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El polvorín

Sindicato de Profesores de Sao Paulo y el neoliberalismo de Lula / Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo e Neoliberais

26 Mayo 2010 , Escrito por El polvorín Etiquetado en #Politica

 

Reajuste salarial da categoria e 0,27% para professores até a 4ª série do ensino fundamental, e 0,59% para os professores da 5ª série
 
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O sindicato, disse Andrighi, é uma entidade “sem fins lucrativos, sem discriminação de raça, credo religioso, gênero ou convicção política ou ideológica".

 

Ao considerar “manifestações de cunho eleitoral e depreciativo" os atos organizados pelo Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo (APEOESP), Nancy Andrighi, ministra do TSE, não reforçou apenas a suspeita de um Poder Judiciário partidarizado, atuando como sujeito ativo em favor dos interesses da candidatura de José Serra. Sua decisão contribuiu também para criar uma situação insustentável em um país que se pretende habilitado à modernidade, com solidez institucional e sistema político dotado de competitividade.

 

Ignorando que regimes democráticos não qualificam manifestações e greves, possivelmente a partir da percepção que toda ação sindical é ato político e corresponde a direito inquestionável dos trabalhadores, a ministra, fazendo uma análise enviesada da questão, julgou procedente a representação movida pelos partidos DEM e PSDB, aplicando multa de R$ 7 mil contra o sindicato e sua presidente. Um ganho para o reacionarismo que vende democracia como mercadoria para entrega futura.

 

Preocupada com a interferência negativa na imagem de homem público, Andrighi se esqueceu de examinar a realidade da educação paulista, o modelo de gestão que o tucanato pretende imprimir no Brasil, caso vença as eleições presidenciais. O descaso dos sucessivos governos do PSDB com os profissionais da educação dão uma pista de como os neoliberais planejam reduzir gastos públicos, "abrindo espaços para investimentos". Claro que não é competência do TSE emitir sentenças sobre dados de conjuntura.
 
      
 Manifestação do Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo (Apeoesp) por aumento salarial, em frente a Secretaria de Educação, no centro de São Paulo
 

 Sindicato de Profesores de Sao Paulo y el neoliberalismo de Lula

Al considerar como "manifestaciones de cuño electoral y depreceativos" los actos organizados por el Sindicato de Profesores de Educación Oficial del Estado de São Paulo (APEOESP), Nancy Andrighi, ministra del TSE, no sólo reforzó la sospecha de un Poder Judicial partidarizado, actuando en forma  activa a favor de los intereses de la candidatura de José Serra. Su decisión también ayudó a crear una situación insostenible en un país que se propone alcanzar la modernidad, con solidez institucional y sistema político dotado de competitividad.

Haciendo caso omiso a que las democracias no pueden censurar las manifestaciones y huelgas, por la percepción de que cada acción sindical o acto político representa el derecho incuestionable de los trabajadores, la ministra, haciendo un análisis parcial de la cuestión, declaró fundada la reclamación presentada por
el Partido Demócratas de Brasil DEM y el Partido de la Social Democracia Brasileña –PSDB, aplicando una multa de 7000 Reales contra el sindicato y su presidente. Una ganancia para los reaccionarios que venden la democracia como mercancía de entrega a futuro.

Preocupada por la interferencia negativa en la imagen de hombre público Andrighi se olvidó de examinar la realidad de la educación en São Paulo, el modelo de gestión que desea imprimir el PSDB en Brasil si gana las elecciones presidenciales. El descuido de los sucesivos gobiernos del PSDB con los profesionales de la educación da una pista de cómo los neoliberales planean reducir el gasto público", abriendo espacios para la inversión". Por supuesto que no es competencia del TSE emitir fallos sobre la situación de coyuntura.

 
       Foto: Rodrigo Coca/Foto Arena/AE

Manifestação de professores deixa 40 feridos em SP. Policial à paisana carrega PM ferida durante protesto de professores. Observação: a primeira versão dessa legenda informava erroneamente que o policial à paisana era um manifestante 

 

Os manifestantes que gritaram palavras de ordem contra o governo José Serra fazem parte de uma categoria que, desde 1998, sobrevive sem qualquer reajuste salarial, sem nenhum plano de carreira. Apesar da alta arrecadação, São Paulo paga um dos menores salários do país, ficando atrás do Acre, Roraima, Tocantins, Alagoas e Espírito Santo, entre outros. O valor da hora-aula pago aos professores do ensino básico II é de R$7,58. Bem menos do que o jeton (benefício pago por presença em sessão) no valor de R$771,75 destinado aos integrantes do TSE. Muito menos que os R$ 26.723,13 recebidos por um ministro do STF, desde fevereiro de 2010. A sensibilidade jurídica da relatora deveria levar esses números em conta antes de ver orientação meramente eleitoreira nas palavras de uma dirigente sindical.

