Faraónica represa de Jirau entre Brasil/Bolivia: 22,000 obreros reclamaron por trato esclavo
Conflito paralisa obras da usina hidrelétrica Jirau.
16 de marzo de 2011, enfrentamiento en complejo hidroeléctrico de Jirau llevó a la quema y destrucción de varios autobuses que realizan el transporte de los trabajadores a los alojamientos. Al día siguiente le tocó a los apartamentos y oficinas que no habían sido destruidos por los disturbios del miércoles, terminaron hechos cenizas.
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Conflicto detiene la construcción de la hidroeléctrica de Jirau.
El enfrentamiento entre los trabajadores en la planta de Jirau en el río Madeira, en Rondônia, aumenta el riesgo de retraso en la entrega de la represa, cuyo inicio de operaciones estaba previsto para marzo de 2012. El presidente del Consorcio ESBR, ganador de la licitación, Victor Paranhos, dijo que las obras se detienen por completo. Ayer jueves 17 de marzo de 2011, otro enfrentamiento en la planta llevó a la quema de apartamentos y oficinas que no habían sido destruidos por los disturbios del miércoles, con la quema y destrucción de varios autobuses que realizan el transporte de los trabajadores a los alojamientos. "No sabemos cuánto tiempo va a paralizar la obra, pero tenemos que retomar el control de la obra. El episodio puede causar reevaluación de plazos", dijo Paranhos. (Valor Econômico - 18/03/2011)
Ao todo, a empresa tem 22,000 trabalhadores envolvidos na construção da usina, uma da maiores obras do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) e que forma o complexo hidrelétrico do Madeira junto com a usina de Santo Antônio.
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A empresa Suez, principal acionista de Jirau, é dona da Barragem de Cana Brava, em Goiás, e Camargo Corrêa é dona da usina de Foz do Chapecó, em Santa Catarina. Essas duas hidrelétricas também foram investigadas pela Comissão Especial de Direitos Humanos em que foi comprovada a violação. Estas empresas tem uma das piores práticas de tratamento com os atingidos e com seus operários.
O MAB vem a público exigir o fim da violação dos direitos humanos em barragens e esperamos que as reivindicações por melhores condições de trabalho e vida dos operários sejam atendidas.
Conflito paralisa obras da usina hidrelétrica Jirau
O confronto entre trabalhadores na usina do Jirau, no Rio Madeira, em Rondônia, aumenta o risco de atraso na entrega da hidrelétrica, cujo início das operações estava previsto para março de 2012. O presidente do consórcio ESBR, vencedor da licitação, Victor Paranhos, disse que as obras estão totalmente paradas. Ontem, novo confronto na usina levou ao incêndio de alojamentos e escritórios que ainda não tinham sido destruídos pelos distúrbios ocorridos na quarta-feira, com queima e destruição de diversos ônibus que fazem o transporte dos trabalhadores e alojamentos. "Não sabemos por quanto tempo vai parar (a obra), mas temos que voltar ao controle do canteiro de obras. O episódio pode provocar reavaliação (de prazos)", disse Paranhos. (Valor Econômico – 18.03.2011)
Os conflitos que paralisaram as obras da usina hidrelétrica de Jirau, em Rondônia, devem comprometer o cronograma de conclusão do empreendimento. O governador Confúcio Moura, considerado fraco, vacilante e sem iniciativa, tentou tirar proveito do episódio e postou em seu blog que a polícia agiu com rigor, mas foi desmentido.
Da reportagem do TUDORONDONIA
Porto Velho, Rondônia - Diferente do que informa a empresa Camargo Corrêa, o clima ainda é tenso no canteiro de obras da Usina Hidrelétrica de Jirau, no rio Madeira, a 100 Km de Porto Velho. Na manhã desta quinta-feira, centenas de funcionários se aglomeravam na entrada da usina, enquanto no canteiro permaneciam apenas os que estão alojados. Surgiu a informação de que novos protestos poderiam ocorrer.
Na terça-feira, cerca de trezentos trabalhadores atearam fogo em 45 ônibus e queimaram também várias instalações da usina. O estopim do protesto foi a troca de agressões entre um operário e um motorista de ônibus, mas o clima de insatisfação dos trabalhadores é antigo. A empresa é acusada de cortar horas extras e não dar condições decentes de trabalho.
Cerca de trinta pessoas foram ouvidas pela polícia no inquérito que investiga o quebra-quebra em Jirau. Pelo menos 18 mil pessoas trabalham em Jirau atualmente. Há notícias de que, durante o tumulto, houve roubos de pertences pessoais nos alojamentos.
PROVEITO POLÍTICO
O governador Confúcio Moura (PMDB), considerado fraco, vacilante e sem iniciativa, tentou tirar proveito do episódio, querendo mostrar firmeza, e postou em seu blog que a polícia agiu com rigor para conter os protestos, o que é desmentido por pessoas que testemunharam o caso e relataram que a PM chegou ao canteiro horas depois e evitou entrar ,temendo os manifestantes. As imagens do conflito também desmentem o governador. Mostram um teatro de guerra, como dezenas de veículos e instalações incinerados.
O secretário de Segurança Pública de Rondônia, Marcelo Bessa, segundo o site G1, falou em apelar para a Força Nacional de Segurança.
Fotos: Mique Pinto / Rondoniaovivo
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