Sampietro es una muestra de la acción del Estado frente a las víctimas de torturas: se las hostiga, persigue y fraguan o “arman” causas judiciales.

Por otra parte, Sampietro ha militado en las cárceles con el Colectivo La Cantora y desde allí denunciado la tortura y violencia institucional.

También es víctima de la mora y desidia judicial: el Tribunal de Casación tiene para resolver su apelación desde hace 2 años. Por el tiempo que lleva detenido, confirme o no la condena, Sampietro esta en condiciones de quedar en libertad.

El Comité de Derechos Humanos de Naciones Unidas en sus recomendaciones al Estado Argentino, le ha reclamado que adopte medidas inmediatas y eficaces contra dichas prácticas y que repare a las víctimas. Lejos de esto, el estado provincial se ensaña con quien logra judicialmente imputar a penitenciarios por torturas.

También la Comisión Interamericana al visitar cárceles y comisarías de la Provincia de Buenos Aires, reclamó al Estado que: “existe en el Derecho Internacional un régimen absoluto de prohibición de la tortura, y que los Estados tienen el deber de proteger a los privados de libertad contra todo tipo de amenazas y actos contra su integridad física o mental.”

Entre tanto, se está tramitando ante la justicia la presentación de un Habeas Corpus, detallando los constantes abusos llevados adelante por parte del SPB contra su persona.

Los organismos firmantes, solicitan que cese la persecución contra Fabián Sampietro y reclaman se le brinde la asistencia y protección que requiere como víctima de torturas. También piden al TOC Nº 4 que se escuche su versión sobre los informes negativos del SPB. Asimismo solicitan a la Sala II del Tribunal de Casación la rápida resolución de su causa judicial. 


Firman:

Dr. Roberto F. CIPRIANO GARCIA y Alejandro MOSQUERA
COMISION PROVINCIAL POR LA MEMORIA
Provincia de Buenos Aires, Argentina

Azucena RACOSTA
Asociación Civil La Cantora

Oscar RODRÍGUEZ y Alicia PERALTA
Asamblea por los Derechos Humanos La Plata

Adhieren:

Asamblea Permanente por los Derechos de la Niñez.

Hilda PRESMAN.
Red de Derechos Humanos de Corrientes

Centro de Estudios en Política Criminal y Derechos Humanos (CEPOC)

Zainuco

Juan Carlos WLASIC.
Presidente
APDH-Mar del Plata

Oscar CASTELNOVO
Agencia de comunicación Rodolfo Walsh

VACAP (Vecinos Autoconvocados Contra los Abusos Policiales)

Corriente Anticarcelaria

ADDH (Asociación de Defensores de Derechos Humanos de Provincia de Buenos Aires)

Colectivo Interpelación Popular

Grupo de mujeres argentinas

Hugo CORRAL
Dra Patricia COZZO VILLAFAÑE
Observatorio de encierro

Juan Pablo PARCHUC
Liga Argentina por los Derechos del Hombre

Para adherir escribir a: radio.lacantora@gmail.com

 

Radio La Cantora

Separador

Caso Fabián Sampietro


Sábado, 26 de Febrero de 2011 17:57

Firmas contra la tortura aberrante y el hostigamiento del SPB

"El Servicio Penitenciario Bonaerense toma represalias y persigue a víctima de torturas aberrantes". Así lo denunció el Comité contra la Tortura entre decenas de organizaciones gravemente preocupadas por la vida y seguridad de Sampietro perseguido por agentes del Estado y "olvidado" por los jueces cómplices. Toda nuestra solidaridad con el compañero: enviar adhesiones a lacantora@gmail.com Esta dirección electrónica esta protegida contra spam bots. Necesita activar JavaScript para visualizarla o a Roberto Cipriano rofeciga@yahoo.com.ar Esta dirección electrónica esta protegida contra spam bots. Necesita activar JavaScript para visualizarla .

 

Fabián Sampietro se encuentra detenido con sistema de monitoreo electrónico desde hace 10 meses. Ha cumplido con todas las condiciones impuestas por el Tribunal Oral Criminal Nº 4 de La Plata que le permitía salidas laborales. Trabajaba frente a la Facultad de Derecho vendiendo libros.
Durante sus años de detención fue víctima de reiterados actos de torturas. Una de esas causas fue elevada a juicio como apremios ilegales y severidades. En noviembre del año pasado la justicia platense, lo recaratuló como torturas. Al día siguiente los penitenciarios encargados del monitoreo comenzaron una persecución sistemática: se presentaban en su casa de madrugada, lo amenazaban, insultaban, esperando una reacción que justificara su regreso a la cárcel. La reacción de Sampietro nunca llegó pero los informes penitenciarios negativos y completamente falsos elevados al Tribunal, motivaron que los jueces -sin escuchar su descargo-, revocaran la medida.
El día miércoles fue abordado por efectivos de la Dirección Departamental de Investigaciones de La Plata en su lugar de trabajo, quienes pretendieron detenerlo sin explicación alguna.
En ese momento Fabián Sampietro fue resguardado en la Facultad de Derecho y Ciencias Jurídicas de la UNLP durante más de un día y actualmente sus abogados han apelado la revocatoria de la morigeración, solicitando la suspensión de la orden de detención. Por otro lado se ha presentado un habeas corpus ante la justicia provincial a fin de poner freno a esta vulneración de derechos de una víctima de torturas aberrantes.
La morigeración de Sampietro no puede ser controlada por sus propios torturadores, quienes al enterarse del juzgamiento de torturas de sus compañeros, quieren lograr su regreso a la cárcel.
Lo que acontece con Sampietro es una muestra de la acción del Estado frente a las víctimas de torturas: se las hostiga, persigue y fraguan o "arman" causas judiciales.
Por otro lado Sampietro ha militado en las cárceles con el Colectivo La Cantora y desde allí denunciado la tortura y violencia institucional.
También es víctima de la mora y desidia judicial: el Tribunal de Casación tiene para resolver su apelación desde hace 2 años. Por el tiempo que lleva detenido, confirme o no la condena, Sampietro esta en condiciones de quedar en libertad.
El Comité de Derechos Humanos de Naciones Unidas en sus recomendaciones al Estado Argentino, le ha reclamado que adopte medidas inmediatas y eficaces contra dichas prácticas y que repare a las víctimas. Lejos de esto, el estado provincial se ensaña con quien logra judicialmente imputar a penitenciarios por torturas.
También la Comisión Interamericana al visitar cárceles y comisarías de la Provincia de Buenos Aires, reclamó al Estado que: "existe en el Derecho Internacional un régimen absoluto de prohibición de la tortura, y que los Estados tienen el deber de proteger a los privados de libertad contra todo tipo de amenazas y actos contra su integridad física o mental."
Entre tanto, se está tramitando ante la justicia la presentación de un Habeas Corpus, detallando los constantes abusos llevados adelante por parte del SPB contra su persona.
Los organismos firmantes, solicitan que cese la persecución contra Fabián Sampietro y reclaman se le brinde la asistencia y protección que requiere como víctima de torturas. También piden al TOC Nº 4 que se escuche su versión sobre los informes negativos del SPB. Asimismo solicitan a la Sala II del Tribunal de Casación la rápida resolución de su causa judicial.
Dr. Roberto F. CIPRIANO GARCIA, Director
COMITE CONTRA LA TORTURA. COMISION PROVINCIAL POR LA MEMORIA, Provincia de Buenos Aires/ Argentina/Azucena Racosta Asociación Civil La Cantora/Asamblea por los Derechos Humanos./Asamblea Permanente por los Derechos de la Niñez.
Primeras firmas:
Agencia de Comunicación Rodolfo Walsh

 

AGENCIA DE COMUNICACION RODOLFO WALSH

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INFORMACIONES HONDURAS (nr. 686)

26 Febrero 2011 , Escrito por El polvorín Etiquetado en #Politica

RED SOLIDARIA CON LA RESISTENCIA EN HONDURAS

 
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Sitio actualizado diariamente con un resumen de últimas noticias alternativas de la resistencia en Honduras rompiendo con el cerco desinformativo. para acceder al sitio :  http://redsolhonduras.blogspot.com/_
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25 de Febrero 2011

El Frente Nacional de Resistencia Popular a asamblea para elegir su coordinación nacional

voselsoberano.com | Jueves 24 de Febrero de 2011 21:14

Este sábado 26 de Febrero del 2011 el pueblo hondureño en resistencia elegirá la coordinación nacional del Frente de Resistencia popular ,son al menos  1,500 delegados y delegadas propietarios e igual cantidad de suplentes  de todos los 18 departamentos del país que participaran en este evento ,  4 delegados propietarios y 4 suplentes por organización o movimiento social nacioanalque conforman el frente de resistencia Nacional.


Este evento del 26 de Febrero , es considerado el más grande e importante hasta ahora del Frente Nacional de Resistencia Popular la jornada dará inicio a las 8:00 de la mañana  en Tegucigalpa y será en las instalaciones de uno  de los institutos  públicos mas grandes del país .
Los delegados y delegadas a la asamblea nacional del frente  tienen por delante la tarea más delicada de todas refundar la patria; además es una gran responsabilidad con la sociedad y con las futuras generaciones para con sus propios hermanos y hermanas, que han resistido con firmeza la humillante arrogancia de la bota militar y el trato cruel y humillante de oligarquía nacional y extranjera.
Las y los delegados tienen también  la misión de recobrar la confianza del pueblo resistente en el FNRP; compromiso y tarea difíciles de cumplir si se dejan de lado las ideas y se imponen las consignas que ocultan las verdades, pero que nos mantienen vivas las esperanzas de refundar nuestro país.
Desde ya el ambiente que se percibe  previo a esta magna asamblea del frente es la ratificación en el cargo de coordinador general el ex presidente  Manuel Zelaya y el sub coordinador Juan Barahona, el consenso es casi unánime de las y los delegados y de la mayoría de  miembros  del frente.
Un asunto de importancia es el mandato de más de un millón trescientas mil personas que exigieron en 2010 la convocatoria a una Asamblea Nacional Constituyente, y el retorno seguro, inmediato e incondicional de José Manuel Zelaya a la patria; los delegados a esta Asamblea Nacional, deberán decidir cómo se cumple con esta voluntad popular, expresada por mas hondureños y hondureñas.
La lucha por una nueva hondura es un mandato del pueblo, los delegados y delegadas deben afrontar esto sin vacilación y sobre todo con mucha conciencia, sin más interés que dar todo por la libertad de nuestra querida patria.
EN LA DIVERSIDAD FORTALEZCAMOS, LA UNIDAD

Las mujeres de la Tierra y del Mar toman la palabra

voselsoberano.com | Miércoles 23 de Febrero de 2011 22:01

indigenas

Pese al cansancio tras una larga jornada de trabajo, las mujeres de los diferentes pueblos indígenas y negros de Honduras quisieron encontrarse al finalizar el día en un espacio para ellas, un espacio propio donde generar propuestas rumbo a ese nuevo camino que necesita de la participación e inclusión de todas y todos.Después de la cena, y tras tomar aliento después de todo un día de trabajo en grupo y en plenaria, las compañeras tomaron asiento en el Salón Comunal de San Juan, dispuestas a seguir construyendo juntas el proyecto hacia una la Asamblea Nacional Constituyente. El objetivo era sacar propuestas desde las mujeres negras e indígenas que, a veces por pena o dificultad de hablar de ciertos aspectos que tienen que ver con la opresión que vivimos las mujeres, no se habían tocado en la Asamblea general.

Aunque costó un poco al principio que los últimos compañeros "mirones" abandonaran el salón, la Asamblea de Mujeres inició con mucho ánimo por encontrarse en un espacio propio. "Hay realidades que nosotras las mujeres vivimos que a veces sólo estando entre mujeres salen", comentó al inicio la compañera que apoyó en la facilitación de la reunión. "¡Tenemos derecho a ser escuchadas!" "¡Algunos hombres nos cortan el espacio!", continuaron las mujeres lencas, chortís, garífunas, créoles, tolupanes y miskitas presentes.

La propuesta de las mujeres lencas de establecer una Corte de las Mujeres para cada uno de los pueblos indígenas y negros fue secundada por todas las presentes, como un mecanismo por denunciar y visibilizar las realidades opresivas que vivimos como mujeres.

Son muchas las inquietudes y propuestas que manifestaron las compañeras esta noche, por lo que se platicó acerca de la necesidad de buscar un espacio más amplio para encontrarse: una Asamblea Constituyente de Mujeres Indígenas y Negras. Otro momento histórico en el que se encuentren y decidan sobre su vida, como hoy, las mujeres de todos los colores que pueblan de costa a costa este país.

Por primera vez:

Comunidades indígenas se unen para hacer prevalecer sus derechos y refundar Honduras

German Reyes / Revistazo.com
Representantes de diversos pueblos originarios del país realizan por primera vez un encuentro  para consensuar propuestas relativas a la refundación de Honduras. El evento  denominado “Asamblea Nacional Constituyente Originaria”  reúne a 1500 representantes de las tribus Pech, Lenca, Chorti, Tolupan, Tawaka, Garífuna, Misquito y negros de habla inglesa, que buscan mejores condiciones de vida.

Encuentro de Indígenas y Negros de Honduras

La Asamblea Nacional Constituyente Originaria, tiene como sede la comunidad garífuna de San Juan, municipio de Tela Atlántida. Inició el pasado lunes veintiuno de febrero y tendrá una duración de tres días.

