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El polvorín

Minería: bien privado, mal público!!!

23 Marzo 2011 , Escrito por El polvorín Etiquetado en #Politica

 

Mineração: Bem privado, mal público!

Queremos un medio ambiente digno de seres humanos y para toda la comunidad de vida. Para ello, tenemos que cambiar profundamente el modelo de minería en Brasil y en el extranjero y están dispuestos a iniciar ese cambio ahora, diciendo NO al modelo actual de minería y de consumismo. En estos días, se constató que el Estado de Brasil ha sido el principal promotor de esta furia voraz de producción y extracción de minerales en gran escala, que ha disminuido y contaminado el agua y dañado a la tierra, dejándola en carne viva.

 

 

Minería: bien privado, mal público!!!

22/03/2011 racismoambiental

Carta de la Reunión de Afectados y Afectadas por la Minería en la Cuenca del Río São Francisco

Nosotros, organizaciones y movimientos populares de los diversos rincones de las cuencas hidrográficas del Río São Francisco, Río Doce, Jequitinhonha y Rio Paraíba do Sul, nos hemos reunido del 19-22 marzo de 2011, en Ouro Preto, Minas Gerais, en el encuentro de los Afectados y Afectadas por la Minería de la Cuenca del Río São Francisco San Francisco. Dado el panorama actual de la degradación causada por la actividad minera y en medio de la omisión y el fracaso de nuestros gobernantes, hemos visto la necesidad de suscribir esta carta para defender el agua como un bien público fundamental para la vida humana y la biodiversidad y exigir el derecho de uso prioritario del agua por las comunidades.

En estos días, se constató que el Estado de Brasil ha sido el principal promotor de esta furia voraz de producción y extracción de minerales en gran escala, que ha disminuido y contaminado el agua y dañado a la tierra, dejándola en carne viva. Vimos los océanos de residuos, expuestos a la intemperie - "Cementerios de ecosistemas” - la prueba final del proceso degradante. Vimos mineroductos que consumen un volumen de agua suficiente para abastecer a una ciudad de 200.000 habitantes, pero cuyo uso está restringido al transporte de hierro. Pero hemos visto y oído, especialmente a las personas heridas en su alma, marcados en la carne, los enfermos, desplazados de sus tierras, amenazadas por los que se llama "crecimiento" o "desarrollo".

Más que un bien esencial para la vida, el agua para nosotros está dotada con los valores sociales, biológicos, ambientales, médicinales, culturales y religiosos, y se debe conservar para las generaciones actuales y futuras con los patrones de cantidad y calidad adecuados para su uso.

La minería es la actividad económica que genera mayor degradación de los recursos hídricos y estamos aquí para enfrentarla y decir no al modelo actual de exploración minera. Tierra, agua, territorio y personas no pueden reducirse a "reservas de minerales" o "propiedad". Antes que “Territorios Ferríferos” son “Territorios Acuíferos," lugar de vida!

Las concesiones hídricas, que fueron y son emitidas, agravan esta situación. La forma en que se concede el agua a las empresas mineras, ya sea para el uso en plantas industriales ya sea para el transporte del mineral hasta la represa de relaves, en realidad no considera el impacto en la calidad y cantidad de agua, ni la reducción de las aguas subterráneas y la contaminación de los manantiales y las fuentes de agua.

Para garantizar el bienestar público, los permisos y licencias de la esfera pública no puede limitarse a apariencias de cumplimiento de "la legalidad”, ya que hay muchas evidencias de las consecuencias negativas generadas por la explotación de minerales con poco criterio. Los ritos legales no sirven para nada si la razón principal de la formalidad - la seguridad del derecho colectivo - se pisotea en el nombre de los derechos privados.

Dada la urgencia y la seriedad que la preservación de nuestras aguas impone, resta preguntar: Agua o Minería: ¿qué quiere la sociedad?

Para nosotros, la respuesta es clara: la minería, en contra de lo que nuestras leyes dicen, no ha sido un servicio público. Es, sobre todo, un bien privado, con beneficios en pocas manos, al costo de gran sufrimiento de las poblaciones afectadas y suponen un mal público enorme.

La elaboración del Marco Regulatorio de Minería y del Plan Nacional de Minería no puede ser una colusión entre las empresas y el gobierno. La sociedad debe participar, intervenir y decidir en este debate.

 

Queremos un medio ambiente digno de seres humanos y para toda la comunidad de vida. Para ello, tenemos que cambiar profundamente el modelo de minería en Brasil y en el extranjero y están dispuestos a iniciar ese cambio ahora, diciendo NO al modelo actual de minería y de consumismo.

Firmado por las organizaciones, asociaciones y organizaciones : Associação Casa de Eva Barranco da Esperança e Vida de Porteirinha/MG, Assembléia Popular de Sergipe, Comissão Pastoral da Terra –BA/MG, Coordenação Regional Quilombola do Oeste da Bahia, Cáritas Brasileira Nordeste 3, Comissão Paroquial de Meio Ambiente de Caetité/BA, Centro de Agroecologia do Semi-árido/Guanambi (BA), Movimento pelas Serras e Águas de Minas (MOVSAM), Sindicatos dos Trabalhadores Rurais (STRs) de Remanso, Pindaí, Campo Formoso, Bom Jesus da Lapa, na Bahia, e de Porteirinha, Riacho dos Machados, Simonésia, Espera Feliz, em Minas Gerais, Movimento dos Trabalhadores Assentados, Acampados e Quilombolas da Bahia – CETA, Paróquia de Santo Antonio de Salinas/ Fruta de Leite, Pastoral da Criança de Riacho dos Machados, Movimento de Mulheres Camponesas de Sergipe – MMC/SE.

