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El polvorín

Para que la energía y las represas dejen de ser sinónimo de violaciones de derechos humanos en Brasil.

30 Marzo 2011 , Escrito por El polvorín Etiquetado en #Politica

Que energia e barragens deixem de ser sinônimos de violações de direitos humanos em Brasil.

 

 

 

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LA CAJA NEGRA DE LA ENERGÍA

 

El reciente debate sobre la construcción de represas hidroeléctricas en la Amazonía comenzó a levantar la cortina de silencio que ha mantenido a la opinión pública ignorante sobre las causas y consecuencias de la política del sector eléctrico. Comienzan a flotar dudas acerca de la opción de inaugurada por la represa Tucuruí dentro del régimen militar, por el nada transparente ministro de Minas y Energía Shigeaki Ueki, quien comenzó a hacer de la Amazonia una fuente de energía para las industrias electro-intensivas (de bauxita/aluminio, especialmente). Será en realidad la energía hidroeléctrica, como dicen los heraldos del modelo eléctrico brasileño, una energía limpia y barata? Necesitamos mucha más información y debate, como acaban de señalar Miriam Leitão (O Globo) y Washington Novaes (“Estado de S. Paulo”). Incluso porque, como advirtió el fiscal del Estado de Pará, Felicio Pontes Jr., “El sector de la energía en el país es una de las mayores cajas negras de gobierno” (O Globo, 8/1/2011).

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Artículo de Carlos Vainer – 14.03.2011  - Jornal O Globo  http://www.mabnacional.org.br/noticias/140311_energia.html

 

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La inundación de 5,300 km2 de bosques en los próximos diez años, la transformación de nuestros ríos en escaleras de lagos artificiales, la extinción de especies de río con alto valor nutricional y enorme potencial económico, todo esto implica altos costos, a menudo costos incalculables. Los desastres ambientales, sin embargo, son probablemente pequeños en comparación con los desastres sociales que impactan a las personas afectadas. Se estima que alrededor de un millón de personas fueron desplazadas por las represas en el Brasil. En los últimos 50 años, sufrieron la destrucción de sus aldeas, pueblos, cementerios e iglesias. Los cultivos y el ganado fueron inviables. Las reparaciones se casi siempre fueron insuficientes para reiniciar sus vidas – muchas veces no recibieron nada. Y un capítulo aparte merece la dramática situación que han sufrido los grupos indígenas, cuyo territorio, medios y formas de vida se sacrifican en el altar de “desarrollo” que no les reservado nada a ellos.

 

Nueva información está disponible al público gracias al Consejo para la Defensa de los Derechos Humanos, vinculada a la Secretaría de Derechos Humanos de la Presidencia, que ve de aprobar el informe de la Comisión Especial que examina las denuncias de violaciones de derechos humanos en la planificación, implementación y operación de las represas.

Los resultados de los informe son graves: “Los estudios de caso mostraron que el patrón actual de construcción de represas ha propiciado graves violaciones recurrentes de los derechos humanos, cuyas consecuencias en última instancia, acentúan las desigualdades sociales ya graves de por sí, lo que desemboca en situaciones de miseria y desintegración social, familiar e individual. ”

 

Es larga y variada lista de los derechos violados por los contratistas, las empresas energéticas públicas y privadas y las agencias gubernamentales: el derecho a la información y la participación, la libertad de reunión, asociación y expresión, derecho al trabajo, derecho a una vivienda adecuada, derecho a la educación; derecho a un medio ambiente sano y a la salud, derecho a una compensación completa por pérdidas, derecho a sus modos de vida tradicionales, así como al acceso y la preservación de los bienes culturales, tanto tangibles como intangibles. Las poblaciones indígenas, ancianos, mujeres cabeza de familia y los niños son los que pagan el precio más alto.

 

El CDDPH (Conselho de Defesa dos Direitos da Pessoa Humana) va más allá del diagnóstico y alinea casi un centenar de recomendaciones para reparar la enorme deuda social contraída con las personas afectadas y evitar violaciones en el futuro. Una de estas recomendaciones ha sido adoptado, con la creación del registro para identificar las calificaciones socioeconómicas en un catastro, y un registro público de la población afectada por las obras de generación de energía hidroeléctrica (Decreto-Ley N º 7.342, 26/10/2010). Todavía es poco, pero el informe y el decreto son pasos en la dirección correcta.

 

Ahora hay que exigir del sector eléctrico, a la Aneel, al MME y el MMA, que las nuevas represas, el nuevo Plan Decenal de Energía y el Plan Energético Nacional, incorporen las recomendaciones de CDDPH. Y que la energía y las represas dejen de ser sinónimo de violaciones de derechos humanos.