Separados históricamente por un colonialismo interno del Estado, los pueblos indígenas y negros, fueron condenados a un desplazamiento discriminatorio que los llevó a convertirse en víctimas de un sistema explotador y al despojo de sus tierras, situación que lleva a juntarse en busca de mejores alternativas de vida.

El encuentro por la refundación de Honduras inició con  una experiencia espiritual intercultural y utilizando diversos  lenguajes pidieron permiso a la madre tierra y al mar para discutir sus problemas, conocer sus experiencias y elaborar propuestas congruentes con el desarrollo integral de los pueblos.

Refundación de Honduras

Miriam Miranda, Coordinadora de la Organización Fraterna Negra Hondureña (OFRANEH), mantiene como expectativa la  generación de un proceso político que permita  proponer el tipo de país  que necesitan los hondureños. “Desde ayer que instalamos la Asamblea Nacional Constituyente de Pueblos Indígenas,  hemos visto la necesidad de cambiar las estructuras de poder de este país, no podemos seguir en estas condiciones donde se toman decisiones sin consultar con nuestro pueblo”, expresó.

Afirmó que la comunidad indígena y negra pasa por momentos difíciles debido a las amenazas constantes para despojarlos de las tierras. No obstante, la lucha por un país más justo debe continuar, sobre todo por la obligación sentida por generar condiciones adecuadas para futuras generaciones.

En el evento se  redactará el planteamiento  de posición política  que  será presentado en la próxima asamblea del Frente Nacional de Resistencia Popular a desarrollarse en la capital, el próximo 26 de febrero.

La refundación de Honduras para por una nueva Constitución

La dirigente de OFRANEH, dijo que con el golpe de Estado perpetrado el 28 de junio de 2009, se rompió el orden constitucional, situación que hace necesaria la instalación de una Asamblea Nacional que Constituyente que redacte la nueva Constitución Política, documento que debe contener el reconocimiento de que Honduras es un país multicultural.

“La constitución actual dice que todos somos iguales pero no reconoce que el país es multilingüe y pluricultural y ese es uno de los primeros puntos que debe contener la nueva constitución, además dice que el idioma oficial es el castellano, pero este es un país que antes de ser republica ya existían los pueblos indígenas,  la carta magna debe establecer que este es un país de diversas culturas y diversos idiomas,  reconociendo  y visibilizando  a nuestros pueblos”, dijo Miranda.

Aseguró que tal como está concebida, la actual Constitución de la Republica  no les sirve a los pueblos indígenas, que ésta fue elaborada por el poder fáctico  y los oligarcas que en su momento buscaron asegurar sus intereses. Los grupos ancestrales  también exigen  que la Declaración de las Naciones Unidas sobre los Derechos de los Pueblos  Indígenas  se convierta en  ley nacional.

De acuerdo a la dirigente de  OFRANEH, “no podemos seguir con un Congreso Nacional donde hay personas que ni tan siquiera saben cuántos pueblos indígenas hay aquí,  y,  todavía más grave,  que toman decisiones desde allá sin saber que afectan a las poblaciones”.

Refirió como ejemplo,  que las concesiones de los ríos  que milenariamente han sido cuidados por la población, afectan a muchas comunidades, “el pueblo  misquito está aquí y hay un rotundo rechazo a los Patucas 1,2 y 3. Nosotros estamos con ellos para evitar que se hagan todas esas barbaridades en contra de los recursos naturales, esa es una destrucción a  la biosfera del Río Plátano  que va  contra Honduras,  ese es un patrimonio mundial de la humanidad, es el pulmón de Centroamérica y quieren anegarlo y destruirlo. Nosotros estamos en contra porque tiene que reconocerse los derechos territoriales” expresó la  coordinadora del movimiento garífuna. 

Reformas Constitucionales un dulce para el pueblo

Las reformas constitucionales impulsadas desde el ejecutivo y aprobadas en el Congreso Nacional, son consideradas como un dulce que los diputados tratan de darle a la ciudadanía.   “Las reformas son peligrosas y ellos están utilizando lo que la gente venía planteando  antes del golpe y ahora lo van a utilizar para hacer reformas a favor de la oligarquía – ojo con eso-, porque en este momento CONATEL impulsó una consulta para definir ampliar, reducir o quitar  el espectro de las radios comunitarias por internet, cuantos pueblos tienen acceso, pero es una forma de justificar la consulta”, aseguró Miranda.

 

Posición de Copán sobre la Asamblea del FNRP

El domingo 20 de Febrero los Delegados del Departamento de Copán que participarán en la Asamblea del FNRP coincidieron en lo siguiente:

  1. Retorno incondicional y segura de Manuel Zelaya y demás exiliados
  2. Ampliar  la estructura orgánica del FNRP,  manteniendo como coordinador general a Manuel Zelaya,  incluyendo en el comité ejecutivo y comité político actual, representaciones departamentales, regionales, nacionales y organizaciones de fuerza social.
  3. No convertir el FNRP en un Partido Político.
  4. Elaborar un Plan Estratégico tomando en cuenta todos los sectores.
  5. Velar por mantener la naturaleza del FNRP.
  6. Que el FNRP se convierta en la principal fuerza permanente de oposición y propuesta frente  a las acciones del régimen de facto  en contra de los intereses del pueblo hondureño.
  7. Apoyar a las organizaciones gremiales y sociales en su lucha por el respeto a sus conquistas.
  8. Proceso electoral  como última instancia y bajo el lineamiento del FNRP después de la convocatoria a una ANC participativa, popular, originaria, refundacional.

Estamos bajo una política represiva de Estado y de desmantelamiento del movimiento social

Dina Meza / Defensores en línea.com

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El FNRP de Sonaguera sostiene que desde esa fecha se han incrementando las violaciones a los derechos humanos en nuestro país

“Estamos bajo una política de Estado  de represión selectiva y desmantelamiento del movimiento social lo que demuestra una recia avanzada de la para consolidar un nuevo enclave económico o legalizar la colonización de las corporaciones financieras e industrias transnacionales al servicio del imperio”, expresó en un comunicado el Frente Municipal de Resistencia Popular de Sonaguera, Colón.

Esta organización hizo un análisis de la situación de los derechos humanos desde el golpe de Estado militar el 28 de junio de 2009, que se encuentran en una profunda precariedad y considera que irse a elecciones en tales condiciones significaría caer en el juego de la oligarquía de este país, seguir el plan de los golpistas y EEUU de apropiarse de los recursos estratégicos como el agua, bosque y petróleo, así como una legitimación y reconocimiento al actual gobierno continuador del golpe de Estado.

Este es el texto completo del comunicado:

POSICIONAMIENTO DEL FRENTE MUNICIPAL DE RESISTENCIA POPULAR DE SONAGUERA

El Frente de Resistencia Popular del Municipio de Sonaguera en Asamblea popular realizada el día 15 de Enero del 2011, con la presencia de aproximadamente 150 líderes de todas las comunidades, barrios, colonias  y organizaciones de municipio, consensuó el siguiente posicionamiento político.

Dado,

  • que el orden constitucional fue roto con el violento Golpe de Estado el pasado 28 de Junio, el cual se intentó blanquear con las pasadas elecciones que se dieron bajo un gobierno ilegítimo y dictatorial, sin garantías civiles y sin observación internacional;
  • que desde esa fecha se han incrementando las violaciones a los derechos humanos en nuestro país;  
  • que estamos bajo una disfrazada política de Estado  de represión selectiva y desmantelamiento del movimiento social;
  • que hay una recia avanzada de la oligarquía aprobando decretos, reformando leyes, a la vez que derogando otras como la de participación ciudadana, el estatuto del docente entre otros, todas en la línea de consolidar de una vez por todas un nuevo enclave económico, o legalizar de una buena vez la colonización de las corporaciones financieras e industrias transnacionales al servicio del imperio;

Acuerda:

  1. Que en tales condiciones, irse a elecciones significaría caer en el juego de la oligarquía de este país, seguir el plan de los golpistas y EEUU de apropiarse de nuestros recursos estratégicos (el agua, bosque y petróleo) y una legitimación y reconocimiento al actual gobierno continuador del golpe de Estado, electo dentro de un gobierno de facto y sin observación de internacional. Por tanto nuestra posición es un NO a las elecciones del 2013.
  2. Eso no significa que desechemos un proceso electoral, al contrario, proponemos que nos empeñemos fuertemente en el trabajo de organización comunitaria, de manera que vayamos fortaleciendo ese camino hacia la autoconvocatoria de una ANC, la cual nos pondría en una nueva dinámica de participación ciudadana y nos daría nuevos instrumentos electorales; proponeos además que iniciemos un acercamiento con las organizaciones de aldeas y barrios ya existentes para articular una lucha común, para buscar alternativas locales de un nuevo modo de ejercer el poder popular y defender nuestros derechos civiles y nuestros recursos estratégicos.

Cuatro golpistas venezolanos visitan Honduras

voselsoberano.com | Miércoles 23 de Febrero de 2011 21:37

La orgía del odio golpista en la campaña internacional de nuevos golpes de estado en América Latina
 
Estuvimos en la conferencia de la Campaña Internacional Antisocialista de Siglo XXI en Tegucigalpa; “Un antídoto para el Socialismo de Siglo XXI”. Cuatro golpistas venezolanos y cuatro hondureños, encabezados por Roberto Micheletti
POR DICK Y MIRIAN EMANUELSSON
VIDEO (12 min. de 3,5 horas): http://vimeo.com/20291395
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TEGUCIGALPA / 2011-02-22 /
¡“Adelante, Adelante, por encima, hasta por encima de las tumbas”!
Fueron las últimas palabras de la intervención de Carmen Cecilia Pérez, una ex integrante de uno de los gobiernos más corruptos de Venezuela, el de Carlos Andrés Pérez, (CAP).

Carmen Cecilia Pérez
Fueron palabras que bien resumen que los golpistas venezolanos en el exterior no vacilan por pasar hasta por encima de cadáveres para derrocar la institucionalidad y la democracia venezolana. Carlos Andrés Pérez falleció hace unos meses en Estados Unidos. Fue destituido en la presidencia 1993 y juzgado y sentenciado como ladrón. Robó del pueblo, como tantos otros mandatarios y empresarios latinoamericanos corruptos, millones de dólares para sus propios bolsillos.

La intervención de doña Pérez se hizo el 15 de febrero en el seño del Foro Internacional autollamado “El Antídoto para el Socialismo del Siglo XXI, Derrocar es Constitucional”. Resume en forma ilustre el ansia y las ganas de los sectores más retrógrados de revertir el rumbo de la historia y repetir el Golpe de Estado de Honduras en los países del ALBA.
No era tampoco casual que tanto el estreno de esta campaña internacional era Honduras como que el hombre visible del régimen de facto estaba presente. La entrada de Roberto Micheletti causó euforia entre las 200 personas presentes esa tarde.

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Roberto Micheletti

LAS OCHO INTERVENCIONES
(¡sic!) de los ponentes esa tarde, cuatro venezolanos y cuatro hondureños, pueden resumirse en una orgía de odio y desesperación ante el avance electoral de la lucha popular del continente latinoamericano. Pero el acto y cada una de esas ponencias son piezas políticas en un croquis internacional más grande.

Tienen un lenguaje anticomunista al mejor estilo del entonces senador Joseph McCarty en Estados Unidos a principio de la década –50, la peor y la más oscura época de la guerra fría donde la razón y la inteligencia eran consideradas como “apología al comunismo”. El disco rayado hace nuevamente sus vueltas en el tocadiscos.

Así es la guerra psicológica de los medios como El Heraldo

HONDURAS FUE EL LUGAR
por el estreno de la campaña internacional antisocialista y no cabe la más mínima duda contra quienes esta dirigida la campaña. Las ocho intervenciones, a parte que eran terriblemente aburridos que hasta Micheletti y el presidente de ANDI, Fito Facussé, se durmieron, tenían su punto contra Chávez. Pero el enemigo político-ideológico principal es lo que llaman “la invasión del Castro-comunismo” que invade a los países latinoamericanos.

La punta de esta campaña internacional coincide con la creciente campaña anticubana-venezolana en Europa y en Latinoamérica, estimulada por el golpe de estado en Honduras y los avances electorales de la oposición en Venezuela en las elecciones legislativas el 26 de septiembre de 2010.

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Ana Mercedes Días

El homenaje unitario de los cuatro venezolanos hacia sus anfitriones y el ejército hondureño era otro hilo común. Todas las intervenciones, incluida la de Ana Mercedes Días, una ex integrante de la oposición golpista en el Consejo Nacional Electoral (CNE) de Venezuela durante 25 años, no se distinguió con las otras ponencias; Si los gobernantes en países como Bolivia, Nicaragua, Ecuador o Venezuela no quieren jugar a la buena bajo nuestras condiciones del juego, pues nos toca jugar a la mala, es decir, a “la Hondureña”, era el mensaje de la señora Diaz que el 5 de julio de 2010 en un articulo sostenía que en Venezuela nos servian las elecciones y que terminó su intervención en Tegucigalpa concluyendo con las palabras; “Derrocar es  constitucional”.Palabras que no confunden a nadie.
JIMMY DACARETT es un empresario y presidente de la UCD, Unión Cívica Democrática. La UCD se puede caracterizar como una Logia Supraestatal, organismo que esta por encima el estado y sus instituciones. Toma decisiones para el futuro del país, como por ejemplo en la campaña para derrocar al presidente Zelaya, exigiendo a las FF.AA. públicamente o discretamente de “bajar” al presidente.