 

Em um estranho arrazoado, Nacy Andrighi ressaltou que a ação dos grevistas feriu o próprio estatuto do sindicato que define a entidade “como sem fins lucrativos, sem discriminação de raça, credo religioso, gênero ou convicção política ou ideológica". Talvez falte à ministra noções rudimentares de sociologia política para compreender a dinâmica da APEOESP.

 

Representando todo o magistério paulista, o sindicato liderado por Maria Izabel Azevedo Noronha luta pela elevação do nível econômico, social e político da categoria. E procura estender estes benefícios à educação através do empenho pela melhoria da qualidade de ensino e por uma política educacional feita com a participação dos professores e da comunidade, direcionada para os interesses da população. Argumentos que tutelam os direitos políticos de uma coletividade não podem suprimir dos cidadãos o direito da livre expressão. Disso deveria saber uma ministra do TSE.

Mais interessante seria saber como se posicionaria frente a editoriais e noticiários que buscam, a todo custo, desqualificar a candidatura da ministra Dilma Rousseff.

 

Privilegiaria a liberdade de expressão dos barões midiáticos ou seria sensível à interferência negativa na imagem de uma personalidade pública?

 

Qual seria o valor da multa?

 

Até quando será impossível entender o país sem a devida dose de cinismo?

 

Os nossos magistrados talvez devessem meditar a respeito do assunto.

 

*Gilson Caroni Filho é professor de Sociologia das Faculdades Integradas Hélio Alonso (Facha), no Rio de Janeiro, colunista da Carta Maior e colaborador do Jornal do Brasil

 

 

Gobierno de São Paulo, comandado por José Serra (PSDB), actúa de forma intransigente y reprime violentamente las protestas de profesores.

 

 

Los profesores de la red estadual de enseñanza del Estado de São Paulo llevaron a la huelga de marzo, toda la mística de las luchas históricas del Día Internacional de las Mujeres.

En la huelga, presentaron una pauta de negociación que reivindica un reajuste salarial de 34,3%, la incorporación de las gratificaciones y extensión a los aposentados, un plan de carrera justo y la garantía de empleo. El salario base de un profesor de Educación Básica I es de 785,50 R$. Los profesores de Educación Básica II reciben 909,32 R$.

Dos datos a modo de comparación, del Departamento Intersindical de Estadística y Estudios Socioeconómicos (Dieese). La cesta básica en la ciudad de São Paulo, la segunda más cara del país, cuesta 229,64 R$ - eso es casi 30% del salario de un educador sólo para comer lo básico. Sólo el salario mínimo necesario, de acuerdo con el precepto constitucional, debería estar entorno a 2.003,30 R$.

En el momento en que las centrales sindicales y los movimientos populares hacen una gran campaña por la reducción de la jornada de trabajo a 40 horas semanales, el gobierno de São Paulo, comandado por José Serra (PSDB), actúa de forma intransigente y reprime violentamente las protestas de profesores.

Las protestas de los huelguistas sufrieron una fuerte represión de la Policía Militar. Una vez más, los derechos de organización y manifestación previstos en la Constitución son vulnerados. La PM paulista infiltró hasta incluso a soldados en una protesta con 30 mil educadores por las calles de la capital paulista. Después de 25 años de la derrota de la dictadura militar, los manifestantes son perseguidos y sus lideres señalados para posterior persecución, además de la creación de tumultos para desmoralizar la huelga.

De esa forma, el gobierno Serra repite los métodos de criminalización de corte fascista del gobierno Yeda Crusius, en Rio Grande do Sul. La ausencia de diálogo, violencia física, procesos judiciales (en los ámbitos civil y criminal) y persecución política caracterizan el tratamiento de las luchas de los trabajadores por los gobiernos conservadores.

Hemos denunciado el proceso de criminalización de las luchas sociales, la persecución de los movimientos populares, sindicales y estudiantiles y la prohibición de cualquier conquista de la clase trabajadora. El gobierno Serra pretende derrotar la huelga de los profesores y abrir camino para una ofensiva contra los derechos sociales y laborales del pueblo. De esa forma, pretenden repetir la acción del gobierno Fernando Henrique Cardoso contra la huelga de los petroleros en 1995.

Nuestro movimiento, que viene enfrentando un proceso duro de criminalización, liderado por el presidente del Tribunal Supremo Federal (STF), Gilmar Mendes, por el sector rural en el Congreso Nacional (fueron creadas tres CPIs en ocho años para investigarnos) y por los media burgueses, manifiesta su apoyo a la lucha de los educadores.

Vamos a organizar, junto a las centrales sindicales, movimientos populares y organizaciones estudiantiles, una gran campaña nacional de apoyo a los profesores y contra la criminalización de las luchas sociales.

Las reivindicaciones son justas y necesarias, más incluso porque la educación debe ser la prioridad para el país. Si los profesores, que ejercen una de las actividades más nobles de nuestra sociedad, son tratados de esa forma, no podemos esperar nada más que violencia como respuesta a las luchas de la clase trabajadora que han de venir.

SECRETARIA NACIONAL DEL MST

 

           

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