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El polvorín

¿Modelito a imitar?: Brasil es el segundo país más injusto y desigual del planeta

10 Abril 2011 , Escrito por El polvorín Etiquetado en #Politica

 
 

O Brasil é um País muito rico, mas é um País desigual e injusto, com um mar de pobres e miseráveis que cercam ilhas de acumulação, luxuria e esbanjamento.

 

 La desigualdad es la única cuestión que permanece estable a lo largo de la historia de Brasil. Esta situación es el resultado de la intensa falta de equidad en la distribución del ingreso y las oportunidades de inclusión social y económica.

 

Brasil es el vice-campeón mundial de la concentración del ingreso, sólo precedido por Sierra Leona, un país africano.

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El Brasil sigue siendo un país desigual.

Autor: Faustino Jussara

Brasil no es un país pobre. Es un país muy rico. Rico por la producción y por su propia naturaleza. Pero un país desigual e injusto, con un mar de pobres y miserables que cercan islas de acumulación lujuria y despilfarro. La desigualdad es la única cuestión que permanece estable a lo largo de la historia de Brasil. Esta situación es el resultado de la intensa falta de equidad en la distribución del ingreso y las oportunidades de inclusión social y económica. No es suficiente sólo con insistir en el crecimiento económico para erradicar el hambre. La lucha contra el hambre y la pobreza es una exigencia ética. Se necesitan medidas de aplicación eficiente y efectiva de políticas para generar una mayor igualdad en el acceso a la alimentación y la plena ciudadanía.

Brasil es el vice-campeón mundial de la concentración del ingreso, sólo precedido por Sierra Leona, un país africano. Calcular el número de personas sujetas al hambre en Brasil es un problema muy complejo. No hay consenso sobre el tamaño de la población afectada. Todo depende de las medidas y los criterios utilizados para definir quienes integran el grupo de los menos favorecidos.

 El último estudio integral sobre el acceso de la población a alimentos y otros bienes de consumo fue la Encuesta Nacional de Presupuestos Familiares (ENDEF) en 1974/75. A partir de sus datos, fue posible evaluar que el 42% de los hogares de Brasil (8 millones de hogares), o aproximadamente el 50% de la población de la época, lo que equivale a 46,5 millones de personas, consumía menos calorías de lo necesario.

   Varias investigaciones se llevaron a cabo sobre la base de indicadores de la renta – una forma indirecta de inferir a los necesitados. El supuesto en estos casos es que el déficit de ingresos es el principal factor que lleva a la gente a no comer alimentos en cantidad adecuada. Así, hemos creado una línea de pobreza por debajo de la cual los ingresos serían insuficientes para satisfacer las necesidades básicas – en especial la alimentación – y calculamos el número de personas debajo de ella.  

   Por supuesto, incluso con un ingreso inferior a sus necesidades de consumo, las personas consiguen alimentarse. Hay, en las grandes ciudades, una inmensa cantidad de indigentes, que aunque no tienen como comprar alimentos, consiguen comer gracias a la caridad de los demás. Sin embargo, estas personas viven en situación de riesgo, porque no se alimentan con regularidad, y lo más importante, no se alimentan de una manera digna.

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O BRASIL AINDA É UM PAÍS DESIGUAL.

Autoria: Jussara Faustino

O Brasil não é um País pobre. É sim um País muito rico. Rico pela produção e pela própria natureza. Mas é um País desigual e injusto, com um mar de pobres e miseráveis que cercam ilhas de acumulação, luxuria e esbanjamento. A desigualdade é a única questão que se mantém estável ao longo da história brasileira. Essa realidade resulta da intensa falta de eqüidade na distribuição da renda e nas oportunidades da inclusão social e econômica. Não é suficiente insistir, apenas, no crescimento econômico para erradicar a fome. O combate à fome e à pobreza é uma exigência ética. São necessárias medidas eficientes e eficazes na aplicação de políticas para a geração de maior igualdade no acesso aos alimentos e para a cidadania plena.

O Brasil é o vice-campeão mundial de concentração de renda, só perdemos para Serra Leoa, um país africano. Calcular a quantidade de pessoas sujeitas à fome no Brasil é um problema bastante complicado. Não há consenso sobre o tamanho da população atingida. Tudo depende das medidas e critérios utilizados para definir quem compõe esse contingente.

O último levantamento abrangente e de qualidade sobre o acesso da população a alimentos e outros bens de consumo foi o Estudo Nacional da Despesa Familiar (ENDEF), de 1974/75. A partir de seus dados, foi possível avaliar que 42% das famílias brasileiras (8 milhões de famílias), ou cerca de 50% da população da época, equivalente a 46,5 milhões de pessoas, consumiam menos calorias que o necessário.

Diversas pesquisas foram realizadas com base em indicadores de renda – uma forma indireta de se inferir a população carente. O pressuposto, nesses casos, é que a insuficiência de renda constitui o principal fator que leva as pessoas a não ingerir alimentos na quantidade adequada. Assim, define-se uma linha de pobreza abaixo da qual a renda seria inadequada para suprir as necessidades básicas – entre as quais a alimentação -, e calcula-se o número de pessoas abaixo dela.

Evidentemente, mesmo com renda inferior às suas necessidades de consumo, as pessoas conseguem se alimentar. Observa-se, nas grandes cidades, uma imensa quantidade de indigentes que, embora não tenham condições financeiras para comprar comida, conseguem se alimentar graças à caridade dos demais. Todavia, verifica-se que esses indivíduos vivem uma situação de risco, pois não se alimentam regularmente e, mais importante, não se alimentam de forma digna.