Aunque maneja, como elite de la sociedad, mucha plata, la UCD en su portal de web en internet no tiene ni teléfono ni dirección postal. Actúa más en la sombra que en público, modalidad típica de una logia. Por eso, cuando iba a denunciar en un acto público el 2 de febrero en Tegucigalpa, los 12 años de presidencia de Hugo Chávez, pues solo llegaron 13 personas.

090810+Farc+financian+marchas+a+favor+de

El Heraldo y los Fantasmas

Pero sí, en UCD hay algunas personas con caras visibles como Dacarett. La UCD tiene un gran poder por que aglutina la verdadera elite de la sociedad hondureña. Dice David Romero de Radio Globo que UCD tiene un influencia decisiva sobre la fiscalía, la corte suprema de justicia, la cúpula de los generales, los jefes de los dos partidos políticos y, no olvidar, el grupúsculo de personas que son los dueños de los medios de comunicación masivos en Honduras, indispensables para promover y preparar el terreno de un golpe de estado. Por eso no fue ninguna sorpresa que un colega de Radio América era el presentador esa tarde en el foro antisocialista. Es el mismo medio que junto con el la emisora HRN, los diarios El Heraldo y La tribuna han llevado a cabo una sistemática campaña contra este reportero, presionando al general de la Migración y al ministro del interior para que sea deportado del país.

COMO MUCHOS DE LOS EMPRESARIOS
hondureños Dacarett es acusado por evadir partes de sus obligaciones como empresario.
Según DEI (Dirección Ejecutiva de Ingresos) cuatro mil millones de lempiras (220 millones de dólares) asciende el monto que por exoneraciones de impuestos habría dejado de percibir el Estado de Honduras durante el año 2010 [1].
El presidente de la UCD y anfitrión de la campaña antisocialista internacional de Siglo XXI, Jimmy Dacarett, es dueño de la Panificadora, Repostería y Galletas Bambino, una de las empresas que durante el 2010 gozó de exoneración del 12 por ciento de impuestos sobre venta.
Dacarett “ahorró” en total 11 millones 120 mil lempiras, o en billetes verdes; aproximadamente 600.000 dólares, una suma descomunal en el segundo país más pobre del continente americano. También es acusado Dacarett por diferentes sectores sindicales por no pagar ni siquiera el salario mínimo (270 dólares) a sus trabajadores, lo que exige la ley.

Adolfo Fito Facussé

EN LA PRIMERA FILA
de la sala del Foro se encontraba el Sr. Adolfo Fito Facussé, presidente de los empresarios industriales, ANDI. Tuvo graves problemas para mantenerse despierto, y no lo juzgo por que ocho ponentes con el mismo contenido rayado es demasiado.
Facussé esta en el tercer lugar de la liga de empresarios “lacras”, nombre que tildó el ministro de economía, Chon Wong, a los empresarios que evade el impuesto. La empresa de Facussé, Textiles Río Lindo S.A.DE C.V., cobró el seguro social de sus obreros pero no pagó al estado la cuota completa, debiendo al Instituto Hondureño de Seguro Social 3,278,583.43 lempiras, equivalente casi 200.000 dólares o en cifras concretas; 900 salarios mínimos.

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La empresa del señor Facussé Textiles Río Lindo se inundó 1998 durante el huracán Mitch y tuvo pérdidas como todo el pueblo hondureño. Pero Facussé tenia la empresa asegurada y cobró el seguro. La declaró en quiebra, despidió a los empleados pero no pagó ni a los obreros sus prestaciones ni al estado el seguro social que había deducido de sus trabajadores.

Y PARA CORONAR LA OBRA “LACRA”,
los empresarios hondureños proponen que el Seguro Social debería ser privatizado. ¿Y quien se encargará de asegurar a los obreros de Facussé en el futuro? ¿El mismo?

Los “empresarios lacras” deben al Seguro Social millones de dólares y es impresionante ver las “sábanas” de data que publica el DEI de las empresas morosas. Pero también el mismo estado&gobierno de turno deben sumas gigantescas al mismo tiempo que pacientes mueren en los hospitales públicos o del seguro social por que no hay medicinas.

“Pero así es el modelo del régimen derechista”, dicen los sindicalistas.

EL PERIODISTA LUIS GALDAMEZ,
estando en la Casa Presidencial, le preguntó a Facussé que estaba por salir de una reunión con el señor Porfirio Lobo, por que no había sido responsable hacia sus obreros en el cierre de una de sus empresas. La pregunta le cayó bien mal y el gordito Facussé agarró el micrófono y quería pegar con los puños al viejo boxeador de Radio Globo, director del programa “Tras la Verdad”. Un reportero de Radio América le escuchamos y vimos en vivo proponiendo en la oreja de Facussé porqué no “le manda a matar” a Galdamez [2].

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El señor Facussé ha hecho campaña para que la educación pública sea entregada a las escuelas y colegios privados y así derrotar al Magisterio en un solo golpe. Los 60.000 maestros han sido y es la columna vertebral de la Resistencia Popular. Ha resistido el golpe de estado y por eso el estado que dirige la Logia Hondureña quiere desmontar los derechos conquistados del magisterio, frutos de la lucha del último siglo en Honduras.

El gran peligro, sostenía Jimmy Dacarett en su intervención, no son empresarios “lacras” que no pagan impuesto o el seguro social, sino “el cáncer que sí se pudo parar en Honduras”, aunque, agregó, la amenaza sigue latente de países y organismos afiliados del Foro de Sao Paulo.

EN LA DÉCADA
de –80 existía la organización APROH, Asociación para el Progreso de Honduras. Es increíble pero gran parte de los rostros de esa época los vemos hoy en la UCD, año 2011. Es constituida por las mismas clases y sectores sociales como hace 30 años.
APROH elaboraba, como ahora, propuestas de nuevas leyes al servicio de la elite de la sociedad hondureña. Ante los avances de los revolucionarios centroamericanos en Nicaragua, El Salvador y Guatemala, APROH propuso 1983 en un encuentro en Miami con el enviado de Henry Kissinger, mano derecha de la  Casa Blanca en la política exterior, de intervenir militarmente a Nicaragua para aplastar a la Revolución Sandinista que había derrocado la dictadura proyankie de Somoza el 19 de julio de 1979. APROH, ante la “amenaza comunista”, llegó a proponer a la administración estadounidense la disolución de Honduras como republica y entrar como Estado Asociado al modelo de Puerto Rico a Estados Unidos. Es decir, preferían ver Honduras disuelta ante que el pueblo, como “El Soberano”, eligiera el camino que le pareciera el correcto, le guste a quien le guste.

EN EL EXCELENTE LIBRO
Honduras-Estados Unidos, subordinación y crisis”, publicado por Víctor Mesa, Medea Benjamín y Philip Shepherd, este último economista estadounidense escribe ya en el 1988 lo que ha sido prácticamente política de estado en Honduras; “La chupadera de la teta del Estado de los empresarios privados”:

´Algunas de las más ruidosas críticas al sector privado de Honduras proceden del vicepresidente Rosenthal, él mismo un banquero y destacado negociante. Rosenthal, quien hace poco hizo notar que los negociantes hondureños piensan que el gobierno es una “piñata”, dijo lo siguiente acerca del sector privado:

“En Honduras no existe la empresa privada; todas las empresas son públicas, pues dependen de toda clase de subsidios, tratamientos especiales
y excenciones de impuestos... En Honduras hemos llegado al punto que todo el mundo quiere que el gobierno le subsidie y el gobierno simplemente no puede hacerlo”,´ decía Rosenthal que fue publicado en el diario El Tiempo 4 de noviembre de 1986.

Y AHORA ESCRIBIMOS 23 DE FEBRERO DE 2011
y TODO sigue igual. Los empresarios privados, como Dacarett y Facussé, ponen sus mejores disfraces y máscaras con la cara de ¡“Yo no fui”!, respiran profundamente y agarran la teta del estado y siguen chupando el colapsado estado de los hondureños.

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En Venezuela era lo mismo antes de que llegara al poder Chávez. Una casta corrupta que vivía, como la oligarquía hondureña, más en Miami que en Caracas, chupaba la teta del estado corrupto, hacían sus cócteles con distinguidos representantes de Estados Unidos y las diferentes empresas petroleras que solo pagaba un (1) por ciento en regalía de la explotación del petróleo, sacando “la nata” más rentable y dejando miles de posos y regiones abandonadas. Con Chávez esto se acabó, no la inversión extranjera, sino el saqueo de los recursos naturales.

Es esa política que los golpistas en Venezuela y en diferentes países de Latinoamérica quieren revertir, sueñan de los viejos tiempos que nunca regresarán. Pero son peligrosos y el rumbo de la historia nunca es cierta si los pueblos no luchan para asegurar que otra vez ¡“NO PASARÁN”! O como dice el hondureño; “Un pueblo que no aprende de la historia esta condenado a repetirla”.

LAS 3,5 HORAS DE CUBRIMIENTO
del acto de la Campaña Internacional Antisocialista del Siglo XXI se resumen en un solo propósito y es volver a la historia. No todo era mal antes que Chávez, decía la integrante del gobierno más corrupto de la 4ª Republica, el régimen que mandó la policía y el ejército de disparar y matar cuatro mil caraceños en los días oscuros de febrero de 1989 en el “Caracazo”. Presentaron ante un público ignorante, que esa tarde llegó a unos 200 hondureños, cifras y datos totalmente fantasiosos, tan fantasiosos como presentó un “analista político” hondureño en un programa de Televicentro en donde decía que la inflación en Venezuela en el 2010 hasta un 3000 por ciento.

Esa cifra ilustra que esos señores y señoras no les importan mentir. Pero peor aún es que la mayoría de los periodistas hondureños no apela a su conciencia y su capacidad de desenmascarar tales inventos. Siguen fielmente el manual político que le ha entregado sus dueños que resulta ser los que la Resistencia acusan de ser los autores intelectuales del golpe de estado.

No vamos a presentar en detalle lo que cada uno del “Grupo de Los Ocho” declaraba esa tarde en Tegucigalpa, sencillamente por que el discurso era, como decíamos, un discurso único y trasnochado. Pero queremos  mostrar de donde tienen su origen y quienes son los “amigos” de la Campaña Antisocialista Internacional.

LEONARDO VILLEDA MORALES BERMÚDEZ
es hijo del ex presidente de Honduras, Ramón Villeda Morales (presidente 21 de diciembre de 1957 hasta el 3 de octubre de 1963), conocido por su autogolpe de estado en Honduras, dijo, que “he observado rostros esta tarde y quiero decir que he visto rostros que no han demostrado ninguna emoción de alegría. Sin embargo, a esas dos personas decirles ¡que felicidad que pueden vivir en democracia!”

Como cualquier ser humano puede entender que nuestra presencia esa tarde no causó ninguna alegría. Pero no sabíamos que el hijo de un ex presidente nos tomó tan en serio que no pudo ocultar su antipatía ante el público, colocándonos ante una situación peligrosa.
Un fotógrafo de un diario local indicaba además a uno de los guardaespaldas de Micheletti la existencia de nuestras personas, indicándonos con la mano. El guardespalda se volteo hacia la pared donde estaba ubicado y hizo una llamada. ¿A quien? Pues no sabemos. Pero en Honduras operan escuadrones de la muerte, igual como en la década –80.

El señor Villeda fue presentado esa tarde por el periodista de Radio América como “el promotor en el Congreso Nacional de la descentralización de la educación en el país”, es decir, la fragmentación y el primer paso hacia la privatización de la educación pública.

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Condecorado por el regimen de facto
En su intervención Leonardo Villeda Morales elogia al terrorista Alejandro Peña Esclusa, y propuso al público “Un minuto de aplausos para Alejandro Peña Esclusa”.

El grupo de Esclusa intentó matar al Papa
Para la UCD, Peña Esclusa es declarado héroe internacional por sus maniobras e intentos de golpes de estado en Honduras, Venezuela, Bolivia y en el Ecuador a través de su organización fascista UnoAmerica que en Venezuela se llama Fuerza Solidaria. Micheletti lo condecoró con la Orden “José Cecilio del Valle”, un prócer que de seguro esta revolcando en su tumba por ese hecho.

Peña Esclusa esta detenido en Venezuela por que poseía en su casa material explosivo. Es miembro de la misma red internacional que dirige el estadounidense Lyndón Roche, ex agente de la CIA pero que se pasó la raya en Estados Unidos y por eso fue encarcelado durante seis años.

Varios de los integrantes de la dirección de UnoAmerica son antiguos oficiales argentinos, bolivianos y paraguayos. Tienen las manos manchadas de sangre de sus pueblos en los golpes militares en Cono Sur en la década 1970-80 o en “Operación Cóndor”.

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ERNESTO YAMHURE FUE
asesor político del jefe de los paramilitares colombianos, Carlos Castaño, responsable por más de 100.000 asesinatos de la población civil. Casi lloraba de rabia comentando en una crónica del diario El Espectador la detención del terrorista venezolano Alejandro Peña Esclusa.

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Chávez Abarca era un alumno de un otro terrorista internacional de la CIA, Luis Posada Carriles, responsable por el atentado de un avión civil cubano 1976 que cobró 73 vidas humanas. Abarca fue detenido cuando entraba al territorio venezolano el año pasado con pasaporte falso y confesó y confirmó su relación con Alejandro Peña Esclusa y la tarea exclusiva que tenia Esclusa en la red terrorista. Chávez Abarca llegó antes de las elecciones legislativas para “calentar” la campaña electoral con varios atentados terroristas.
Es ese tipo de “héroes” que son elogiados cuando la Campaña Internacional Antisocialista convoca su gente para planear las tareas en los países en donde los pueblos construyen obras sociales, eliminando el analfabetismo y el hambre, curando enfermedades a los más pobres que en “Los Viejos Tiempos” fueron negados todos sus derechos humanos.


