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El polvorín

“Carta de los 4 ríos” de las comunidades ribereñas e indígenas del Brasil

2 Febrero 2011 , Escrito por El polvorín Etiquetado en #Politica

Manifesto expressando a sua oposição aos projetos de geração hidrelétrica de energia nos rios Madeira, Xingú, Tapajós e Teles Pires.

Carta de los 4 ríos

Las comunidades ribereñas e indígenas, los movimientos sociales y los diversos sectores de la sociedad se reunieron en Itaituba los días 25, 26 y 27 de agosto 2010 para suscribir un manifiesto que expresa su oposición a los proyectos de energía hidroeléctrica en LOS CUATRO RÍOS, esto es, en los  ríos Madeira, Xingú, Tapajós y Teles Pires.

 

Reproducimos el contenido del manifiesto:

 

Carta de los 4 Ríos

 

Nosotros, los pueblos indígenas, los negros y los antiguos esclavos, las mujeres, hombres y  jóvenes de comunidades rurales y urbanas en la Amazonia brasileña, participantes de la Primera Reunión de los Pueblos y Comunidades afectadas y amenazadas por las Grandes Proyectos de Infraestructura, en las cuencas del Amazonas: Madeira , Tapajós, Xingu y Teles Pires, reunidos en Itaituba, al oeste de Pará, entre el 25 y el 27 de agosto de 2010, a través de esta carta denunciamos, dirigiendonos a todos aquellos que defienden la vida:

 

Históricamente en Brasil, todos los grandes proyectos de infraestructura siempre trajeron muerte y destrucción de los medios de vida de sus pueblos indígenas y de sus pueblos tradicionales, para beneficio de las grandes corporaciones. La construcción de represas como Tucuruí en Pará, Samuel en Rondonia, Estreito en Tocantins y Balbina en el Estado de Amazonas son un claro ejemplo de los males que este modelo de desarrollo produce.

 

Las amenazas que vienen sufriendo las poblaciones de los ríos Madeira, Tapajós, Xingu y Teles Pires también son motivos de nuestra preocupación, debido a los discursos de falso progreso, desarrollo, generación de empleo y mejor calidad de vida, vendidos por los gobiernos y los consorcios de empresas en una clara demostración de la utilización de la demagogia a costa de la información veraz, negada en todo proceso de concesión, licenciamiento y ejecución de proyectos, como ha venido sucediendo en el río Madeira, donde la construcción de plantas hidroeléctricas en Santo Antonio y Jirau ya expulsó a más 3,000 familias de sus tierras ribereñas, exponiéndolos a la delincuencia, la prostitución infantil, la trata y el abuso de drogas, las altas tasas de enfermedades de transmisión sexual y los asesinatos de los dirigentes que denunciaron la ocupación ilegal de tierras por grandes terratenientes. Estos son los grandes ” frutos “de este modelo de desarrollo.

 

Condenamos el autoritarismo que tanto gobiernos militares como civiles utilizan, uno tras otro, contra las personas vulnerables, condenamos el uso de la fuerza, la expulsión de la tierra, la criminalización de los movimientos sociales, la amenaza física de cooptación de líderes y la exclusión total de sus puntos de vista de la llamada concesión de licencias.

 

Condenamos la privatización de nuestros recursos naturales, causando la inseguridad y la degradación de los pueblos, las culturas y la sabiduría antigua, nuestros bosques, nuestros ríos y nuestras sociobiodiversidad.

 

Condenamos también las megaconstrucciones ya que sólo buscan la acumulación de capital, la concentración de la tierra y la concentración del poder político sobre nuestras vidas.

 

Defendemos:

Que la alianza de los Pueblos y Comunidades de la Pacha Mama, de la Pan-Amazonia se fortalezca con cada paso dado hacia la construcción de un nuevo mundo posible.

