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El polvorín

Mega-represa Belo Monte: Organizaciones socioambientales exigen al Banco do Brasil no cometer burradas

22 Septiembre 2010 , Escrito por El polvorín Etiquetado en #Politica

 
     
 
El 13 de septiembre, el Banco de Brasil, dijo, a través de su oficina de prensa, que no existe, hasta ahora, ninguna propuesta de financiación de la central hidroeléctrica de Belo Monte, bajo análisis, u operaciones financieras ya realizadas con el consorcio de construcción de la mega-represa.
 

 

Más de 100 organizaciones, de la sociedad civil brasileña e internacionales, enviaron una notificación extrajudicial al Banco do Brasil el lunes 20 de septiembre, exigiendo que el banco no financie la central hidroeléctrica de Belo Monte, en el río Xingu, en el Estado do Pará.

 

El documento plantea una serie de problemas socio-ambientales y de derechos humanos que la gigantesca represa de Belo Monte causará, tales como los impactos sobre la calidad del agua o la sequía que provocará en la región de la cuenca de Volta Grande do Xingu,  hogar de cientos de familias que dependen del río para sobrevivir. A ellos se suman los problemas judiciales de licenciamiento de la hidroeléctrica de Belo Monte, aún irresueltos.

 

Según Roland Widmer, coordinador de Eco-Finanzas de la organización “Amigos de la Tierra - Amazonia Brasileña”, el proyecto actual de la gran represa de Belo Monte violaría la constitución del Brasil, que reconoce los derechos de los indígenas a las tierras que ocupan, incluidas las utilizadas para sus actividades productivas.

 

"¿Quién financia Belo Monte se convertirá automáticamente en responsable solidario, por todos los daños ambientales que puedan ocurrir. [Si el daño se produjera,] los prestamistas se hacen responsables de todos los costos de los impactos sobre la fauna, la flora y pueblos de la región. Por otra parte, la reputación de los prestamistas sufriría daños importantes. Sería muy imprudente que una institución como el Banco de Brasil (BB) asuma tamaños riesgos. Por lo tanto, creo que el BB debería ponderar debidamente los riesgos en la toma de su decisión y NO financiar Belo Monte ", dijo Widmer.

 

El anuncio pone de relieve que el Banco de Brasil ha firmado compromisos voluntarios para el desarrollo sostenible y la preservación del medio ambiente, como el Protocolo Verde y los Principios de Ecuador (Princípios do Ecuador) , y la financiación de Belo Monte no cumple los criterios de ninguno de estos compromisos.

  

 

 

Además de “Amigos de la Tierra - Amazonia Brasileña”, adhirieron a la notificación organizaciones de como Greenpeace, Movimiento Xingu para Siempre, International Rivers, Instituto Socioambiental (ISA), Asociación de Defensa Etnoambiental Kanindé y BankTrack, entre más de 100 organizaciones y grupos.

  

 

Financiación del BB

 

El 10 de septiembre, un informe en el periódico Valor Econômico dijo que el Banco de Brasil, junto con el BNDES, serán los grandes financiadores de la mega-represa Belo Monte.

Según fuentes cercanas al consorcio que construirá la hidroeléctrica, el BNDES se había comprometido a financiar el 80% del trabajo total, pero las reglas del Acuerdo de Basilea no permiten pedir prestado directamente más de 14,500 millones de Reales. El Banco de Brasil se habría comprometido a completar los 20,000 millones de Reales necesarios para financiar Belo Monte, prestando los 5,500 millones de Reales faltantes.

El 13 de septiembre, el Banco de Brasil, dijo, a través de su oficina de prensa, que no existe, hasta ahora, ninguna propuesta de financiación de la central hidroeléctrica de Belo Monte, bajo análisis, u operaciones financieras ya realizadas con el consorcio de construcción de la mega-represa.

"Como un participante importante en las operaciones de inversión, el Banco de Brasil sigue con interés el proyecto y podrá evaluar futuras propuestas. Sin embargo, ninguna solicitud ha sido presentada al banco, no hay análisis técnico en trámite y no se ha tomado una decisión sobre la financiación de la compañía concesionaria ", dice la declaración emitida por el personal del banco.