[2] Adolfo Facussé pierde los estribos y trata de agredir a periodista de Radio Globo.
http://www.youtube.com/watch?v=brNCOG0osqE

El FNRP y el debate electoral

voselsoberano.com | Miércoles 23 de Febrero de 2011 19:21

Revistazo.com

Ubicando como tema de debate la participación del Frente Nacional de Resistencia Popular en las próximas elecciones políticas del país, así como la preparación o no, que a la fecha tiene el movimiento social para conformar un gobierno que dirija el destino de Honduras, se emite la publicación número 16 del boletín ZORZAL.

 Honduras Frente Nacional de Resistencia Popular


El ZORZAL es una iniciativa del  Organismo Cristiano de Desarrollo Integral de Honduras –OCDI-, la Comisión Social de Acción Menonita –CASM-, la Pastoral Social CARITAS Honduras y Radio Santa Rosa. Desde el inicio, en el mes de junio del año 2010, el boletín ha desarrollado temáticas concernientes a la Constituyente y la participación que las y los hondureños deben tener a partir de reformas a la Constitución de la República.

Asimismo temas como la democracia participativa, el respeto de los recursos naturales del país y más recientemente, el objetivo que de acuerdo a la visión de estas organizaciones, debe tener en Frente Nacional de Resistencia Popular, movimiento social que surge luego del golpe de Estado que derrocó a Manuel Zelaya Rosales en junio del 2009.

La 16 edición de ZORZAL se intitula “El FNRP y el debate electoral. A continuación el texto de forma íntegra:

El FNRP y el debate electoral

“Nosotros,  debatiendo  el tema electoral y la toma del poder, y ellos repartiéndose y rifando lo que queda del país”, decía uno de  los presentes indignados en una jornada de re- flexión  sobre la situación actual del Frente Nacional de Resistencia Popular (FNRP).

Otro de los presentes, reflexionaba: “Los grupos de poder nos pusieron en la agenda del Frente el falso debate electoral para distraernos de nuestro objetivo refundacional. El asunto de la toma del poder está acrecentando las divergencias internas en nuestro movimiento, y postergando el debate fundamental. ¿Quién quiere destruir al FNRP con este falso debate?” En otro rincón de Honduras, en una asamblea mayor, uno de los campesinos planteaba: “Suponiendo que electoralmente ganemos y tomemos el poder. Seremos el peor gobierno en la historia del país, no sólo porque no tenemos programa aún, sino las condiciones del Frente no están dadas para ello”.

Un sacerdote católico, integrante activo del FNRP, en una reunión ampliada, en sintonía con el sentir del grupo, concluía: “Si el Frente se vuelve un partido político, que vayan a buscarse otros lugares para sus reuniones. Los salones de mi parroquia no se prestarán para ello”.

¿QUIÉN AGENDÓ LA CUESTIÓN ELECTORAL Y LA TOMA DEL PODER EN EL FNRP?

El asunto electoral  y  la  cuestión del poder político no son malos en sí mismos. Lo que pasa es que, en el imaginario colectivo, y en la intuición general de las bases del Frente, no son una prioridad, ni es el momento para debatir estos temas.

El FNRP se organizó, luego del golpe de  Estado del 2009, como un movimiento social pro constituyente y refundacional. En la última asamblea del Frente, en Tocoa, Colón, en 2010, se ratificó este mismo objetivo. Y, entonces, ¿quiénes se encaprichan con el inoportuno debate electoral y la toma del poder?

El partido Liberal y el partido Nacional fueron y son eficientes instrumento para la domesticación del pueblo. A los propietarios de estos partidos, les interesa distraer al FNRP con el circo electoral. Ellos saben que el caramelo de la toma del poder atrae a varios dirigentes del Frente. Y, ¿quién está detrás de los partidos políticos tradicionales y de sus dueños? Nada menos que el vecino imperio del Norte. Lo triste es que incluso dirigentes del FNRP se prestan, quizás con “inocencia”, a este juego.

El gobierno de los EEUU. Está preocupado porque que el huracán anti imperial que cobra fuerza en Latinoamérica y Norte del África, puede tocar tierra en Honduras.  EEUU. Sabe que el golpe de Estado en Honduras, lejos de conseguir asustar a Honduras y a la región, dinamizó y acelera el despertar del pueblo. Por eso, ahora ensaya el circo electoral, para distraer a Honduras que despierta sigilosamente como un animal sedado. EEUU. Y las élites hondureñas estarían dispuestos incluso a ofrecerle  el sillón presidencial a Manuel Zelaya Rosales, tan sólo para domar al pueblo y evitar el proceso refundacional del país.

¿POR QUÉ EN LAS BASES DEL FNRP GENERA ALERGIA EL DEBATE ELECTORAL?

La  dirigencia  del Frente tiene que bajar a las bases, y dirigir obedeciendo el sentir de este movimiento social. Los diferentes colectivos del FNRP no quieren        distraer- se en el juego electoralista porque tienen memoria histórica. Han sufrido y sufren en carne propia las consecuencias de este nefasto engaño. ¿Qué cambió en Honduras con el rito de las urnas cada cuatro años? Con democracia formal representativa o sin ella, el saqueo y el empobrecimiento del país siguió su curso.

La historia da derecho a desconfiar de la “buena” fe de quienes, ahora, plantean la toma del poder. ¿Por qué será que liberales o “ex” liberales plantean la toma del poder político? ¿No suena más a una venganza política entre liberales y nacionales? ¿Por qué no hemos avanzado lo suficiente en la organización, en los debates y consensos para la refundación del país, mediante el proceso constituyente?

Una joven dirigente del Frente decía en una reunión: “Más de quinientos años hemos estado en resistencia. Por qué desesperarnos ahora por la toma del poder. Organicemos y fortalezcamos con propuestas el FNRP para la refundación del país. En su momento se verá si queremos o no el poder político”.

La dirigencia nacional del Frente tiene que volver a las bases, participar en los debates y escuchar el sentir colectivo generalizado sobre la cuestión electoral y la toma  del poder. La Honduras profunda resentida y en resistencia está en busca de “otro país posible”, “otro sistema de vida posible”, y no tanto detrás del manipulable y desprestigiado sillón presidencial.

¿QUÉ DEBERÍA DEBATIR EL FNRP EN LA PRÓXIMA ASAMBLEA NACIONAL?

En la próxima asamblea nacional del Frente, el 26 de febrero, en Tegucigalpa, se debe debatir: Establecer una estrategia organizacional para articular a todas y todos los resistentes dentro  y  fuera  del país. Para ello se debe posicionar en  la conciencia individual y colectiva de la gente la demanda de la constituyente refundacional.

Establecer  líneas  de formación y concientización en los contenidos y alcances de la refundación en Honduras. Esto significar hacer alianzas con las ONGs, iglesias y otras organizaciones dedicadas a la formación e incidencia política. Una compañera proponía: “Hacer alianza con los maestros/as para que sensibilicen a las y los estudiantes mediante actividades extra curriculares”.

Consensuar líneas para establecer una estrategia de comunicación y de difusión dentro y fuera del FNRP. Si bien la constituyente dejó de ser tabú, pero sigue siendo desconocida para amplios sectores del país.

El asunto de la construcción de propuestas, tanto para los contenidos de la nueva Constitución Política, como para la Ley de Convocatoria a la Asamblea Constituyente, debería ser una tarea obligatoria para todos los colectivos y organizaciones del Frente. Sólo así la gente en resistencia se sentirá parte del nuevo  diseño de Honduras que se quiere construir. De lo contrario, el FNRP habrá pasado a la historia como un intento fallido.

Presentan iniciativa para endurecer penas contra implicados en desapariciones forzadas

voselsoberano.com | Miércoles 23 de Febrero de 2011 21:17

German Reyes / Revistazo.com

De 15 a 20 años de cárcel sería la condena para quienes actuando con autorización, apoyo o aprobación de funcionarios o empleados públicos comentan el delito de desaparición forzada, priven de libertad, impidan o nieguen el ejercicio de los recursos legales de las garantías procesales.

imagesLas penas citadas forman parte de la propuesta de reforma mediante adición del Decreto No. 144-83, de fecha 23 de agosto de 1983, presentada al pleno del Congreso Nacional por el diputado Orle Aníbal Solis.

En su exposición de motivos, el parlamentario argumenta que “Honduras como miembro de la comunidad Internacional comprometida con los postulados de la paz, la justicia, la solidaridad y el desarrollo humano, se ha obligado a respetar, garantizar y proteger los derechos humanos de sus habitantes fundamentados en las garantías constitucionales y los principios y prácticas del Derecho Internacional, por lo que debe implementar políticas que conlleven a la reparación moral del daño causado a los familiares de las personas desaparecidas y a la sociedad en general”.

El diputado argumentó que es necesario consolidar un régimen de libertad individual y de justicia social respetando los derechos esenciales del hombre. “Vengo ante esta augusta cámara a introducir formal iniciativa de ley, previa consulta con la Honorable Corte Suprema de Justicia, a efecto de reformar adicionando el Código Penal incluyendo en el capítulo  IV del título XII que regula los delitos cometidos contra la seguridad interior del Estado, específicamente los delitos  cometidos por los funcionarios contra el ejercicio de los derechos garantizados por la Constitución”, sostuvo.

El parlamentario también señala que de acuerdo al artículo primero de la Convención Interamericana sobre la Desaparición Forzada de Personas,  Honduras adquiere los compromisos de no practicar, no permitir, ni tolerar la desaparición forzada de personas, aun encontrándose  en estado de emergencia excepción o suspensión de garantías individuales.

Por considerar que  toda persona tiene derecho a que se respeten su integridad física, psíquica y moral, nadie debe ser sometido a torturas, ni penas o tratos crueles, inhumanos o degradantes, por lo que se obliga a sancionar en el ámbito de su jurisdicción a los autores, cómplices y encubridores del delito de desaparición forzada de personas y a cooperar entre sí para contribuir a prevenir, sancionar y erradicar el delito.

En el marco del golpe de Estado ejecutado el 28 de junio de 2009, contra el ex presidente Manuel Zelaya Rosales, el gobierno de facto que asumió el poder, decretó estado de excepción e implementó medidas represivas  en contra de la población que reclamaba el retorno del orden constitucional. Informes de organismos defensores de los derechos humanos nacionales y extranjeros señalan que el ejército y la policía asumieron actitudes intolerantes y violentaron garantías individuales, incluyendo el derecho a la vida.

La Comisión Interamericana de los Derechos Humanos (CIDH), condenó las violaciones cometidas por los organismos del Estado y recomendó la implementación de medidas,  solicitudes que no fueron oídas por las autoridades de facto, que siempre negaron haber cometido atropellos en contra de la población.

Detenciones ilegales, golpes, heridas de bala, lanzamiento de gases tóxicos al interior  de centros de refugio y celdas de la policía y la muerte de casi medio centenar personas fueron denunciadas por organismos defensores de los derechos humanos, delitos que después de año y medio siguen en la impunidad. Los  responsables  de los  delitos, calificados como de lesa humanidad, se encuentran en libertad y algunos fueron premiados con altos cargos en la estructura gubernamental.

Misión internacional evaluará situación de derechos humanos en el Bajo Aguán

voselsoberano.com | Miércoles 23 de Febrero de 2011 21:24

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Giorgio Trucchi

Rel-UITA integrará y dará cobertura a esa importante iniciativa

Del 25 de febrero al 4 de marzo una nutrida representación de organizaciones y redes nacionales e internacionales se trasladará hacia el Valle del Aguán, en el noreste de Honduras, para realizar una atenta evaluación de la situación de los derechos humanos, y sensibilizar la comunidad internacional ante el estado de desamparo en que viven miles de familias campesinas. Rel-UITA integrará la misión y brindará una puntual cobertura periodística de esa importante iniciativa.

El proceso de despojo y concentración de tierras y la implementación de monocultivos, sobre todo de palma africana, han venido socavando el derecho a la seguridad alimentaria de miles de familias campesinas del Bajo Aguán, generando una grave situación de violencia y represión.

De acuerdo con datos presentados por Rel-UITA y FIAN Internacional (Foodfirst Information & Action Network), son 18 los activistas de comunidades campesinas asesinados en el 2010.

Una situación altamente dramática que se enmarca en un contexto generalizado y sistemático de hostigamiento, represión y desalojo violento, contra las organizaciones campesinas que siguen exigiendo el acceso a la tierra y una reforma agraria integral.

“Ante estos hechos, varias organizaciones1 decidieron que era importante emprender una misión de seguimiento de la situación en el Bajo Aguán”, explicó Claudia Pineda, miembro de FIAN Internacional en Honduras.

Según Pineda, entre los objetivos de la misión se destaca evaluar la situación de los derechos humanos en la zona, expresar apoyo y atención internacional a las organizaciones campesinas y sociales de la región y dar visibilidad a la situación de derechos humanos en el Bajo Aguán ante la comunidad internacional.

“También queremos contribuir con un análisis específico del conflicto a la preparación del estudio preliminar que será presentado a la Corte Penal Internacional (CPI) y la Comisión Interamericana de Derechos Humanos (CIDH)”, expresó la activista de FIAN Internacional.