 

El “buen vivir” como principio de vida en oposición a la lógica de la acumulación, la competencia, el individualismo, la superexplotación de los trabajadores y de nuestros recursos naturales;

 

Un proyecto de integración de nuestros pueblos, con respecto a la socio-biodiversidad y nuestros modos tradicionales de producción que generan calidad de vida y seguridad alimentaria;

 

Queremos nuestros ríos vivos y libres, por lo que exigimos:

 

La suspensión inmediata y total de la construcción de represas en los ríos;

 

Que sean acatados los estudios de diversos expertos que proponen la repotenciación de las centrales hidroeléctricas más antigüas;

 

Inversiones Inmediatas  en la mejora de la calidad de las líneas de transmisión de energía;

 

Que el Plan Decenal de Expansión Energética aumente el porcentaje de inversiones en investigación e implementación de fuentes de energía verdaderamente limpias y renovables.

 

VIVA LA ALIANZA DE LOS PUEBLOS DE LOS RÍOS Y LOS BOSQUES!

Itaituba, PA, Pan Amazônia, 27 de agosto de 2010.

Assinam esta Carta:
Aliança Tapajós Vivo; Movimento Xingu Vivo para Sempre; Movimento Rio Madeira Vivo; Movimento Teles Pires Vivo; Movimento dos Atingidos por Barragens; Coordenação das Organizações Indígenas da Amazônia Brasileira; Fórum da Amazônia Oriental; Fórum da Amazônia Ocidental; Fórum Social Pan-Amazônico; Frente de Defesa da Amazônia; Comitê Metropolitano do Movimento Xingu Vivo para Sempre; Prelazia do Xingu; Instituto Universidade Popular; FASE-Amazônia; International Rivers; Associação Etno-Ambiental Kanindé; Instituto Madeira Vivo; Coordenação da União das Nações e Povos Indígenas de Rondônia, noroeste do Mato Grosso e sul do Amazonas; Rede Brasileira de Justiça Ambiental; União dos Estudantes de Ensino Superior de Santarém; Movimento em Defesa da Vida e Cultura do Rio Arapiuns; Terra de Direitos; Fundo Mundial para a Natureza; Fundo DEMA; Instituto Amazônia Solidária e Sustentável; Centro de Apoio Sócio Ambiental; Comitê Dorothy; Comissão Pastoral da Terra; Conselho Indigenista Missionário; Conselho Indígena Tapajós-Arapiuns; Grupo de Defesa da Amazônia; Federação das Associações dos Moradores e organizações Comunitários de Santarém, Federação das Organizações Quilombolas de Santarém;União de Entidades Comunitárias de Santarém; Sociedade Paraense de Direitos Humanos; Vivalt Internacional Brasil; Comissão Verbita Jupic – Justiça, Paz e Integridade da Criação; MMCC – Pará – Movimento de Mulheres do Campo e da Cidade do Pará; Fórum dos Movimentos Sociais da BR 163; MMTACC – Movimento de Mulheres de Altamira Campos e Cidade; Movimento de Mulheres do Campo e da Cidade Regional BR- 163 – Pará; Movimento de Mulheres do Campo e da Cidade – Regional Transamazônica Xingu; SOCALIFRA; Nova Cartografia Social da Amazônia; Grupo de Trabalho Amazônico Regional Transamazônico Xingu;Associação do Povo Indígena Juruna do Xingu – Km 17; Associação de Resistência Indígena Arara do Maia; Coordenação das Associações de Remanescentes de Quilombos do estado do Pará – MALUNGU; Sindicato dos Trabalhadores e Trabalhadoras Rurais de Santarém; Reserva Extrativista Tapajós-Arapiuns; Movimento Juruti em Ação; Fórum de Mulheres da Amazônia Paraense; Grupo de Mulheres Brasileiras; Articulação de Mulheres Brasileiras; Comissão em Defesa do Xingú; Associação dos Produtores Rurais da Volta Grande do Xingu; Aliança Francisclareana; Associação indígena Kerepo; Fórum dos Movimentos Sociais; Associação Indígena Pusurú; Conselho indígena Minduruku do Alto Tapajós; Associação Suíço-Brasileira Batista de Apoio na Amazônia (Missão Batista); Associação Indígena Pahyhy’p; . http://tapajoslivre.org/site/?p=102