 

 

 

 

 

Mineração: Bem privado, mal público!

 
Por racismoambiental, 22/03/2011 17:55

Carta do Encontro dos Atingidos e Atingidas pela Mineração na Bacia Hidrográfica do Rio São Francisco

 

Nós, organizações e movimentos populares vindos de vários cantos das Bacias Hidrográficas do Rio São Francisco, Rio Doce, Rio Jequitinhonha e Paraíba do Sul, nos reunimos nos dias 19 a 22 de março de 2011, em Ouro Preto, Minas Gerais, no Encontro dos Atingidos e Atingidas pela Mineração na Bacia do Rio São Francisco. Diante do quadro atual da degradação causada pela atividade de mineração e em meio à omissão dos nossos governantes, vimos por essa carta defender a água como bem público fundamental à vida humana e à biodiversidade e exigir o direito ao uso prioritário das águas pelas comunidades.

 

 

Nesses dias, pudemos constatar que o Estado tem sido o principal promotor dessa sanha voraz de produção e extração de minérios em grande escala, que tem diminuído e contaminado a nossa água e machucado a Terra, deixando-a em carne viva. Vimos oceanos de rejeitos, expostos a céu aberto – “cemitérios de ecossistemas” – prova dos nove do processo degradante. Vimos minerodutos que consumirão um volume de água suficiente para abastecer uma cidade de 200 mil habitantes, mas cujo uso está restrito ao transporte de ferro. Mas, vimos e ouvimos, sobretudo, pessoas machucadas em sua alma, marcadas na carne, adoecidas, expulsas de suas terras, ameaçadas pelo que os poucos interessados chamam simplesmente de “crescimento”, como o novo nome do “desenvolvimento”.

 

 

Mais que bem indispensável à vida, a água para nós é dotada de valores sociais, biológicos, ambientais, medicinais, culturais e religiosos, e deve ser assegurada à atual e às futuras gerações com padrões de quantidade e qualidade adequados aos respectivos usos.

 

 

A Mineração é a atividade econômica que mais gera degradações aos recursos hídricos e estamos aqui para enfrentar e dizer não a este modelo atual de exploração minerária. Terra, água, territórios e pessoas não podem ser reduzidos a “reserva mineral” ou “jazida”. Territórios “ferríferos” antes são territórios “aqüíferos”, lugar da vida!

 

As outorgas, que foram e estão sendo concedidas, poderão ser mais um elemento a agravar esta realidade. A maneira como estão sendo concedidas para os empreendimentos de mineração, seja para utilização de água na planta industrial e no transporte do minério, seja para barragem de rejeitos, não considera efetivamente os impactos sobre a qualidade e a quantidade das águas, por exemplo, o rebaixamento do lençol freático e a poluição dos mananciais.

 

 

Para garantia do bem estar público, autorizações e licenciamentos da esfera pública não podem se restringir a juízos cobertos apenas pela aparência de cumprimento de “legalidade”, já que não faltam evidências das conseqüências negativas geradas pela exploração pouco criteriosa dos minérios. Ritos legais são inócuos se a razão maior da formalidade – a seguridade do direito coletivo – é jogada por terra em nome de direitos privados.

 

 

Diante da urgência e da gravidade que a preservação de nossas águas impõe, resta-nos perguntar – Água ou Mineração: o que a sociedade quer?

 

Para nós, a resposta está clara: a mineração, ao contrário do que dizem as nossas leis, não tem sido de utilidade pública. É, antes de tudo, um bem privado, com lucros na mão de poucos, a custo de um grande sofrimento das populações atingidas e que acarreta um enorme mal público.

 

 

O processo de elaboração do Marco Regulatório da Mineração e do Plano Nacional de Mineração não pode ser um conluio entre empresários e governantes. A sociedade é convocada a se interessar, interferir e determinar este debate.

 

 

Nós queremos um ambiente digno para o ser humano e para toda a comunidade da vida. Para tal, teremos que mudar profundamente o modo como se processa o modelo de mineração no Brasil e no mundo e estamos dispostos a iniciar essa mudança desde já, dizendo não a esse atual modelo de mineração e de consumismo.

 

 

Assinam as organizações, associações e entidades: Associação Casa de Eva Barranco da Esperança e Vida de Porteirinha/MG, Assembléia Popular de Sergipe, Comissão Pastoral da Terra –BA/MG, Coordenação Regional Quilombola do Oeste da Bahia, Cáritas Brasileira Nordeste 3, Comissão Paroquial de Meio Ambiente de Caetité/BA, Centro de Agroecologia do Semi-árido/Guanambi (BA), Movimento pelas Serras e Águas de Minas (MOVSAM), Sindicatos dos Trabalhadores Rurais (STRs) de Remanso, Pindaí, Campo Formoso, Bom Jesus da Lapa, na Bahia, e de Porteirinha, Riacho dos Machados, Simonésia, Espera Feliz, em Minas Gerais, Movimento dos Trabalhadores Assentados, Acampados e Quilombolas da Bahia – CETA, Paróquia de Santo Antonio de Salinas/ Fruta de Leite, Pastoral da Criança de Riacho dos Machados, Movimento de Mulheres Camponesas de Sergipe – MMC/SE.

 

- Traducción Malcolm Allison

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