Las organizaciones que integran la misión desarrollarán visitas de campo a los asentamientos campesinos afectados por la represión y se entrevistarán con organizaciones sociales, populares y sindicales, y con profesionales del Derecho para analizar el nivel de impunidad que existe en la región.

También están previstas reuniones con funcionarios del Instituto Nacional Agrario (INA), la Fiscalía de Derechos Humanos y representantes del cuerpo diplomático y organizaciones internacionales.

El informe final será presentado ante la CIDH y se hará referencia a sus resultados en el contexto de la reunión del Examen Periódico Universal sobre Honduras del Consejo de Derechos Humanos.

“Además, será trasmitido al Alto Comisionado de las Naciones Unidas para los Derechos Humanos (OACDH), a las diversas instituciones competentes de la Organización de Estados Américanos (OEA) y de la Unión Europea, de sus Estados miembros y a la Corte Penal Internacional”, concluyó Pineda.

1-  Federación Internacional de Derechos Humanos (FIDH), Swiss Interchurch Aid (HEKS), Rel-UITA, Iniciativa de Copenhague para América Central y México (CIFCA), FIAN Internacional, Via Campesina Internacional, MS Dinamarca y organizaciones de derechos humanos hondureñas

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INFORMACIONES HONDURAS (nr. 685)

26 Febrero 2011 , Escrito por El polvorín Etiquetado en #Politica

 

RED SOLIDARIA CON LA RESISTENCIA EN HONDURAS

 
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Sitio actualizado diariamente con un resumen de últimas noticias alternativas de la resistencia en Honduras rompiendo con el cerco desinformativo. para acceder al sitio :  http://redsolhonduras.blogspot.com/_
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25 de Febrero 2011

DECLARACION DE LOS PUEBLOS DE LA TIERRA Y EL MAR , MARTIRES DE SAN JUAN.

Nosotros y nosotras de los pueblos indígenas y negros de Honduras: Pech, Tawahka, Maya- Chorti, Tolupanes, Lencas, Miskitu, Creoles y Garínagu, procedentes de la tierra y el mar, autoconvocados en la comunidad de San Juan Durugubuti, Tela, Atlántida, durante los días 20, 21, 22, 23 y 24 de febrero de 2011, para juntar nuestros pensamientos, sentimientos, palabras e instalar nuestra asamblea plurinacional constituyente y multicultural, elevamos la siguiente declaración:

1. Declaramos que nos hemos encontrado en diferentes ceremonias de nuestra espiritualidad para recibir la energía y la orientación de nuestros ancestros y ancestras, fortalecer la resistencia milenaria de nuestros pueblos para la defensa de la vida y la madre tierra.
2. Declaramos que el régimen continuador del golpe de estado del 28 de junio de 2009, profundiza la invasión a los territorios indígenas y negros, mediante el concesionamiento  de los ríos para construir represas privadas como el proyecto denominado PATUCA 1, 2 y 3, así como las múltiples represas que se pretenden construir en los ríos de los territorios Lencas en donde se libra una histórica batalla, explotación minera, militarización de nuestros territorios, proyectos turísticos como el de la Bahía de Tela, la implementación de las ciudades modelos, que son enclaves que lesionan la soberanía de Honduras como país para el servicio del narcotráfico internacional.  
3. Declaramos nuestra solidaridad con los pueblos que habitan la Moskitia hondureña que están siendo objeto de represión, militarización y saqueo de sus bienes naturales por parte de la oligarquía y las transnacionales, de igual manera manifestamos nuestro apoyo rotundo al llamado a la auto demarcación de su territorio. Asumimos la declaración de los pueblos de la Moskitia UPINH y desde ya nos auto convocamos a las siguientes sesiones de trabajo de nuestra asamblea plurinacional constituyente multicultural en el territorio indígena Miskitu.
 
4. Declaramos que es urgente que Honduras como Estado, asuma la Declaración de las Naciones Unidas sobre los derechos de los pueblos indígenas, como una Ley Nacional.
5. Declaramos nuestra condena al régimen que impulsa la privatización de la educación y la salud, así mismo que ejecuta desalojos de comunidades indígenas como la Nueva Estanzuela del pueblo Maya Chortí, y permite el asesinato de indígenas tolupanes así como líderes de otros pueblos, mismos que quedan en la impunidad.
6. Declaramos nuestra preocupación por los atentados y amenazas contra los medios de comunicación comunitarios, violentando el derecho a la libre emisión del pensamiento y al derecho de nuestros pueblos de crear sus propios medios de comunicación alternativos tal como lo establece el Convenio 169 de la Organización Internacional del Trabajo OIT, y la Declaración de la Naciones Unidas sobre los derechos de los pueblos Indígenas.
7. Declaramos que esta asamblea plurinacional constituyente multicultural será continua, con carácter permanente y la misma se mantendrá hasta lograr la elaboración de una nueva constitución que permita la refundación de Honduras.
8. Declaramos nuestro respaldo al Primer Hospital Popular Garífuna de Honduras, mismo que funciona en la comunidad de Ciriboya, municipio de Iriona, Colon, y denunciamos el manifiesto sabotaje del régimen. 
 
9. Declaramos nuestra solidaridad con el Magisterio hondureño en la lucha por la defensa de la educación pública y la defensa del Estatuto del Docente, nos solidarizamos con el movimiento campesino que sufre la derogación del Decreto Legislativo 18-2008, nos solidarizamos con las familias de las víctimas de las y los asesinados por el régimen golpista, exigimos el retorno incondicional y seguro de los exiliados entre ellos José Manuel Zelaya, Presidente de Honduras 2006-2010.
10. Declaramos la auto convocatoria a la gran asamblea de mujeres indígenas y negras de Honduras que se realizara en Copan Galel en el mes de mayo próximo. 
11. Los 1,800 delegados y delegadas participantes de esta Asamblea Constituyente plurinacional y multicultural, expresamos nuestro agradecimiento a la comunidad de Durugubuti, San Juan Tela, Atlántida, al pueblo Garífuna y a la Organización Fraternal Negra de Honduras OFRANEH, por su hospitalidad, hermandad y alegría con la que nos han acogido.

Dado en la comunidad de San Juan Durugubuti, Tela, Atlántida a los veintitrés días de Febrero de dos mil once.


OFRANEH
Organizacion Fraternal Negra Hondureña
Calle 19, #130.
La Ceiba, Atlantida,
Honduras
telefax: 504-4420618
email:garifuna@ofraneh.org/ ofraneh@yahoo.com

miércoles 23 de febrero de 2011

martes 22 de febrero de 2011

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… El Sacerdote jesuita Antonil en el Brasil recomendaba a los administradores coloniales “No dar puntapiés principalmente en la barriga de las mujeres que andan preñadas, ni dar garrotazos a los esclavos porque en la cólera no se miden los golpes y pueden herir en la cabeza a un esclavo eficiente que vale mucho dinero” (Eduardo Galeano)

“Los mayorales (en Cuba) descargaban sus látigos sobre las espaldas de las mujeres embazadas que habían incurrido en falta, pero no sin antes acostarla boca abajo con el vientre en un hoyo para no estropear la nueva pieza en gestación”
(Eduardo Galeano)

“Por diversas ordenanzas se les prohibía a los esclavos y esclavas sin permiso de sus dueños que se juntasen en ocasión de las festividades y se les ordenaba se vistiesen modestamente y recatadamente y que no lo hicieran con escandaloso exceso”
(Ordenanzas emitidas en Santo Domingo)
EL CUERPO Y SU MEMORIA: ARMA DE

RESISTENCIA DE LA NEGRITUD* DE

NUESTRA AMÉRICA (articulo inédito)
El futuro, aunque lejano todavía, será negro o no será
Por Rafael Murillo Selva
Se conoce lo que fue, para quienes forzados llegaron a nuestro continente, la clase de infamias que tuvieron que sufrir durante todo el proceso esclavista. La crueldad superaba hasta lo inimaginable. Encontramos en los documentos históricos relatos que dan cuenta con detalle de mutilaciones de manos, piernas, orejas, pies y cabezas destroncadas, conservadas en cal y mostradas como trofeos, a guisa de ejemplo y advertencia, en lugares públicos.

Los atropellos y humillaciones se sucederían en todo nuestro continente con escenas y hechos que bien podrían tener un alto sitial en la historia de la infamia, pero esto mismo generaría respuestas que bien podrían estar consignadas como momentos heroicos  y sublimes en la lucha por la dignidad y la libertad.

Las sublevaciones, así como el cimarronaje, se regarían como pólvora en aquellos territorios en los que el comercio y la trata de esclavos fueron considerables. La primera estalla en Santo Domingo en 1522 nada menos que en los dominios de Don Diego Colon, hijo del que suelen llamar el “Descubridor”. Luego se sucederían otras en Brasil,
Colombia, Venezuela, Antillas mayores y menores, Panamá etc.

Publicado por Artistas en Resistencia

Foro-Conferencia. Jueves 24 de Febrero. STIBYS, 5:00 pm.
NOTA DE PRENSA
Frente Nacional de Juventudes en Resistencia (FNJR) presenta su estructura nacional y hace publico su Posicionamiento de frente a la Asamblea Nacional del FNRP 

Luego de dos días de una intensa jornada, jóvenes de 16 departamentos de Honduras, delegados y delegadas de distintas organizaciones políticas, sociales y de comunidades pusieron a andar la estructura nacional del Frente Nacional de Juventudes en Resistencia (FNJR) con un posicionamiento político contundente y una estructura general de coordinación.

Con un debate fraterno los y las jóvenes de la Honduras en resistencia escogieron a su nuevo Comité Ejecutivo siendo la compañera Scarleth Romero (Juventud Movimiento Nueva Democracia - MND) como Coordinadora, Gerardo Torres (Organización Política Los Necios – OPLN) como Coordinador de Organizaciones, Claudia Garmendia (Frente de Resistencia de El Paraíso) como Coordinadora de Administración, Claudia García (Organización Política Rojos – OPR) como Coordinadora de Comunicación, Geidy Tinoco (Movimiento Unificado de Campesinos del Aguan – MUCA) como Coordinadora de Movilizaciones y al compañero Oscar Hendrix (Asociación de Jóvenes Nuevos Horizontes - AJNH) como Coordinador de Formación Político Ideológica.

Además la estructura cuenta con un representante de cada una de las regiones (Occidente, Litoral, Centro, Sur Oriente y Norte) para el Comité Político que también será parte de la misma instancia creada en la próxima Asamblea del Frente Nacional de Resistencia Popular (FNRP) este próximo 26 de febrero.
Posicionamiento

Después de un extenso y acalorado debate el FNJR llegó a un consenso de su posición política de la cual el Comité Ejecutivo será portavoz y que marcara su accionar político de ahora en adelante.

Se destacaron conclusiones importantes como un rotundo NO reconocimiento al Régimen que actualmente mantiene el control del país, así como la exigencia del retorno inmediato de los exiliados y exiliadas y claro esta del Coordinador General del FNRP el compañero Manuel Zelaya Rosales.

Sobre el tema que hoy marca el debate más fuerte en la Resistencia Popular, que es la participación en elecciones, el FNJR señala que los procesos eleccionarios no pueden ser negados pero que en la coyuntura actual no existen las condiciones para participar bajo la administración que encabeza Lobo.

Se prioriza por un enfrentamiento directo contra la Oligarquía y contra el Régimen a través del desarrollo de la desobediencia civil y la insurrección popular que tiene entre sus manifestaciones el boicot, el corte de carreteras, la huelga general y otras que puedan irse estructurando desde las bases.
Trabajo

El proceso de enfrentamiento se desarrolla según la posición de la Juventud en Resistencia desde el trabajo organizativo permanente y la formación político ideológica de todos y todas las integrantes de la Resistencia Popular, tarea que se asume como propia en el marco de las líneas de trabajo trazadas por el FNRP.

La inclusión de todos los sectores también se presenta como prioridad para terminar de una vez por todas con la discriminación por preferencias sexuales, religiosas, por la raza de las personas, por su condición económica, fenotípica o por las ideologías que profesen.

En el tema de los Derechos Humanos la Juventud en Resistencia asegura asumir de manera general la defensa permanente de la vida y la dignidad humana en todo momento y región. Se manifiesta también la solidaridad para con todos los sectores atacados por la Oligarquía y el Régimen, trabajando fuertemente en la defensa de los derechos de la población en mayor estado de indefensión.
Poder

El Frente Nacional de Juventudes en Resistencia manifiesta su total convicción de que para terminar con la discriminación y la explotación es necesario que la Resistencia Popular apunte hacia el control administrativo del Estado y en la creación de formas alternativas de acumulación de la riqueza para una distribución justa, formas de economía que derrumben el actual orden de acumulación desproporcionada que ha permitido a la Oligarquía enriquecerse en base de la miseria de la población hondureña.

Las Juventudes en Resistencia ratifican su militancia al Frente Nacional de Resistencia Popular y a la disciplina en acatar las líneas dictadas por la Asamblea Nacional que es la máxima expresión de Poder Popular que existe en la actualidad, y que ha existido en la historia del país.

El documento integro de la Posición Política del FNJR será distribuido a nivel nacional, demostrando que los enfrentamientos pueden ser constructivos siempre y cuando se desarrollen con el espíritu de la cordialidad y la solidaridad entre compañeros y compañeras unidos por la Refundación de Honduras.