 

 


 
 

Belo Monte: organizações enviam  extrajudicial ao Banco do Brasil


Mais de 100 organizações da sociedade civil brasileira e internacional enviaram uma notificação extrajudicial ao Banco do Brasil nesta segunda-feira (20), cobrando que o banco não financie a usina hidrelétrica de Belo Monte, no rio Xingu (PA).
 
 
O documento levanta os diversos problemas socioambientais e de direitos humanos que a usina de Belo Monte deve causar, como impactos na qualidade da água ou a seca que a usina causará na Volta Grande do Xingu, onde vivem centenas de famílias que dependem do rio para sobreviver, além de problemas no processo de licenciamento da usina.
Segundo Roland Widmer, coordenador de Eco-Finanças da organização Amigos da Terra - Amazônia Brasileira, o projeto atual de Belo Monte violaria a Constituição, que reconhece aos índios os direitos originários sobre as terras que ocupam, inclusive as utilizadas para suas atividades produtivas.
  
                         
  
"Quem financiar Belo Monte se tornará, automaticamente, responsável solidariamente por todos os danos ambientais que vierem a ocorrer.  [Se danos vierem a ocorrer,] os financiadores poderão ser responsabilizados por todos os custos decorrentes dos impactos sobre a fauna, flora e pessoas da região.  Além disso, a reputação dos financiadores sofrerá grandes danos.  Seria muito imprudente para uma instituição como o Banco do Brasil assumir tamanhos riscos.  Diante disso, quero acreditar que o BB pondere esses riscos devidamente na sua tomada de decisão e não financie Belo Monte", diz Widmer.
  
        
  
A notificação ressalta que o Banco do Brasil assinou compromissos voluntários pelo desenvolvimento sustentável e preservação ambiental, como o Protocolo Verde e os Princípios do Equador, e o financiamento de Belo Monte não respeitaria os critérios de nenhum desses compromissos.
Além da Amigos da Terra - Amazônia Brasileira, aderiram à notificação organizações como Greenpeace, Movimento Xingu Vivo para Sempre, International Rivers, Instituto Socioambiental (ISA), Associação de Defesa Etnoambiental Kanindé e BankTrack, entre as mais de 100 organizações e grupos.
Financiamento do BB
No dia 10 de setembro, uma reportagem publicada no jornal Valor Econômico afirmou que o Banco do Brasil seria, junto com o BNDES, o grande financiador de Belo Monte.
Segundo fontes ligadas ao consórcio que vai construir a usina, o BNDES havia se comprometido a financiar 80% do total da obra, mas pelas regras do Acordo de Basiléia não pode emprestar diretamente mais do que R$ 14,5 bilhões.  O Banco do Brasil teria se comprometido a completar os R$ 20 bilhões estimados para o financiamento da usina, emprestando R$ 5,5 bilhões.
 
           
 
No dia 13 de setembro, o Banco do Brasil afirmou, por sua assessoria de imprensa, que não existe, até o momento, qualquer proposta de financiamento da usina hidrelétrica de Belo Monte sob análise, ou operações já realizadas com o consórcio de construção da usina.
"Como participante de grandes operações de investimento, o Banco do Brasil acompanha com interesse o projeto, e pode eventualmente analisar futuras propostas.  Entretanto, nenhuma solicitação foi protocolada no banco, não existem análises técnicas em curso e nenhuma decisão foi tomada sobre financiamentos concedidos a empresa concessionária", diz a nota emitida pela assessoria do banco.
Veja também as notificações enviadas aos Fundos de Pensão e ao BNDES
 
Postado por Telma D. Monteiro

quarta-feira, 15 de setembro de 2010

 
Telma Monteiro -   Telma Monteiro, coordenadora de Energia e Infraestrutura Amazônia da Associação de Defesa Etnoambiental Kanindé, analisa o pedido das construtoras de ... telmadmonteiro.blogspot.com/ -
 
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Escribió para El Polvorin Blog Malcolm Allison
 

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