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ONU: Brasil é o mais desigual da América Latina

 

26 de março de 2010 – Relatório divulgado nesta quinta-feira (25) pelo Programa de Assentamentos Humanos da ONU (ONU-Habitat) no Rio de Janeiro mostra que o Brasil é o país mais desigual da América Latina, onde os 10% mais ricos concentram 50,6% da renda.

Na outra ponta, os 10% mais pobres ficam com apenas 0,8% da riqueza brasileira. O problema da má distribuição de renda afeta a América Latina como um todo.

Segundo o documento, divulgado durante o quinto Fórum Urbano Mundial da ONU, os 20% latino-americanos mais ricos concentram 56,9% da riqueza da região.

Os 20% mais pobres, por sua vez, recebem apenas 3,5% da renda, o que faz da América Latina a região mais desigual do mundo.

“O país com menor desigualdade de renda na América Latina é mais desigual do que qualquer país da Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico (OCDE) e inclusive do que qualquer país do Leste Europeu”, diz o relatório.

O México é o segundo país mais desigual da América Latina, já que os 10% mais ricos da população recebem 42,2% da renda, enquanto os 10% mais pobres ficam com apenas 1,3%.

Na Argentina, em terceiro lugar, 41,7% da renda está concentrada nas mãos dos 10% mais ricos, enquanto os 10% mais pobres têm apenas 1,1%.

A Venezuela é o quarto país mais desigual da região, já que os 10% mais ricos têm 36,8% da renda e os 30% mais ricos controlam 65,1% dos recursos, enquanto os 10% mais pobres sobrevivem com apenas 0,9% da riqueza.

No caso da Colômbia, 49,1% da renda do país vai parar no bolso dos 10% mais ricos, contra 0,9% que fica do lado dos mais pobres.

A Colômbia tem uma das maiores taxas de desigualdade da América Latina e a Venezuela se destaca por ser a única a reduzir os índices entre as nações de rendimento médio.

No Chile, 42,5% da renda local está concentrada nas mãos dos 10% mais ricos, enquanto 1,5% dos recursos vai para os mais pobres.

Os países menos desiguais da região são Nicarágua, Panamá e Paraguai. Mesmo assim, nos três, a disparidade entre ricos e pobres continuam abismais, já que os 10% mais ricos consomem mais de 40% dos recursos.

Também segundo este relatório, a urbanização não contribuiu para diminuir a pobreza na América Latina, já que o número de pessoas na miséria aumentou muito nas últimas décadas.

Em 1970, havia 41 milhões de pobres nas cidades da região, 25% da população da época. Em 2007, os pobres em áreas urbanas eram 127 milhões, 29% da população urbana.

No entanto, o ONU-Habitat alertou no relatório que “é nas cidades menores e, certamente, nas áreas rurais da América Latina, onde a população é mais pobre”.

Assim, a pobreza rural no Brasil alcança 50,1% da população; na Colômbia, 50,5%; no México, 40,1%; e no Peru, 69,3%. A grande exceção é o Chile, com um índice de pobreza rural de 12,3%, número inferior inclusive ao das zonas urbanas.

Concentração urbana

Segundo o relatório da ONU-Habitat, a América Latina tem 471 milhões de pessoas vivendo em cidades, ou seja, 79% do total de sua população, o que a coloca como a região mais urbanizada do planeta. Em 1950, a proporção da população urbana era de apenas 41%.

Segundo o estudo, o processo de urbanização da América Latina pode ser considerado exitoso, já que trouxe riqueza, aumento da expectativa de vida e acesso a serviços públicos básicos para muitas pessoas. De acordo com a ONU-Habitat, é nas cidades que se concentra a maior parte da riqueza.

Mas, por outro lado, o processo de urbanização latino-americano também se deu de forma muito desigual, isto é, com grandes diferenças entre ricos e pobres. A América Latina é considerada, pelo estudo, a mais desigual do mundo e tem cerca de um quarto da população de suas cidades vivendo em favelas ou assentamentos precários.

“A América Latina é, em geral, muito desigual. E isso tem criado muitos problemas dentro das cidades, com informalidade na moradia e no emprego”, afirma Alan Gilbert, um dos autores do estudo.

Segundo a coordenadora do escritório da ONU-Habitat para a América Latina, Cecília Martinez, o estudo também traz algumas recomendações aos governos, como revitalizar áreas degradadas para aproveitar melhor os espaços da cidades, evitar o crescimento desordenado nas periferias e trabalhar a questão da sustentabilidade ambiental desses espaços.

“As cidades podem ser muito positivas e elas têm solução. Isso depende muito das decisões políticas que os prefeitos e governadores tomem sobre suas próprias regiões e próprias cidades. Em dez anos, se pode melhorar ou piorar muito as cidades”, disse Martínez.

Cidades mais desiguais

As cidades de Goiânia, Fortaleza e Belo Horizonte figuram entre aquelas com maior desigualdade de renda do mundo. Segundo dados divulgados pela ONU-Habitat há uma semana.

Segundo a agência, esses municípios brasileiros só ficam atrás das cidades sul-africanas, e de Lagos, na Nigéria.

Segundo a ONU, as três cidades brasileiras apresentaram um índice Gini (que mede a desigualdade) igual ou superior a 0,61, em uma escala de zero a 1,00, em que os números mais altos mostram maior desigualdade. As nove cidades sul-africanas pesquisadas apresentaram índices entre de 0,67 e 0,75. Já Lagos tem índice de 0,64. Brasília também é destacada na pesquisa com um alto índice (0,60).

O estudo também cita as diferenças de oportunidades entre moradores de favelas e aqueles que residem em outras áreas dentro das cidades brasileiras.

De acordo com a ONU, a chance de uma pessoa ter desnutrição em uma favela brasileira é 2,5 vezes maior do que no resto da cidade, enquanto que a diferença média no mundo é de duas vezes.

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