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Posicionamiento Político de la Organización Política Los Necios Ante la Asamblea Nacional del Frente Nacional de Resistencia Popular “Mártires campesinos de Aguán"


Reunida la Asamblea General de miembr@s Militantes de la Organización Política Los Necios en sesión extraordinaria, resolvió posicionar y difundir el siguiente planteamiento en cuanto al debate de la creación del Frente Amplio Político.

1.       La OPLN apoya la creación del Frente Amplio Político como una herramienta de estructuración y organización nacional presta para la lucha política en todas sus expresiones y en combinación de fuerzas internas fundamentales que son las de la organización sindical, gremial, barrial y de base con una larga trayectoria reivindicativa y de las fuerzas políticas, que UNIDAS deben plantearse de manera simultánea la construcción del Poder Popular y la Toma del Poder del Estado.

2.       La OPLN apoya la creación de este instrumento político para la participación Electoral UNICAMENTE si las condiciones de participación garantizan un proceso democrático y limpio, cuyas condiciones fundamentales son:

a.       El retorno pronto y seguro del Coordinador General del FNRP José Manuel Zelaya Rosales y de TOD@s los exiliados políticos.

b.      el cese de la represión y persecución Política de los miembros del FNRP

c.       el desmantelamiento de la Estructura Golpista, entendida sobretodo como el cambio negociado de las autoridades de todo el Poder Judicial.

d.      inicio de los procesos judiciales en contra de los perpetradores del Golpe de Estado del 28 de Junio y de los asesinos del Pueblo; y finalmente,

e.      la creación de una Nueva Ley Electoral que garantice la participación democrática de las amplias mayorías del pueblo.

3.       La OPLN igualmente hace un llamado a las bases del Frente Nacional de Resistencia Popular a continuar y aumentar la presión popular en contra del Régimen continuador del Golpe de Estado de Porfirio Lobo Sosa y Juan Orlando Hernández, que llevan a cabo el proyecto antipopular de la oligarquía y el imperialismo, profundizando las medidas neoliberales, la exclusión social y el mayor empobrecimiento de las mayorías de nuestro país. Por lo que nuestras banderas de lucha continúan siendo la Asamblea Nacional Constituyente para que exista una sociedad justa en Honduras.

¡Por una Nueva Sociedad!

¡Venceremos!

¡Necedad!


Organización Política Los Necios


Tegucigalpa MDC dado el 23 de febrero de 2011


Ante  la opinión Publica Hondureña e internacional  manifestamos lo siguiente:

 

1.- 

Que de acuerdo con  lineamientos trazados por nuestro Coordinador General,   Manuel Zelaya Rosales, nuestro objetivo primordial es “Construir y consolidar ese proyecto de futuro que se llama Frente Nacional de Resistencia Popular de Honduras”  como  instrumento político UNITARIO  de nuestro pueblo  y  así  luchar con eficiencia contra  nuestros enemigos: “el régimen de turno y las derechas internacionales”  y  con el objetivo de refundar la nueva Patria.   Dicho régimen ha sido y es arbitrario, represivo, se ampara en la impunidad para destruir al Frente Nacional de Resistencia Popular de Honduras (FNRPH) para lo cual no escatima  esfuerzo ni millonarios recursos  contratando mercenarios, infiltrando gente en nuestra organización lo mismo que pagando conspiradores y escritores a sueldo para denigrarnos.

 

2. 

Conscientes de la capacidad destructora del enemigo que no ha cesado en su campaña de violencia despiadada contra nuestro pueblo y contra nuestros dirigentes y seguidores, declaramos no estar  dispuestos a cederle espacio para que siga dañando a nuestra organización. Nos comprometemos entonces a mantener la guardia en alto para no permitir que los esfuerzos del enemigo desestabilicen nuestra organización  y sigan teniendo efecto.

El régimen de turno encabezado por Porfirio Lobo Sosa, continuador del golpe de Estado de 28 de Junio del 2009 se ha empecinado en destruir nuestra organización porque sabe que somos la única fuerza, la única arma que posee nuestro pueblo para presentarle oposición, puesto que en el FNRPH está representadas todas fuerzas  sociales políticas y sectores organizados de nuestro pueblo y si el Frente se consolida, se convertirá en la vanguardia indiscutible que nos conducirá a la toma de poder y de gobierno en Honduras

 

En vista de lo anterior, los miembros del  FNRPH  no debemos caer en los vicios y prácticas electoreras de los partidos políticos tradicionales; estas organizaciones son parte de los problemas que debemos combatir en nuestro país,  Es decir, nuestra lucha es contra esos partidos tradicionales y sus prácticas, no debemos legitimar sus procedimientos viciados de fraudes electorales, clientelismo político, robo descarado del fisco y engaños contra nuestro pueblo; como dice nuestro Coordinador en su misiva: “ya llegará la hora de vencerle, también en el campo de la política vernácula.  Por ahora no debemos prestarnos a ese depravado juego”.

 

3.

 Que pese a la problemática que en estos momentos mantiene a nuestra organización en un debate interno, nuestra preocupación central es el proyecto de construir la unidad del FNRPH y llevar a buen puerto la auto-convocatoria a un proceso de Constituyente, generando un proceso de crítica y autocrítica a lo interno de nuestros colectivos para redimensionar dicho proyecto a la luz de la realidad actual, y tomando en cuenta los intereses de nuestro pueblo en el campo político, económico, social y cultural, este proceso subsanará con creces la falta de entendimiento que ha conducido al surgimiento prematuro de la ambición política partidista ,que atizada por el enemigo, casi ha dado al traste con nuestro proyecto de resistencia.

 

4. 

La discusión sobre la participación del FNRPH en procesos políticos siempre debe estar a la orden del día al interior de nuestros colectivos, para esclarecer conceptos y escuchar la opinión de nuestro pueblo, pero aquí debe imponerse el análisis coyuntural, la valoración inteligente de la capacidad del oponente para no malograr nuestros esfuerzos en un proceso donde la coyuntura política no nos es favorable. Esta discusión sensata, es la que nos preparará para poder participar en la arena política con madurez pero cuando construyamos y articulemos la estructura integral del Frente, porque la toma del poder no se logra sin una estructura orgánica sólida, competente y fogueada en la lucha electoral.

 

PROPUESTA.

1.

 Con miras a nuestra participación orgánica en la próxima Asamblea del 26 de febrero debemos prepararnos para llevar nuestros planteamientos coherentes, con madurez política y con la convicción que el éxito de dicho evento consiste en la construcción y consolidación de la unidad de todas las fuerzas populares del país que componen el FNRPH.

 

2. 

El norte de la discusión sobre nuestra participación política no debe apartarse un milímetro del derrotero que es “La Asamblea Nacional Constituyente y la refundación de Honduras” como único camino para la restauración de Derechos y Democracia, rotos desde el 28 de junio del 2009 mediante el golpe de Estado Militar ejecutado por la oligarquía hondureña y diseñado por el imperialismo norteamericano y su política ingerencista en nuestro país”

 

3.

 Es nuestro deber concientizar a nuestros delegados sobre su papel y representación en la Asamblea,  porque “somos representantes del pueblo” en busca de la verdad  para que el proceso de discusión y negociación transcurra en un ambiente de madurez política, signado por los valores morales y revolucionarios propios  del pueblo trabajador, sacrificado, altamente combativo  y  digno que representamos.

 

4.

 Nuestros delegados ante  la Asamblea General  del 26 de Febrero 2011 deben tener presente en todo momento, que su papel en dicha  asamblea conlleva un compromiso trascendental para el  futuro de la lucha del FNRPH  y  si no construimos la unidad echaremos por la borda el sacrificio que nos ha llevado hasta este día y será en vano la sangre de nuestros mártires, las gigantescas luchas emprendidas por nuestro pueblo, así como los sacrificios invaluables de  quienes  nos apoyan en  la  comunidad internacional

 

5.

 La prioridad número uno de nuestra participación en la Asamblea debe centrarse en los esfuerzos por construir la unidad con todos los grupos políticos y sociales que integran el Frente. Nuestra actitud debe ser honesta, consecuente, ética y revolucionaria, por eso no debemos ser excluyentes, ni segregacionistas con ninguna de las fuerzas políticas ahí representadas. Debemos ser creativos y altamente comprensivos  e incluyentes  de   los asuntos políticos, género, etnias, grupos gremiales  y con todo  aquello que favorezca  alianzas estratégicas para la lucha de nuestro pueblo.  Esta actitud altamente revolucionaria nos permitirá definir cuanto antes las estrategias de lucha futuras  y nos preparará para establecer las alianzas posibles para divulgar, difundir y promover el espíritu unitario en todos los miembros de la Resistencia.

 

6.

 En todo momento nuestra actitud debe ser transparente y acorde con los interese de nuestro pueblo, no habrá negociaciones bajo la mesa y en todo momento debe privar el interés del pueblo sobre cualquier ambición personal, grupal o partidista.

 

7

. Nuestros delegados en ningún momento deben perder la perspectiva de que su objetivo en la Asamblea es crear una estructura sólida del FNRPH para combatir al enemigo principal  en la confrontación de clase  en  todo terreno, para lo cual se necesita un proceso de maduración para que en el futuro, ya con una conformación sólida y fuerte consideremos la posibilidad de la participación política en procesos electorales, ya sea como partido o en otras formas de lucha políticas.

 

8. Entre las luchas que debemos emprender de inmediato y con toda energía   se encuentra la defensa de los Derechos Humanos, el retorno de  todos los exiliados, el fin de la impunidad, la inmunidad oficial, la apertura y seguimiento internacional de los juicios a los golpistas para que la Corte  Penal Internacional se encargue de hacer justicia y castigar a los violadores de los Derechos Humanos y  todas las violaciones y Delitos de lesa Humanidad  en los que hayan incurrido  y de que ha sido objeto nuestro pueblo.

 

9. 

Estamos convencidos que el Frente Nacional de Resistencia Popular de Honduras se convertirá en la vanguardia que habrá de conducir a nuestro pueblo por el sendero de la lucha que lo lleve a la victoria final. Confiamos en el compromiso de nuestros delegados para representar dignamente a nuestro pueblo, donde deben privar los valores de la sinceridad y el interés del pueblo al que se deben. Sólo esta mística revolucionaria nos permitirá combatir y obtener la victoria final contra el Neoliberalismo  privatizante y depredador, destructor de la  economía  y  que perpetúa  el Capitalismo Salvaje, que oprime y sangra día tras día a nuestro glorioso pueblo hondureño.

 

10.

 Exhortamos a todos las organizaciones que integran el Frente Nacional de Resistencia Popular de Honduras, para que se comprometan con un objetivo común, cual es la construcción de la unidad política en un verdadero FRENTE AMPLIO  DEMOCRATICO REVOLUCIONARIO    que nos  permita  elaborar una agenda de trabajo común de lucha contra el sistema opresor y para la construcción del orden democrático en un nuevo país con Democracia Participativa.

Lo anterior es nuestra proposición política, en la cual articulamos cual debe de ser el objetivo principal inmediato, es alcanzar la unidad de todas las corrientes dentro del FNRP, como la inclusión de los desplazados político/económicos, nuestro gran objetivo aquí en los estados unidos de norte América, es consolidar un frente de hondureñas y hondureños como herramienta que sirva en la construcción y refundación de la nueva Honduras que todos necesitamos.  

 

Por una asamblea nacional constituyente, los emigrantes presentes.

Gloria eterna a nuestros mártires.

 

Unidos por la victoria, ¡venceremos!

Los abajo firmantes ratificamos lo anterior:

 

Rosa Osorto Kuschel = Resistencia Winsconsin,

 Edna Salazar = Resistencia Missisipi,

 Carlos Mejia, Marina Chicas, Harbin Peña, Reniery Pineda FRHLA,

 Santiago Rodríguez, Javier Avelar, Emigdio Mendoza. Martin Mencias, German Mencias Movimiento Esperanza Nacional NJ,

 Omar Zelaya Hondurenios por la democracia, 

jose Martinez Colectivo Toronto, 

Ramos zuniga Resistencia  UTHA, Rigoberto Avila Nativi, 

Celso Castro Honduras Resistencia NY, NJ,

 Reinaldo Diaz, Resistencia Moristown N.J, 

Mario Ramos Movimiento Hondureños por la democracia WAS,  

  Porfirio Quintano, Jury Cobos,  Colectivo La Bahia SF, SAC. CA.

 Anthonyn Maldonado, Hernan Borjas Oscar Armando Flores Resistencia Valle de Jamastran, 

Oscar Flores Movimiento Progresista de Frente con el Frente NY, 

Benjamin Escoto, Resistencia Hondureños en Costa Rica,

 Velinda Fiol Miembra Frente de Resistencia  Hondureña FL.

.
 

FAPER

Posicionamiento del Frente Amplio Político Electoral en Resistencia ante la Asamblea Nacional del FNRP el 26 de febrero

 

El Frente Amplio Político Electoral en Resistencia FAPER, ante la próxima Asamblea Nacional que realizará el 26 de febrero el Frente Nacional de Resistencia Popular, a todo el pueblo hondureño en general, en especial a todas las organizaciones como personas que estamos y  somos parte de la Resistencia que surge a partir del Golpe de Estado perpetrado el 28 de junio del 2009 y que tiene sus raíces en el proceso de la Consulta expresamos nuestra posición al respecto: 

 

1.     Las organizaciones y personas que integramos el Frente Amplio Político Electoral en Resistencia, tenemos claro la estrategia de lucha para que el pueblo hondureño tome el poder, luego pueda instalar una Asamblea Nacional Constituyente y alcance la aspiración de Refundar el país. Dicha estrategia es claramente la vía de la participación político-electoral, ya sea para participar en Plebiscitos, referéndum, elección de constituyentes o en elecciones generales, estaremos preparados para enfrentar el reto que se nos presente.