 

Carlos Vainer es profesor en el Instituto de Investigación y Planificación Urbana y Regional, Universidad Federal de Río de Janeiro.

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LAS 5 REPRESAS INSUSTENTABLES QUE PRETENDE HIDROAYSÉN EN PATAGONIA CHILENA NOS EVOCAN BARBARIDADES COMPARABLES DEL AMAZONAS REPRESADO QUE SUEÑAN LOS AUTOCRATAS LOBBISTAS LULA Y ALAN

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A caixa-preta da energia

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Artigo de Carlos Vainer 14.03.2011   Jornal O Globo

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O recente debate sobre a construção de usinas hidrelétricas na Amazônia começou a levantar a cortina de silêncio que tem mantido a opinião pública ignorante acerca das razões e consequências da política do setor elétrico. Começam a pairar dúvidas quanto à opção inaugurada com Tucuruí, no regime militar, pelo nada saudoso ministro de Minas e Energia Shigeaki Ueki, que começou a fazer da Amazônia uma fonte de energia para indústrias eletrointensivas exportadoras (alumínio, sobretudo). Será de fato a hidreletricidade, como divulgam os arautos do modelo elétrico brasileiro, uma energia limpa e barata? Necessitamos de muito mais informação e discussão, como recentemente voltaram a cobrar Miriam Leitão (O GLOBO) e Washington Novaes (“Estado de S. Paulo”). Inclusive porque, como advertiu o procurador da República no Pará, Felício Ponter Jr, “o setor elétrico no país é uma das maiores caixas-pretas do governo” (O GLOBO, 8/01/2011).

A inundação de 5,3 mil km2 de florestas nos próximos dez anos, a transformação de nossos rios em escadas de lagos artificiais, a extinção de espécies fluviais de grande valor nutricional e econômico, tudo isso implica em altos custos, muitas vezes inestimáveis. Os desastres ambientais, porém, talvez sejam pequenos se comparados aos desastres sociais que se abatem sobre as populações afetadas. Estima-se que foram cerca de um milhão os deslocados por barragens no país. Nos últimos 50 anos, sofreram com a destruição de suas vilas, cidades, cemitérios e igrejas. Cultivos e criações foram inviabilizados. As reparações foram
quase sempre insuficientes para que recomeçassem suas vidas – isto quando receberam alguma coisa. E um capítulo à parte deveria ser consagrado à dramática situação a que têm sido levados grupos indígenas, cujos territórios, meios e modos de vida são sacrificados no altar de um desenvolvimento que não lhes reserva qualquer lugar.

Novas informações são agora colocadas à disposição do público pelo Conselho de Defesa dos Direitos da Pessoa Humana, ligado à Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República, que vem de aprovar relatório elaborado por Comissão Especial que examinou denúncias de violações de direitos humanos no planejamento, implantação e operação de barragens.

As conclusões do relatório são graves: “Os estudos de caso permitiram concluir que o padrão vigente de implantação de barragens tem propiciado de maneira recorrente graves violações de direitos humanos, cujas consequências acabam por acentuar as já graves desigualdades sociais, traduzindo-se em situações de miséria e desestruturação social, familiar e individual.”

Longo e variado é rol de direitos violados por empreiteiras, empresas energéticas públicas e privadas e órgãos governamentais: direito à informação e à participação, direito à liberdade de reunião, associação e  expressão; direito ao trabalho; direito à moradia adequada; direito à educação; direito a um ambiente saudável e à saúde; direito à plena reparação das perdas; direito às práticas e aos modos de vida tradicionais, assim como ao acesso e preservação de bens culturais, materiais e imateriais. Populações indígenas, idosos, mulheres chefes de família, crianças são os que pagam o preço mais alto.

O CDDPH vai além do diagnóstico e alinha quase cem recomendações para reparar a enorme dívida social contraída com as populações atingidas e prevenir novas violações no futuro. Uma destas recomendações já foi adotada, com a instituição do cadastro socioeconômico para identificação, qualificação e registro público da população atingida por empreendimentos de geração de energia hidrelétrica (Decreto-lei n o- 7.342, 26/10/2010). É ainda pouco, mas o relatório e o decreto são passos na direção certa.

Agora há que exigir do setor elétrico, da Aneel, do MME e do MMA, que as novas barragens, o novo Plano Decenal de Energia e o Plano Nacional de Energia incorporem as recomendações do CDDPH. E que energia e barragens deixem de ser sinônimos de violações de direitos humanos.

CARLOS VAINER é professor do Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano e Regional, da Universidade Federal do Rio de Janeiro.

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Escribió Malcolm Allison 

 

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