out 062010

As comunidades ribeirinhas e indígenas, os movimentos sociais e diversos setores da sociedade reunidos em Itaituba nos dias 25, 26 e 27 de agosto de 2010 redigiram um manifesto expressando a sua oposição aos projetos de geração hidrelétrica de energia nos rios Madeira, Xingú, Tapajós e Teles Pires.

Reproducimos a seguir o conteúdo do manifesto:

Carta dos 4 Rios

Nós, povos indígenas, negros e quilombolas, mulheres, homens, jovens de comunidades rurais e urbanas da Amazônia brasileira, participantes do I Encontro dos Povos e Comunidades Atingidas e Ameaçadas por Grandes Projetos de Infra-Estrutura, nas bacias dos rios da Amazônia: Madeira, Tapajós, Teles Pires e Xingu, em Itaituba, oeste do Pará, entre os dias 25 e 27 de agosto de 2010, vimos através desta carta denunciar a todas as pessoas que defendem a Vida que:

Historicamente no Brasil todos os grandes projetos de infra-estrutura sempre trouxeram destruição e morte aos modos de vida dos seus povos originários e populações tradicionais em benefício de grandes grupos econômicos. A construção de hidrelétricas como a de Tucuruí, no Pará, Samuel em Rondônia, Estreito no Tocantins e Balbina no Amazonas são exemplos claros dos males que esse modelo de desenvolvimento produz.

As ameaças que vem sofrendo as populações dos rios Madeira, Tapajós, Teles Pires e Xingu também são motivos de nossas preocupações, ocasionadas pelos falsos discursos de progresso, desenvolvimento, geração de emprego e melhoria da qualidade de vida, vendidos pelos governos e consórcios das empresas em uma clara demonstração do uso da demagogia em detrimento da informação verdadeira, negada em todo o processo de licenciamento e implantação dos empreendimentos, a exemplo do que vem ocorrendo no rio Madeira, onde a construção dos complexos hidrelétricos de Santo Antonio e Jirau já expulsou mais de três mil famílias ribeirinhas de suas terras, expondo-as a marginalidade, prostituição infanto-juvenil, tráfico e consumo de drogas, altos índices de doenças sexualmente transmissíveis e assassinatos de lideranças que denunciam a grilagem de terra por grandes latifundiários, estes os “grandes frutos” desse modelo de desenvolvimento.

Condenamos o autoritarismo que seguidos governos militares e civis utilizaram e ainda utilizam contra as populações vulneráveis como o uso da força, expulsão da terra, da criminalização dos movimentos sociais, da ameaça física, da cooptação de lideranças e a completa exclusão das suas opiniões dos chamados processos de licenciamentos.

Condenamos a privatização de nossos recursos naturais, que provocam insegurança e degradação de povos, culturas e sabedorias milenares, das nossas florestas, dos nossos rios e da nossa sociobiodiversidade.

Condenamos também os grandes empreendimentos por significarem acúmulo de capital, concentração de terras e de poder político sobre nossas vidas.

Defendemos:
Que aliança dos Povos e Comunidades da Pacha Mama, da Pan-Amazônia se fortaleça a cada passo dado rumo à construção de um novo mundo possível.