2.     Nos hemos aglutinado diversas organizaciones y personas de sectores gremiales, políticos, de derechos humanos, mujeres, hombres adultos y jóvenes, que para avanzar en el camino se ha iniciado la construcción de un Frente Amplio que aspiramos sea un aporte determinante para un proyecto mucho más amplio y aglutinador que en algún momento logre unificar a todos los que participamos de la lucha de resistencia y aspiramos transformar nuestro país.


3.     Todas las organizaciones y personas agrupadas en el FAPER hemos decidido No asistir ni participar en la Asamblea convocada por los compañeros del FNRP, en vista de que: Primero, el debate sobre la estrategia de lucha a seguir, en nuestro caso está definida, es la vía Electoral y en Segundo lugar, una serie de organizaciones y personas, en las comunidades y desde la base, en los municipios; manifiestan que han sido excluidos del FNRP, además señalan acciones antidemocráticas, manipuladoras y sectarias por parte de quienes están en la conducción del FNRP.


4.     En el FAPER esperamos que las conclusiones y acuerdos que surjan de la Asamblea del FNRP el 26 de febrero sean coincidentes con la estrategia de participación electoral y enfatizamos claramente que respetaremos cualquier estrategia que surja de dicha Asamblea y reiteramos nuestra firme voluntad de que posterior a la Asamblea  estén en la disposición de que nos reunamos con la conducción del FNRP y su coordinador  Manuel Zelaya Rosales para definir una estrategia conjunta que aporte a la unidad y garantice la construcción de un Frente mucho más Amplio que le genere al pueblo hondureño esperanzas de que hacia futuro no queda más que la toma del poder, la constituyente y la refundación del país.

 

Tegucigalpa 25 de febrero del 2011

FAPER

Frente Amplio Político Electoral en Resistencia

Honorina Rodríguez
Periodista Feminista
Honduras
Junto al pueblo por un nuevo pacto social

jueves 24 de febrero de 2011

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Tegucigalpa, 26 de febrero del 2011
Construidos en el determinismo histórico y proyectados en el pesimismo, las y los hondureños habitamos los extremos del entreguismo y de la desidia: la oligarquía entrega el país suponiendo que Honduras ya no tiene solución, mientras que los movimientos populares revolucionarios copiamos los esquemas del costumbrismo político en el supuesto de que el pueblo ya tiene costumbres ciudadanas probadas y que sólo dentro de ellas puede avanzarse hacia nuevos campos de poder.
Nuestra organización, Artistas en Resistencia, se sustenta de ciudadanas y ciudadanos que eligieron como forma de vida una de las expresiones humanas más revolucionarias de cuantas se despliegan en las relaciones sociales: el arte que va unificando imaginarios y creando el espíritu público de la nación.
La creatividad de las y los artistas siempre se ha sobrepuesto al determinismo y al pesimismo haciendo de la creatividad un arma fundacional, un señalamiento oportuno a la pobreza de espíritu y un pedestal para la lucidez.  Somos por lo tanto, los y las eternas incómodas, las y los eternos sospechosos.
Entendemos la libertad siempre y cuando se nutra de acciones liberadoras, entendemos el poder siempre y cuando tenga dentro de sí poder revolucionario. Por lo tanto, nos resistiremos siempre al poder que replica los esquemas fracasados y a las revoluciones que esquematicen la conciencia liberadora del pueblo.
El pueblo hondureño ya está viviendo una auténtica transformación en sus relaciones de poder con respecto al sistema y a sus liderazgos, su energía ha sido tal que ha sobrepasado las estructuras probadas por ambos extremos ideológicos y esto, compañeras y compañeros del FNRP, representa una auténtica revolución cultural que reflexiona, discierne y aniquila el sistema de cosas imperantes antes del golpe de Estado del 2009.
En Artistas en Resistencia apoyamos, por coherencia dialéctica, toda iniciativa refundacional y auto convocatoria y nos posicionamos, firmemente, en la nueva conciencia cultural de rechazo a quienes mediatizan y canalizan la fuerza liberadora de las clase excluida de Honduras hacia los dominios  de lo intrascendente y anacrónico.
La Constituyente es nuestra verdad, la auto convocatoria nuestra movilización y la cultura en Resistencia Permanente nuestra revolución!

Equipo Coordinador de Artistas en Resistencia

miércoles 16 de febrero de 2011

Ciudad de Guatemala 4, 5 y 6 de mayo, 2011

Antecedentes

El Primer Encuentro Mesoamericano de Estudios de Género se llevó a cabo en Antigua Guatemala del 28 al 31 de agosto del 2001, convocado por el Área de Género de FLACSO-Guatemala en coordinación con otras entidades como Fundación Guatemala, Comisión Universitaria de la Universidad de San Carlos de Guatemala, la Universidad del Valle, y la Asociación Guatemalteca de Mujeres Médicas. En esa oportunidad se presentaron 114 ponencias de distintos países (70 de Guatemala, 27 de México, 3 de Honduras, 1 de Ecuador, 3 de Panamá, 4 de Argentina, 5 de Costa Rica, 1 de Puerto Rico y 1 de Chile). A diez años de haberse realizado esta importante actividad, el Programa de Género de la FLACSO en coordinación con instituciones, organizaciones de mujeres y feministas han considerado necesaria la convocatoria a un segundo encuentro, para analizar los avances de una década de estudios de las mujeres, género y feminismos.
Es importante destacar, que uno de los logros en la década fue la creación del Instituto Universitario de la Mujer-IUMUSAC en la Universidad de San Carlos de Guatemala1, así como la aprobación de la Política y Plan de Equidad de Género en la Educación Superior (aprobada en el 2008).

Refiriéndose al 1er Encuentro, Ana Silvia Monzón escribe: “entre los logros más significativos del Área de Género de la FLACSO está la realización el 1er encuentro de Estudios de Género, en el 2001, que reunió aproximadamente a ochocientas académicas y activistas de la región mesoamericana, en la Antigua Guatemala. Esta actividad tuvo una enorme proyección por la cantidad y calidad de expositoras y de participantes. En el 2004 también convocó, con la Fundación Guatemala, la COMUSAC y el IUMUSAC, al Primer Encuentro Nacional. El Área también generó la publicación de una serie de libros con temas como participación política de las mujeres, aportes de las mujeres a la economía, las mujeres mayas y el cambio social, así como la creación de una Red de Estudios de la Mujer y de Género, que estuvo vigente apenas un año.” (Monzón, 2009:184)

A una década de la realización de esa histórica actividad académica, se considera estratégico convocar a un segundo encuentro de estudios de género y feminismos con el propósito de conocer el avance de las propuestas, acciones y logros de las mujeres vinculadas con los debates y la academia feministas.

Objetivos:
1) Hacer un balance crítico de los estudios de género y feminismos en la región mesoamericana, en la década 2001-2010.
2) Fortalecer el desarrollo de los estudios de género y feminismos en las instituciones de educación superior y de investigación
3) Generar opinión pública sobre la importancia de los estudios de género y feminismos en los procesos de democratización de la sociedad guatemalteca
4) Incidir en los órganos tomadores de decisiones a nivel de las universidades y otros centros académicos para que se continúen desarrollando las iniciativas de estructuración de los estudios de género y feminismos a través de diferentes modalidades

Estos objetivos, similares a los del primer Encuentro, continúan siendo orientadores del balance que debemos realizar diez años después, tanto a nivel nacional como regional3. Es necesario intercambiar experiencias con las académicas que han realizado tesis y trabajos de investigación, y con otras mujeres que están promoviendo procesos importantes de lucha por los derechos de las mujeres en distintos ámbitos. Asimismo fortalecer las relaciones académico-políticas tanto a nivel institucional como personal.

La mujer escriba
Para dar continuidad y sentido de proceso, entre el primero y el segundo encuentro, retomamos la figura de la mujer escriba como emblema de esta actividad académica y de incidencia política. La mujer escriba significa la apropiación de las mujeres del conocimiento y de la escritura, para validar la histórica tradición oral de las mujeres e ir generando el conocimiento escrito que perdura a través de los tiempos.

Estructura académica y metodología del II Encuentro:
Se plantean tres dimensiones de análisis que se subdividen en ejes temáticos y mesas de discusión

Metodología
Se seguirá el formato probado en el 1er Encuentro que dio muy buenos resultados: Conferencias principales: impartidas por especialistas en el tema, reconocidas en el ámbito internacional y cuyo aporte ha sido fundamental para acrecentar el bagaje teórico de los estudios de género y feministas

Mesas de ponencias: para dar a conocer y exponer los avances, retos y resultados de las investigaciones realizadas en el marco de los estudios de género y feministas, así como conocer los problemas y propuestas para el desarrollo de los mismos.

Plenarias: para la presentación de los resultados de los tres días de trabajo, la puesta en común de acuerdos y propuestas de seguimiento. Se promoverá además: Presentación de libros Materiales educativos Producciones musicales Producciones audiovisuales.

Cuadro no. 1
Dimensiones de análisis, ejes y mesas temáticas

DIMENSION SIMBOLICA Ejes Mesas temáticas propuestas Coordinadoras de Ejes
Mujeres, arte y literatura: Las mujeres y la música como expresión política la escritura de las mujeres como expresión política diversas expresiones del arte y su vínculo con el feminismo
Guisela López
seminarioliteraturafeminista@gmail.com

Comunicación y medios Medios de comunicación: periodismo feminista Radio, cine, TV. Derecho a la comunicación Medios alternativos
Patricia Galicia patigalicia@yahoo.com

Mujeres e Historia Memoria Histórica Historia contemporánea
Lizeth Jiménez
laurajimenez812@gmail.com
lauralizethjimenez@yahoo.com.mx

Ciencia, epistemología y academia feminista Feminismo y educación superior Teoría y metodología feminista Educación, paradigmas no sexistas y no racistas
Ana Silvia Monzón
anas.monzon@gmail.com

Cuerpo, sexualidad y espiritualidad Debates actuales sobre la sexualidad El cuerpo: teoría y política Subjetividades, emociones Lesbianismo Ciudadanía sexual y democracia la espiritualidad El papel de las religiones en el sistema patriarcal Teología feminista
Yolanda Aguilar
yolandaagu@gmail.com Cinthia Méndez
cindu13@gmail.com Betty Carrera bcarrera@cedepca.org

DIMENSION DE ORGANIZACIÓN SOCIAL, POLITICA Y DE PARTICIPACION
Ejes Mesas temáticas propuestas
Movimientos de mujeres y Feminismos Historia y desarrollo de los movimientos de mujeres y feministas Sujetos políticos Discursos y Agendas políticas
Paula Del Cid
paulairene.luzalfondo@gmail.com
Feminismos descoloniales y poscoloniales: otras epistemologías

Feminismos indígenas. Feminismos afrodescendientes. Mujeres indígenas y afrodescendientes en diálogo con el feminismo. Relaciones de poder entre mujeres en contextos trazados por condiciones de diversidad, diferencia y desigualdad etnicas/raciales
Aura Cumes
aecumess@yahoo.com

Ciudadanía y Participación Política Ciudadanía y ejercicio de derechos participación política en diversos espacios Relaciones con el Estado Las mujeres en el Estado Institucionalidad estatal a favor de las mujeres Políticas públicas
Carmen López
cacereslo@gmail.com
Ortencia Simón
Ligia Blanco
ligiablanc@hotmail.com

Salud Integral Derechos sexuales y reproductivos Salud mental y emocional Medicinas alternativas
Patricia Cortez
patricia.cortezb@gmail.com

Derechos de las Humanas Acciones políticas por los derechos de las humanas Leyes e instituciones
Jeannette Asencio
jeannetteesmeralda30@gmail.com

Políticas de control del patriarcado Teorías y conceptos para explicar las violencias contra las mujeres Violencia y feminicidio Violencia sexual
Walda Barrios
waldabarriosklee@yahoo.com

DIMENSION ORGANIZACIÓN ECONOMICA Y MEDIO AMBIENTE

Ejes Mesas temáticas propuestas
Economía, trabajo y desarrollo Crítica feminista a los paradigmas del desarrollo y de la economía Globalización y crisis: impactos en las vidas de las mujeres. Pobreza Soberanía alimentaria Trabajo Migraciones Tierra y territorios Derechos económicos
Mónica Mendizábal
mendizabal.monica@gmail.com

Recursos naturales, cambio Ecofeminismo Cambio climático
Maite Rodríguez
fungua@itelgua.com

Participantes:
Están convocadas a participar docentes, investigadoras, estudiantes, integrantes de movimientos sociales, de mujeres y feministas, trabajadoras de organizaciones sociales y de mujeres, funcionarias estatales y toda persona interesada en los estudios de género feminismo.

