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El polvorín

Cáscara de plátano limpia el agua de metales pesados.

4 Enero 2011 , Escrito por El polvorín Etiquetado en #Politica

Cascas de banana contra a poluição da água por metais pesados.

Milena Boniolo utiliza cáscara de plátano, que tienen cargas positivas para atraer a los metales pesados mezclados con agua, que tienen cargas negativas. Recordemos que los opuestos se atraen según un principio químico fundamental, lo que hace posible limpiar el agua a través de un sencillo filtro natural.

La doctora en ciencias químicas Milena Boniolo, de la Universidad Federal de São Carlos, São Paulo, tuvo una idea brillante, se le ocurrió que la piel del plátano puede descontaminar el agua de metales pesados después de ver un reportaje sobre los residuos del plátano en Brasil.

En la cáscara de plátano hay un gran número de moléculas con carga negativa, las cuales pueden atraer los metales pesados y de carga positiva. Para ello, las cáscaras se colocan en bandejas y se secan al sol durante casi una semana. Este material es luego triturado y tamizado para que las partículas sea uniformes.

El resultado es un polvo fino que se añade al agua contaminada, unos 5 miligramos por cada 100 mililitros de agua. En el laboratorio, la tasa de descontaminación fue por lo menos de 65% cada vez que el agua pasó  por el proceso contó a el diario Folha del Brasil.

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Milena Boniolo contra a poluição da água por metais pesados 

 Qui, 03/12/2009 Milena Boniolo

Milena Boniolo

Um projeto revolucionário para acabar com a poluição de metais pesados nas águas. E sabe quem está por trás dele? Uma jovem paulistana de 27 anos que adora mexer em pipetas e tubos de ensaio. E sabe muito bem o que faz.

Tudo começou com o pai de Milena Boniolo. Ele não era químico, mas trabalhou durante muitos anos com reciclagem de papéis, o que incentivou a filha, desde pequena, a se interessar pelo meio-ambiente e a procurar soluções para não degradá-lo. “Na época do vestibular eu já tinha a ideia de desenvolver materiais ou procedimentos que auxiliassem na redução dos impactos ambientais que o homem causava, mas não tinha certeza de qual curso me colocaria neste caminho”, relembra. Felizmente, a “química” foi a escolha certeira da cientista.

 

Durante algum tempo, Milena passou por diversas experiências que a levaram a seguir o caminho que traça atualmente, a de pesquisadora. Mas o despertar da pesquisa sustentável que a jovem cientista desenvolve hoje começou bem cedinho. “No segundo ano da faculdade fiz estágio no Instituto de Pesquisas Energéticas e Nucleares e, nessa época, trabalhei em projetos que tinham como foco a descontaminação das águas. Mas eu trabalhava com tecnologias ainda caras e não via perspectiva de aplicação em médio prazo”, conta.

 

Depois de um ano, Milena foi tentar a sorte em outros lugares. Ela queria “conhecer como funcionava a química nas indústrias” e depois de suas tentativas fracassadas, voltou ao início. “Após duas tentativas, notei que o que me movia mesmo era a paixão pelos laboratórios. Nesta época retornei ao IPEN e tomei conhecimento de uma nova linha de pesquisa de Mitiko Yamaura, com bagaços de cana e fibras de coco, para remoção de poluentes”, conta Milena. “Me apaixonei pela linha de pesquisa!”, comenta empolgada.

 

E foi assim que ela começou a própria pesquisa para solucionar um dos maiores problemas enfrentados no País: a poluição das águas por metais pesados. A única coisa que faltava era tornar essa pesquisa sustentável. “Eu precisava buscar alguma fibra natural que fosse desperdiçada pela indústria, porque desta forma eu daria ao trabalho um aspecto de desenvolvimento sustentável, ou seja, usaria um material que é comumente descartado no lixo pelas indústrias do setor alimentício com uma finalidade nobre que é a de tratar os efluentes contaminados com metais como o urânio”, explica a cientista.

 

Pesquisando qual produto poderia ser utilizado, Milena encontrou a banana! E foi com essa fruta que pode concretizar o projeto. “Como um químico conhece teoricamente quais moléculas compõe as cascas das frutas, bastava testar se as moléculas negativas presentes nas cascas de bananas seriam suficientes para atrair os metais positivos presentes. E felizmente, neste caso, os opostos se atraem. Quem ganha? A água, que tem uma remoção mínima de 65%”, revela Milena.

Com tanto estudo e dedicação, rapidamente veio o reconhecimento. Em 2006, Milena ganhou o Prêmio Jovem Cientista por sua pesquisa com o uso de cascas de bananas para o tratamento de efluentes radioativos. As bananas são cortadas em pedaços pequenos, expostos ao sol e depois batidos e passados em peneiras. O pó obtido limpa íons de urânio, e outros metais pesados, da água. De quebra, o problema de desperdício e excesso de lixo orgânico também pode ser solucionado – de 20% a 40% das seis milhões de toneladas de banana produzidas por ano no país é desperdiçada.

 

E o reconhecimento não foi apenas por parte da ciência, mas também pela sociedade. Com a divulgação do projeto, Milena pode compartilhar seus conhecimentos com estudantes de diversas partes do Brasil. “O que me deixou muito contente foi saber que “inspirei” vários trabalhos. Recebi e-mails de mães de estudantes do ensino fundamental que gostariam de simular o projeto em feiras de ciências, alunos de cursos técnicos em química ou de graduação que testaram a hipótese das cascas de banana na remoção de outros metais”, conta animada. “O reconhecimento do trabalho foi gratificante”, conta.
Atualmente, Milena estuda a contaminação por medicamentos de uso humano e veterinário na Bacia Hidrográfica do Rio Jundiaí, São Paulo, onde a escassez de água vem sendo um empecilho à atividades econômicas. Esse tipo de contaminante não é monitorado pelos programas nacionais.

Por Tissiane Vicentin (MBPress)

 

http://vilamulher.terra.com.br/milena-boniolo-contra-a-poluicao-da-agua-por-metais-pesados-5-1-37-390.html

 

VIDEO:

 


 

 

 

 

 

 

            

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