O “bem viver” como princípio de vida em contra-ponto à lógica da acumulação, da competição, do individualismo, da superexploração dos trabalhadores e trabalhadoras e dos nossos recursos naturais;

Um projeto de integração de nossos povos, com respeito à sociobiodiversidade e aos nossos modos tradicionais de produção que geram qualidade de vida e segurança alimentar;

Queremos nossos Rios Vivos e Livres, por isso exigimos:

A suspensão total e imediata da construção de barragens em nossos rios;

Que sejam acatados os estudos de diversos especialistas que propõem a repotenciação das UHEs mais antigas;

Investimentos imediatos na melhoria da qualidade das linhas de transmissão de energia;

Que o Plano Decenal de Expansão Energética aumente a percentagem de investimentos em pesquisas e implementação de fontes de energias verdadeiramente limpas e renováveis.

VIVA A ALIANÇA DOS POVOS DOS RIOS E DAS FLORESTAS!

Itaituba, PA, Pan Amazônia, 27 de agosto de 2010.

Assinam esta Carta:
Aliança Tapajós Vivo; Movimento Xingu Vivo para Sempre; Movimento Rio Madeira Vivo; Movimento Teles Pires Vivo; Movimento dos Atingidos por Barragens; Coordenação das Organizações Indígenas da Amazônia Brasileira; Fórum da Amazônia Oriental; Fórum da Amazônia Ocidental; Fórum Social Pan-Amazônico; Frente de Defesa da Amazônia; Comitê Metropolitano do Movimento Xingu Vivo para Sempre; Prelazia do Xingu; Instituto Universidade Popular; FASE-Amazônia; International Rivers; Associação Etno-Ambiental Kanindé; Instituto Madeira Vivo; Coordenação da União das Nações e Povos Indígenas de Rondônia, noroeste do Mato Grosso e sul do Amazonas; Rede Brasileira de Justiça Ambiental; União dos Estudantes de Ensino Superior de Santarém; Movimento em Defesa da Vida e Cultura do Rio Arapiuns; Terra de Direitos; Fundo Mundial para a Natureza; Fundo DEMA; Instituto Amazônia Solidária e Sustentável; Centro de Apoio Sócio Ambiental; Comitê Dorothy; Comissão Pastoral da Terra; Conselho Indigenista Missionário; Conselho Indígena Tapajós-Arapiuns; Grupo de Defesa da Amazônia; Federação das Associações dos Moradores e organizações Comunitários de Santarém, Federação das Organizações Quilombolas de Santarém;União de Entidades Comunitárias de Santarém; Sociedade Paraense de Direitos Humanos; Vivalt Internacional Brasil; Comissão Verbita Jupic – Justiça, Paz e Integridade da Criação; MMCC – Pará – Movimento de Mulheres do Campo e da Cidade do Pará; Fórum dos Movimentos Sociais da BR 163; MMTACC – Movimento de Mulheres de Altamira Campos e Cidade; Movimento de Mulheres do Campo e da Cidade Regional BR- 163 – Pará; Movimento de Mulheres do Campo e da Cidade – Regional Transamazônica Xingu; SOCALIFRA; Nova Cartografia Social da Amazônia; Grupo de Trabalho Amazônico Regional Transamazônico Xingu;Associação do Povo Indígena Juruna do Xingu – Km 17; Associação de Resistência Indígena Arara do Maia; Coordenação das Associações de Remanescentes de Quilombos do estado do Pará – MALUNGU; Sindicato dos Trabalhadores e Trabalhadoras Rurais de Santarém; Reserva Extrativista Tapajós-Arapiuns; Movimento Juruti em Ação; Fórum de Mulheres da Amazônia Paraense; Grupo de Mulheres Brasileiras; Articulação de Mulheres Brasileiras; Comissão em Defesa do Xingú; Associação dos Produtores Rurais da Volta Grande do Xingu; Aliança Francisclareana; Associação indígena Kerepo; Fórum dos Movimentos Sociais; Associação Indígena Pusurú; Conselho indígena Minduruku do Alto Tapajós; Associação Suíço-Brasileira Batista de Apoio na Amazônia (Missão Batista); Associação Indígena Pahyhy’p; . http://tapajoslivre.org/site/?p=102

 

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