Requisitos de participación:
Realizar la pre-inscripción (boleta adjunta) y remitirla antes del 31 de marzo a generoyfeminismos.flacso@gmail.com con copia a wbarrios@flacso.edu.gt y anamonzon@flacso.edu.gt
Pagar cuota de participación.
Cuotas:
Ponentes y profesionales participantes Q.200.00 ($25.00)
Estudiantes Q.150.00 ($20.00)
Ponencias:
Para que un trabajo sea considerado elegible deberá contar con los siguientes requisitos: Ubicarse en cualquiera de los ejes temáticos del Encuentro Un resumen comprensivo de los contenidos que no exceda de las 300 palabras y cinco palabras clave que expresen el tema de la ponencia. Archivo digital en Word 2003 o versión más actualizada, en Times New Roman 12, a espacio y medio. El número de páginas no debe ser mayor de 15. El trabajo debe garantizar la calidad del estilo y lenguaje. Nombre completo, país, institución, grado académico, y en el caso de estudiantes carrera y nivel de estudios. correo electrónico
Fechas clave:
Recepción de resúmenes
o Del 1 de febrero al 1 de marzo 2011
Recepción de ponencias
o 1 de abril 2011

Las ponencias se presentarán en mesas temáticas. Hasta un máximo de 6 ponencias por mesa. 20 minutos para cada expositora.
PRESENTACION DE LIBROS Indicar nombre de la/s autora/as Datos bibliográficos del libro Eje temático en el que se inscribe
Fecha para recepción de solicitudes: 1 de abril 2011
PRESENTACION DE AUDIOVISUALES
Indicar nombre de la/s autora/s Datos del material a presentar (género, duración) Requerimientos técnicos para la presentación Eje temático en el que se inscribe
Fecha para recepción de solicitudes: 1 de abril 2011
Para mayor información escribir a generoyfeminismos.flacso@gmail.com, anamonzon@flacso.edu.gt, wbarrios@flacso.edu.gt

CONVOCAN
Programa de Género y Feminismo, FLACSO-Guatemala * Fundación Guatemala* Instituto Universitario de la Mujer de la Universidad de San Carlos de Guatemala* La Cuerda * Ediciones Del Pensativo * Voces de Mujeres * Comisión Universitaria de la Mujer-USAC * Convergencia Cívico Política de Mujeres * Secretaría Presidencial de la Mujer-SEPREM * Seminario de Literatura Feminista y Colectiva de Mujeres en las Artes * Asociación de Mujeres para Estudios Feministas * Red Mujeres al Aire * Action Aid * Núcleo Mujeres y Teología * CEDEPCA

Guatemala, enero 2011

Publicado por Feministas En Resistencia Honduras

Las causas del aumento de precios y de la crisis alimentaria en el mundo

En las últimas semanas han circulado diversos artículos y comentarios sobre la crisis del aumento de los precios de alimentos. La mayoría de los análisis son buenos. Aunque algunos quedan atrapados en la visión economicista de la oferta y demanda.  O de algún problema de sequía o inundación en algún país, que de hecho no son la causa del aumento de precios de los alimentos.
 
Dentro del MST y de la Vía Campesina hemos producido buenos análisis, y no está demás reforzarlos. Por eso estamos compartiendo con Uds. nuestra opinión, como una especie de resumen sobre las causas del incremento de precios de los alimentos y de la crisis alimentaria que afecta a millones de seres humanos, más allá de los mil millones de hambrientos que ya pasan hambre todos los días, según la FAO.
 
1.- El control oligopólico que unas pocas empresas tienen del comercio agrícola mundial, de los principales productos, como: soya, maíz, arroz, trigo, leche y carnes; pues ellas imponen un precio, independientemente del costo real de producción.
 
2.- La especulación de grandes inversores en las bolsas de mercancías agrícolas ha convertido a los alimentos en meros papeles de negocios. Se comenta en los periódicos que ya están vendidas en las bolsas las próximas siete cosechas de soya del mundo. Éstas ya tienen dueño, como títulos de ventas.
 
3.- La especulación financiera: muchos bancos invierten sus capitales volátiles en mercancías agrícolas, para protegerse de la crisis general.
 
4.- La producción agrícola de agrocombustibles, que tiene sus precios basados en el petróleo, termina empujando la tasa medía de ganancia en la agricultura hacia arriba. Y así, debido al elevado precio del etanol, suben todos los productos agrícolas.
 
5.- El elevado costo de transformar millones de toneladas de cereales en proteína animal. O sea, las élites demandan cada vez más carnes, y por eso parte de la producción de vegetales, que podría ser consumida por la población, va para los animales y, por tanto, acaba incidiendo en el aumento del precio de las carnes.
 
6.- Las privatizaciones de los servicios públicos para la agricultura, que los transfieren al control de las empresas transnacionales, también repercuten en el incremento de costos en el precio final.
 
7.- Las legislaciones ambientales de sanidad y certificados de patentes, implementados en el periodo de los gobiernos neoliberales para favorecer el control oligopólico de algunas empresas sobre la mayoría de los productos que exigen transformación industrial, les da poder para imponer precios.
 
8- La regla general impuesta por la OMC (Organización Mundial del Comercio) a partir de 1994, que transformó los alimentos en meras mercancías, que deben ser reguladas sólo por el mercado. Y como el mercado es controlado por las grandes empresas transnacionales, eso tiene efecto directo en el precio.
 
9- La introducción de la propiedad privada de las semillas transgénicas impone una nueva matriz tecnológica con costos de producción mayores y en beneficio de las mismas empresas que controlan el comercio, las semillas y los insumos agrícolas.
 
10. Hay una corrida de los capitalistas en general y de las grandes empresas hacia el hemisferio sur, para apoderarse de los recursos naturales: tierras, agua, lagos, reservas de madera, etc. y con eso van expulsando a las poblaciones nativas y los campesinos en general, e imponiendo la regla general del capital sobre los alimentos.
 
11- En las últimas dos décadas con el proceso de internacionalización del capital y de las empresas capitalistas, los precios de los alimentos se internacionalizaron. Esto determina que los parámetros de producción y de los precios no son más el costo real de producción de alimentos en cada país, sino que se establece un precio medio mundial, controlado por las empresas, que excluye completamente otras formas de producción, locales, campesinas, etc.
 
Como se ve, la lucha por la soberanía alimentaria que los movimientos de la Vía Campesina en todo el mundo adoptaron como prioridad es más que correcta, es necesaria y urgente.  La soberanía alimentaria es la política de que cada pueblo, en su región, municipio y país, desarrolle condiciones para producir los alimentos que necesita para sobrevivir. Y que sólo exporte el excedente, y sólo importe lo que va más allá de su canasta básica en consonancia con sus hábitos alimenticios.
 
Además, todos los nutricionistas advierten que nuestra dieta alimentaria tiene que darse a partir de los alimentos producidos en los biomas donde vivimos. Eso es lo que garantiza energía saludable para la reproducción de todos los seres vivos, en su propio hábitat. Las empresas transnacionales están transformando el mundo en un único y gran supermercado, a base de soya y maíz.
 
Esperamos que las contradicciones que el movimiento del capital nos presenta cada día, nos ayude a conscientizar nuestra base y la sociedad en general, para los cambios necesarios, para un nuevo modelo de producción agrícola, en el Brasil y en el Mundo.
 
Esta es la tareita, por ahora!
 
Abrazos
 
Egidio Bruneto y Joao Pedro Stedile
Militantes del MST y de la Vía Campesina
(Traducción Minga Informativa de Movimientos Sociales)

OFRANEH
Organizacion Fraternal Negra Hondureña
Calle 19, #130.
La Ceiba, Atlantida,
Honduras
telefax: 504-4420618
email:garifuna@ofraneh.org/ ofraneh@yahoo.com
 
Saludos a la Asamblea Constituyente de Pueblos Indígenas y Negros de Honduras

Un saludo feminista y rebelde, desde el sur del mundo

Desde el sur del mundo, un saludo rebelde a la Asamblea Constituyente de Pueblos Indígenas y Negros de Honduras.
Desde el sur de las resistencias, nuestra alegría feminista, con raíz en el continente indonegroamericano, para quienes refundan la esperanza, con sus miradas nuevas  encendidas en el canto y la palabra de nuestros ancestros y ancestras.
Desde el sur de las pasiones, nuestro abrazo enamorado de su ejemplo.
Desde el sur regado con la sangre de nuestros caídos y caídas, nuestro deseo de regar la experiencia compartida y ver crecer las flores del tiempo nuestro, el de todos y todas.

A la Asamblea Constituyente de Pueblos Indígenas y Negros de Honduras: nuestro reconocimiento y agradecimiento por hacer con sus vidas el muro en el que los pueblos insurgentes escribimos NO PASARÁN.

NO PASARÁN los golpistas, ni sus títeres continuistas.
NO PASARÁN los Lobos, ni sus Facussés.
NO PASARÁN los oligarcas, ni los patriarcas.
NO PASARÁN los que olvidan, los que perdonan, los que repiten las voces del poder.

Compañeras y compañeros, a ustedes, primeros y primeras en las luchas por descolonizar nuestros territorios, nuestras culturas, nuestros cuerpos, nuestras vidas, nuestros sueños, toda la energía para el próximo encuentro

FEMINISTAS INCONVENIENTES DE ARGENTINA.
______________________________

Por este medio enviamos nuestro abrazo solidario a la Asamblea Constituyente de Pueblos Indìgenas y Negros de Honduras.

Movimiento Antinuclear del Chubut (MACH)-Red Nacional de Acciòn Ecologista de Argentina (RENACE)
_____________________________

La rebeldía, es el lugar de nuestro encuentro.

Saludamos la realización de la Asamblea Constituyente de los Pueblos indígenas y negros de Honduras.
La descolonización de nuestro continente, está hoy en la agenda urgente, si queremos abrir los espacios para la unidad latinoamericana, y frenar la destrucción de la naturaleza y de los pueblos. Esa batalla tiene su corazón en Honduras. En sus pueblos en resistencia contra el capitalismo, el patriarcado, el racismo y la dictadura.

La creación de poder popular, es el camino para hacer posible los sueños de libertad.

Equipo de Educación Popular Pañuelos en Rebeldía

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Gustavo Claros RADIO COOPERATIVA - Padova, Italia

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Johannes Soundso – saludos desde Chiapas, Mexico

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Comapeñeros y compañeras de la Honduras en Resistencia:

Les escribimos desde Costa Rica, desde un espacio de comunicación radiofónica crítica y alternativa llamado Radio 8 de Octubre. Ya en varias ocasiones le hemos dado seguimiento y cobertura a lo que ocurre en Honduras desde donde podemos y como podemos, pero siempre en solidaridad con el pueblo hondureño.

Saludos fraternos. Radio8deOctubre - Costa Rica

viernes 28 de enero de 2011

Tegucigalpa, M.D.C., 24 de Enero del 2011

Señora
María Antonieta Botto
Ministra
Instituto Nacional de la Mujer
Su Despacho

Estimada Señora Ministra:

Se me ha invitado por escrito y verbalmente para que asista al acto de reconocimiento a mujeres del Movimiento Feminista que hará esa institución el día martes 25 de Enero, fecha en que se conmemora el Día de la Mujer Hondureña, por el reconocimiento de los derechos políticos otorgados por el Estado hondureño en 1955, después de una larga lucha de las mujeres sufragistas que enfrentaban la oposición de los líderes caudillos hombres.

A este acto no asistiré por mis principios éticos y políticos feministas que he mantenido en mi pensamiento y prácticas políticas, resistiéndome tanto en lo público como en lo privado a todos los actos de discriminación, injusticia y violaciones a los derechos humanos de las mujeres donde el Estado hondureño y este gobierno han tenido responsabilidad.

El Golpe de Estado y el gobierno del señor Porfirio Lobo Sosa, con la participación plena del ejército y la policía nacional han cometido violaciones a los derechos humanos de las mujeres que se expresan en torturas, violaciones sexuales y asesinatos por su participación en acciones de incidencia política en contra del Golpe de estado. Ante las constantes denuncias que hemos realizado las organizaciones feministas y de derechos humanos no hemos tenido respuesta sobre los responsables de estos crímenes, por falta de interés y voluntad política de las instituciones responsables del Estado han quedado la mayoría de los casos en la impunidad,

El INAM como instancia del Estado para velar y proteger los derechos humanos de las mujeres, no ha cumplido a cabalidad su mandato constitucional, pues hasta la fecha las organizaciones de mujeres no se nos ha rendido cuentas de sus acciones tanto políticas y judiciales para vigilar, defender y monitorear los crímenes, asesinatos y violaciones contra las mujeres.

Página No.1/2

El día 25 de Enero lo celebraré en resistencia y el CEM-H junto con las organizaciones feministas haremos acciones de incidencia política para denunciar públicamente a nivel nacional e internacional las violaciones a los derechos humanos y un homenaje a las mujeres asesinadas que sus sueños son la fuerza que nos anima a seguir luchando por una sociedad y por un Estado justo, democrático y popular y no patriarcal, donde las mujeres podamos disfrutar de una vida sin ningún tipo de violencia.

Atentamente,

María Elena Mèndez
Presidenta Junta Directiva
CEM-H

Publicado por Feministas En Resistencia Honduras  

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La Televisión Cubana transmitirá "Peones del imperio": nuevas revelaciones de la serie las Razones de Cuba.

26 Febrero 2011 , Escrito por El polvorín Etiquetado en #Politica

Vea la saga en

http://razonesdecuba.cubadebate.cu/


 

Video promocional en:

 


 

 

 

El que quiera ver, que vea: la verdad detrás de la “oposición”

 





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Lic. Rosa Cristina Báez Valdés "La Polilla Cubana"
Moderadora Lista e-mail Cuba coraje
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¡JUNTOS PODEMOS  LOGRARLO! Libertad a los 5 ¡YA!

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